Confira como foi o Outubro Rosa no IDOR

Nos escritórios e na pesquisa, colaboradores do IDOR vestiram a camisa a favor da conscientização sobre o câncer de mama

O câncer de mama é um dos que mais atinge as mulheres brasileiras. Por mês, o país registra quase 5 mil casos da doença, segundo o Ministério da Saúde. Felizmente, a doença é tratável se descoberta no início de seu desenvolvimento, que pode ser detectado com o exame anual de mamografia, indicado para mulheres acima dos 40 anos ou com histórico da doença na família. Com o objetivo de dar visibilidade e importância a esse tema, a campanha do Outubro Rosa engaja diversas instituições em todo o mundo, estando o IDOR entre os centros de pesquisa que contribuem com a produção científica na área.

Câncer de Mama é alvo de pesquisas no  IDOR
Nas unidades do IDOR em São Paulo e em Salvador, há duas pesquisas clínicas em andamento, utilizando medicamentos inovadores. O estudo que está sendo conduzido em São Paulo, pela Dra. Laura Testa,  estuda se o medicamento abemaciclibe pode aumentar a chance de cura de pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo com alto risco de recorrência. “Essa classe de medicamentos mudou o cenário do tratamento da doença avançada, com ganho de tempo de vida para as pacientes. Seria muito bom ver que eles também podem aumentar as chances de cura do câncer de mama” explica a oncologista, Dra. Laura Testa.

A outra pesquisa, conduzida pela pesquisadora Lívia Andrade, em Salvador, estuda se a adição de imunoterapia com a medicação atezolizumabe pode aumentar a chance de tumores HER2 positivo desaparecerem antes de serem operados. “É uma estratégia muito promissora. Já temos dados apontando na direção de que vamos poder ajudar cada vez mais as pacientes com câncer de mama”, diz Laura Testa.

Essas pesquisas são realizadas em conjunto com outras unidades de pesquisa no Brasil e no mundo. “Por meio dos ensaios clínicos os pacientes podem ter acesso a medicamentos novos e que não estão habitualmente disponíveis na rotina”, explica a oncologista e pesquisadora do IDOR, Dra. Camila Venchiarutti.

O IDOR também está realizando um estudo para identificar o impacto da quimioterapia no coração. “Fazemos o acompanhamento de pacientes com câncer de mama por meio de ecocardiografias seriadas, com medida da deformação do músculo do coração (strain), para avaliar a função cardíaca durante a quimioterapia”, explica a pesquisadora do Departamento de Cardiologia do IDOR, Renata Moll Bernardes. Na presença de alterações, é utilizada uma nova técnica de ressonância magnética chamada mapeamento T1 e T2 para avaliar melhor o músculo do coração. A proposta é tentar perceber precocemente a disfunção cardíaca associada ao tratamento, para evitar a sua evolução.

Há ainda outro estudo translacional, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que investiga as células dos pacientes que tomaram antraciclinas (drogas muito utilizadas na quimioterapia), para entender por que uns deles são mais sensíveis e outros mais resistentes ao desenvolvimento de disfunção cardíaca após o tratamento com essas substâncias. O objetivo é poder, no futuro, selecionar e proteger os pacientes mais sensíveis. Os experimentos são feitos no laboratório. A partir de uma amostra de sangue, são geradas células-tronco pluripotenciais (iPS) que são diferenciadas em células do músculo cardíaco com o DNA do paciente selecionado.

Nas pesquisas e no escritório
Além de vestir a camisa nos laboratórios e na pesquisa, os colaboradores do IDOR aderiram à conscientização sobre o câncer de mama no pink day, que aconteceu no dia 11 deste mês. A áreas de ensino, inovação, administrativo e marketing vieram trabalhar de rosa para participar da campanha em nossas redes sociais. Confira abaixo as fotos!

Da esquerda para direita: Dra. Renata Moll Bernardes , pesquisadora do IDOR, e Dra. Fernanda Tovar Moll, presidente do IDOR. À frente, Joana, filha da Dra. Fernanda.

 

Equipe da Pesquisa Clínica

 

Equipe do Laboratório de Biologia Molecular

 

Equipe Marketing e T.I.