Debate sobre Humanização Hospitalar é intensificado durante a pandemia

Residentes do IDOR e RDSL compartilham experiência em Hospital de Campanha exclusivo para pacientes com Covid-19.

Dia 20 de julho ocorreu a segunda edição da Covid-19: Residentes no Front, série de lives onde os médicos do Programa de Residência Médica do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) compartilham a experiência de atuar no ambiente hospitalar durante a pandemia. Neste segundo encontro, uma das apresentações foi voltada à importância da humanização no atendimento hospitalar, tema discutido pelo Dr. Peterson Lodi, residente de Medicina de Emergência no programa.

Mesmo com toda a tecnologia hospitalar, não há substituição para a sensibilidade humana durante o cuidado de pessoas enfermas e de seus familiares. A humanização hospitalar é uma forma de atendimento incorporada desde à recepção até a saída do paciente. Envolve o ambiente hospitalar e a comunicação entre os profissionais, o paciente e seus familiares, estabelecendo uma relação sadia e de confiança que respeita a individualidade e a saúde mental da pessoa em recuperação.

Para a implementação desta prática em hospitais, é necessário definir com os profissionais os padrões do atendimento, realizando treinamento de equipe e conscientizando-a do impacto da afetividade no bem-estar do paciente. O processo também é, portanto, administrativo; e para ser instalado é necessário que toda a mentalidade da unidade de saúde seja trabalhada em conjunto, transformando a experiência hospitalar de forma positiva.

Desde o início da crise sanitária os residentes do IDOR estão atuando diretamente nos hospitais da Rede D’Or São Luiz (RDSL) para auxiliar no cuidado aos pacientes com Covid-19. A experiência compartilhada nesta edição da Residentes no Front foi de médicos atuantes no Hospital de Campanha Lagoa-Barra (HCLB) no Rio de Janeiro, estrutura erguida em abril pela RDSL e outros parceiros com apoio do Estado, para atender exclusivamente a pacientes do SUS infectados pela Covid-19.

“Os residentes alocados no HCLB tiveram a possibilidade de vivenciar o processo de gestão de um hospital de alta complexidade partindo do zero, desde os treinamentos das equipes até processos de verificação e alocação de recursos, sem esquecer de pilares fundamentais no atendimento do paciente crítico e da atenção humanizada ao paciente e sua família”, declarou a Dra. Alessandra Thompson, coordenadora da COREME e do Programa de Residência Médica em Terapia Intensiva do IDOR. Confira outros residentes e temas apresentados na segunda edição do evento:

Residentes:

Bruna Vescovini: Gestão de um Hospital de Campanha.

Daniel Schubert: Protocolos – Bússolas incertas em um mar de dúvidas.

Bernardo Arditti: Lesão renal aguda.

Nicole Lucinda: Corticoide – como, em quem e quando?

Peterson Lodi: Humanização da atenção aos pacientes e profissionais.

Você pode assistir ao encontro clicando aqui. A apresentação do Dr. Peterson Lodi foi colocada à parte, e pode ser acessada clicando aqui.

Escrito por Maria Eduarda Ledo

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