Universidades buscam soluções para adaptar ensino durante a pandemia

Com a nova realidade, o ensino à distância se torna uma alternativa viável para as classes média e alta.

Novas turmas de estudantes têm deixado de se conhecer e antigos colegas não estão mais se encontrando. A pandemia do novo coronavírus tem causado diversas mudanças sociais, e uma das mais importantes é a suspensão de atividades presenciais em escolas e universidades. Esse setor é o que mais vem sofrendo com os efeitos dessa nova realidade, e já existe a necessidade de conferir uma continuidade adaptada a alguns serviços chamados de não essenciais, mas que no fim das contas são essenciais, como a educação. 

Christina Paxson, economista e presidente da Universidade de Brown nos EUA, propõe a testagem da população universitária para que se possa voltar às aulas e não perder o ano letivo. Os casos positivos ficariam em quarentena, enquanto os negativos poderiam ir às aulas presenciais. No entanto, para essa possível solução, deve-se considerar que pessoas viajam nos finais de semana e podem voltar contaminadas. Outra questão a se atentar é a convivência em dormitórios universitários conjuntos, um problema na hora do isolamento de alguém que está infectado pelo Sars-CoV-2.

Nos últimos meses, o setor da educação perdeu entradas monetárias advindas de mensalidade de milhões de novos estudantes que começariam a estudar este ano. A alternativa compulsória são as aulas online, que foram implementadas rapidamente em universidades e escolas ao redor do mundo como forma das universidades privadas manterem pelo menos uma parcela da sua entrada de dinheiro mensal. No entanto,  muitas famílias no Brasil não possuem computador e muito menos acesso à internet, o que traz prejuízos para as classes baixas no processo de implementação de aulas na modalidade ensino à distância. 

É necessário considerar que o sistema de ensino presencial ministrado a pessoas em um mesmo ambiente é profícuo tanto para o aprendizado como por seus benefícios sociais e afetivos. Uma das alternativas futuras para a retomada da normalidade dessas atividades poderia ser a adaptação de salas de aula ventiladas, além de aulas ministradas ao ar livre, quando possível. Também, para aulas online, governos deveriam investir na instalação da rede de internet em todo o território nacional, necessidade que deveria ser tomada por serviço essencial, como energia e água potável.

Atualmente, temos dezenas de grupos ao redor do mundo desenvolvendo possíveis vacinas para o novo coronavírus. Mas, mesmo que essa seja desenvolvida no prazo mínimo, ainda levarão meses para o início da sua distribuição, principalmente em países da África e da América Latina, que possuem menos dinheiro disponível para comprar grandes quantidades do produto para a população. Agora, nos resta esperar para ver se o sistema de educação online será parte do ensino tradicional, o que seria uma alternativa para a nova realidade, desde que se possa contar com a estrutura de um computador e de internet em casa.

Escrito por Luiza Mugnol Ugarte

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