“Talvez, o Começo do Fim”


Vacina da Pfizer mostra mantém eficácia positiva mesmo após aplicação em massa 


Em uma notícia publicada nesta segunda-feira, no jornal The Times of Israel, a primeira análise mundial de pacientes vacinados pelo imunizante da Pfizer trouxe apontamentos que podem indicar que a vacina é pelo menos tão eficaz quanto foi sugerido em testes clínicos, que apontavam 95% de eficácia.

Segundo a matéria, de 128.600 voluntários apenas 0,015% estão se infectando na semana após receberem a segunda injeção: somente 20 contraíram o coronavírus depois de serem considerados imunizados.

Os especialistas, contudo, sublinham que no momento não há grupo controle direto ou dados demográficos e geográficos o suficiente para afirmar, com rigor científico , essa efetividade. Ainda assim, consideram  que é um grande motivo para comemorar.

“É uma boa notícia o fato de a efetividade observada no ensaio clínico estar se mantendo após o uso na população. Há limitações em fazer esse cálculo usando grupos que não necessariamente são comparáveis, entre vacinados e não vacinados, porque não sabemos se o risco e o grau de exposição são os mesmos, o que  pode induzir a uma série de erros. Mas, embora os dados não possam confirmar a eficácia de 95% da vacina, só o fato deles não estarem contradizendo essa medida – ou mostrando uma efetividade muito mais baixa –, já é uma grande notícia”, comenta o médico Dr. José Cerbino, coordenador de estudos em Vacinas e pesquisador na área de Infectologia do IDOR e Chefe do Laboratório de Pesquisa em Imunização e Vigilância em Saúde  da Fiocruz.

O infectologista explica ainda que a eficácia, que é medida nos ensaios clínicos, é diferente da efetividade de um imunizante, já que esta última medida é o resultado da vacina “no mundo real”.

E para reiterar as boas novas, das 20 pessoas vacinadas que chegaram a contrair o vírus, nenhuma foi hospitalizada ou sofreu febres acima de 38,5 graus, o que pode indicar que a vacina tem capacidade de evitar doenças graves mesmo quando as pessoas estão infectadas. Como disse uma vez Winston Churchill, em meados da Segunda Guerra Mundial, podemos entender que “Este não é o fim. Não é nem o começo do fim. Mas é, talvez, o fim do começo.”

Escrito por Maria Eduarda Ledo de Abreu.

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