Israel Day: Liderança em tecnologia e inovação na área de saúde

Evento organizado pelo Open D’Or e Israel Trade & Investment contou com apresentações de startups conectadas ao ecossistema tecnológico israelense.

Na terça-feira passada, 12 de novembro, o Centro de Estudos do Instituto D´Or (IDOR) recebeu diversas Startups vindas de Israel para debater as iniciativas tecnológicas que o país desenvolve na área de saúde. O evento foi realizado em conjunto com a Israel Trade & Investment Brazil, organização ligada ao Departamento de Comércio Exterior do Ministério de Economia de Israel, que tem como objetivo desenvolver conexões entre empresas brasileiras e israelenses.

O evento foi aberto pela equipe do Open D’Or (IDOR) e do setor de Transformação Digital da Rede D’Or São Luiz (RDSL). A primeira palestrante, representando a Israel Trade, foi a Cônsul de Israel para assuntos econômicos, Taly Segal. Segal mostrou de forma geral o panorama econômico em Israel e como o país de menos de 100 anos já ocupa o terceiro lugar mundial na liderança de inovação tecnológica. Segundo a Cônsul, as próprias universidades israelenses encorajam o empreendedorismo de seus alunos, buscando sempre comercializar boas ideias através de apoio financeiro. O segredo para obtenção do sucesso, porém, é desenvolver tolerância para o fracasso, já que o ato de inovar supõe também arriscar e, segundo Segal, a taxa de revés não é exatamente baixa. A Cônsul também falou da parceria de mais de um ano com o Open D’Or, que até o momento já realizou trocas intelectuais entre os sistemas, com eventos e palestras tanto em Israel como no Brasil. E para 2020 a parceria já prevê um case de sucesso.

Logo após a apresentação da Israel Trade & Investment Brazil, Yossi Bahagon representou a Qure Ventures, empresa a qual ele é sócio fundador e que corresponde a um dos principais Fundos de Venture Capital focado em Digital Health de Israel. Toda a movimentação da Qure parte de otimizar a medicina preventiva através do empoderamento dos pacientes. Segundo Bahagon, “os pacientes são os melhores parceiros dos médicos no gerenciamento de sua saúde”, ainda assim, os serviços na área de Healthcare não são personalizados o suficiente, característica que o palestrante declara essencial para os sistemas que não querem morrer no mercado. 

O conceito de “participatory health”, apresentado por Yossi Bahagoni, seria o empoderamento do paciente e do médico através de tecnologia e machine learning, como a realização de prescrições por biometria e acesso a gadgets que permitem ao médico realizar exames físicos no paciente mesmo com este à distância. “Tudo isso já existe e já está sendo usado”, alerta o palestrante. Todas essas tecnologias também estão equipadas com sistemas inteligentes que salvam e analisam dados de cada paciente, disponibilizando aos profissionais as características crônicas de sua saúde, informação que é preciosa e que oferece o histórico do paciente a qualquer médico que venha a atendê-lo.

Após a apresentação da Qure, 5 startups de Israel se apresentaram. A primeira foi a Cnoga Medical, que oferece um dispositivo não invasivo, capaz de checar mais de 16 parâmetros biomédicos através de mapeamento cutâneo, sem necessidade de furar a pele do paciente no processo e ainda oferecendo maior agilidade e facilidade no diagnóstico. A segunda Startup, infiBond, é uma empresa de enfoque em “tecnologia empática”, no momento em visa analisar epidemias de transtornos mentais e gerenciamento desses riscos através do mapeamento da saúde mental dos pacientes, também utilizando banco de dados e machine learning no processo.

Também tiveram startups baseadas em tratamentos fitoterápicos, como a Curalife, uma base suplementar feita com produtos naturais, que minimiza os efeitos colaterais das drogas sintéticas. Já a Pharmacan Brasil, do grupo Cronos,  é uma empresa com sede em Israel completamente endereçada aos usos medicinais da cannabis, dominando todos os estágios do processo, desde a plantação da erva, seguida pela realização de pesquisas básicas e clínicas, até a produção dos medicamentos. A Pharmacan pretende construir no brasil seu primeiro escritório fora da Europa, mas aqui no país, devido à legislação, suas atividades se limitam à distribuição e pesquisa científica na área, desenvolvimento que tem parceria com a UFRJ.

Por último, foi a vez da startup Cybereason apresentar a importância da segurança de dados para os hospitais, necessidade ainda muito negligenciada no cenário em que antivírus não são proteção suficiente para o ataque de crackers (hackers criminosos) e o tempo médio para um hospital descobrir essa invasão é de 200 dias após o ocorrido. Com o movimento de Big Data e Machine Learning cada vez mais intrínseco ao desenvolvimento na área de saúde, mais preciosos são os dados em circulação e a necessidade de cyber-segurança.

Após as apresentações, o Israel Day ofereceu um brunch volante na recepção do IDOR, momento em que as empresas e participantes do evento puderam tirar dúvidas e trocar interesses sobre os assuntos debatidos. O Open D’Or, como plataforma de inovação aberta do instituto, busca sempre possibilitar a conexão entre necessidades e soluções na área de saúde digital, e a parceria com a Israel Trade & Investment seguirá em desenvolvimento em eventos futuros, fomentando a cooperação entre os sistemas tecnológicos brasileiros e israelenses.