Radioterapia

O que é radioterapia?

A radioterapia é um dos principais tratamentos contra o câncer.  

Na radioterapia, a destruição das células malignas se dá  pela ação de diferentes radiações ionizantes, como, por exemplo, o raio-X. Esses raios são capazes de alterar a estrutura da célula por completo, fazendo com que essas células “anormais” morram ou, pelo menos, parem de se reproduzir, contribuindo para a melhora da qualidade de vida do paciente.

Nessa modalidade de tratamento, a região afetada pela doença é atingida por esses raios, que costumam ser invisíveis a olho nu. Além do tumor, parte da área afetada por ele também é bombardeada pelos raios ionizantes. Vale destacar que as células normais costumam ser menos afetadas pela ação da radioterapia.

As técnicas mais modernas de radioterapia permitem restringir eficazmente o alcance da radiação, fazendo com que os raios atinjam somente a área que necessita de sua ação mais agressiva.

A radioterapia tem sua ação limitada ao local irradiado e pode ser utilizada de forma isolada ou combinada a outros tratamentos oncológicos, buscando-se sempre a eliminação completa das células malignas. 

Em algumas situações, a radioterapia pode ser usada para substituir a cirurgia.  

Nos casos de doença mais avançada, a radioterapia também pode entrar em cena, promovendo a redução de dor ou controle de um sangramento, de forma a contribuir para a qualidade de vida do paciente. 

De acordo com o INCA, o Instituto Nacional do Câncer, cerca de metade dos pacientes diagnosticados com câncer no Brasil passa por tratamentos de radioterapia.

Por que a radioterapia é um bom tratamento para o câncer?

A radioterapia é um tratamento eficaz para o câncer, costuma ser indolor e seus  efeitos adversos são geralmente bem tolerados pelos pacientes. 

Quais são os tipos de radioterapia?

Existem dois tipos de radioterapia: a radioterapia externa, chamada também de teleterapia, feita com o auxílio de uma máquina de radioterapia, e a braquiterapia, que consiste na implantação de material radioativo no interior do corpo  do paciente, junto à região que precisa ser tratada.

Como funciona a radioterapia?

Uma vez que o paciente recebe o diagnóstico de câncer, ele passa por médicos de diversas áreas.

Um desses especialistas é o radio-oncologista, capaz de ajudar a confirmar a indicação técnica de radioterapia como melhor recurso para tratamento do caso, realizar o mapeamento da região a ser atingida pelos raios ionizantes, por meio da tomografia de planejamento, e também indicar o número de sessões de radioterapia pelas quais o paciente vai passar.

O paciente pode ter a indicação de fazer apenas uma sessão de radioterapia, até 42 sessões, sendo que elas costumam ser diárias e feitas de forma contínua.

Nessas sessões, o paciente desliza debaixo de uma máquina de radioterapia, enquanto está deitado em uma maca. Essa máquina de radioterapia foi previamente calibrada para aquele paciente específico, de modo que ela atinja somente as regiões para as quais o tratamento foi indicado, sempre no mesmo local, para que o tratamento seja o mais efetivo possível. Certos pacientes podem até mesmo receber tatuagens provisórias com demarcações que auxiliam a máquina de radioterapia a encontrar a região que deve ser tratada.

As sessões de radioterapia costumam durar de 10 a 20 minutos e os pacientes passam com o radio-oncologista pelo menos uma vez por semana, para checar a evolução do tratamento.

Nos casos de braquiterapia, o médico radio-oncologista define quando e com que frequência o implante precisará ser trocado. A braquiterapia pode ser realizada de forma muito breve, durante uma cirurgia. Nesses casos, o material radioativo é colocado por um breve período junto à área a ser tratada e retirado em seguida, permitindo que o paciente leve uma vida normal após o procedimento.

Quais são as etapas da radioterapia? 

A primeira etapa da preparação para o tratamento é a simulação. Nessa fase são reproduzidas as condições em que o tratamento será realizado. São utilizadas imagens radiológicas para estudar a área a ser tratada e defina a posição que o paciente adotará durante as futuras aplicações. 

A etapa seguinte é o planejamento da radioterapia, na qual são feitos todos os cálculos de dose e plano de tratamento a ser seguido. 

Somente a partir daí começam as aplicações

Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?

Os efeitos da radioterapia são variados e dependem justamente do tipo de radiação utilizado, além de sua dosagem. No geral, os efeitos costumam ser muito bem tolerados pelos pacientes. A radioterapia não faz o cabelo cair, exceto nos casos em que a cabeça do paciente é irradiada. 

Alguns pacientes que passam pela radioterapia apresentam, por exemplo, um escurecimento e uma irritação na área da pele que foi bombardeada com os raios ionizantes. 

Essa irritação pode causar, por exemplo, coceira, secura e ardência, mas atualmente já existem produtos diversos, como sabonetes, loções e unguentos capazes de aliviar essa ardência sem interferir de forma alguma no tratamento do paciente.

Outras boas práticas para tratar a pele incluem evitar banhos quentes, não usar papel higiênico na área afetada, evitar o uso de roupas apertadas, inclusive roupa íntima e secar a área com uma toalha felpuda, sem coçar ou esfregar.

A radioterapia também pode causar náuseas e vômitos, perda do apetite, diarreia (nos casos de irradiação no abdômen), mudança no paladar (para tratamentos feitos em boca e pescoço) e boca irritada (também para tratamentos na boca).

Como a radioterapia é feita diariamente, vale conversar com o médico e enfermeiros responsáveis para avaliar se os sintomas são somente efeitos colaterais, caso haja qualquer tipo de dúvida.

A Oncologia D’Or conta com os maiores especialistas em câncer e oncologia do Brasil, localizados em mais de 40 clínicas espalhadas pelos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Tocantins, Ceará, Maranhão e Bahia. Por mês, a Oncologia D’Or realiza mais de 20 mil atendimentos médicos oncológicos diversos.