Vocação: Cientista – IDOR recebe excursão de alunos do ensino médio

Em uma tarde voltada para conversas com pesquisadores e visitas aos laboratórios, alunos são apresentados à amplitude do trabalho científico na área de saúde.

Na última quinta-feira, véspera do feriado do 15 de novembro, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) convidou alunos dos 1º, 2º e 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi para a primeira edição do evento “Vocação: Cientista”, uma tarde de imersão no cotidiano dos profissionais da instituição. A intenção da visita é mostrar a abrangência profissional da pesquisa na área da saúde, perspectiva que muitas vezes não está clara para jovens que ainda estão escolhendo o curso de graduação.

A abertura do evento foi realizada por videoconferência pelo presidente do Conselho Administrativo, Dr. Jorge Moll Neto, compartilhando um pouco de sua história profissional que, como a maioria, começou com indecisão e insegurança sobre que caminho seguir a partir do vestibular. Porém, o que o Dr. Moll levou como guia foi seu fascínio pela ciência e pelo desenvolvimento humano, e acabou descobrindo que a faculdade de medicina era apenas um dos caminhos que poderia ter seguido para estudar o que estuda hoje: a neurociência. Portanto, ele viu que a riqueza da ciência e do desenvolvimento das pesquisas é justamente seu caráter translacional, que não pertence a uma profissão ou uma área delimitada, fator que ele espera que os jovens levem em mente no momento ansioso de escolher uma primeira graduação. 

Ele explicou que essa foi uma das razões da criação do IDOR, um espaço que une profissionais de diversas áreas para desenvolver pesquisas de alta qualidade. Os alunos fizeram diversas perguntas sobre o caminho da ciência frente às novas tecnologias e as questões éticas que isso envolve. Logo depois, os médicos e pesquisadores Márcio Soares e Jorge Salluh fizeram uma apresentação sobre a medicina intensiva e como ela está sendo mudada através do uso de tecnologias como Big Data e Machine Learning, um encontro entre a saúde e a ciência da computação que tende a não desvincular. Os alunos ainda tiraram dúvidas como os Drs. Heitor de Souza e Renata Perez sobre o desenvolvimento de pesquisas clínicas, vacinas e métodos científicos de comprovação. As pesquisadoras Érika Rodrigues e Rosana Rodrigues também mostraram como eram realizadas as pesquisas em imagem, enquanto levavam os alunos para conhecer o Laboratório de Pesquisa em Imagem do IDOR (LPI). 

Também houve um passeio pelo laboratório de cultivo celular do IDOR, que foi observado através do vidro por questões de segurança. O colaborador do laboratório, Daniel Cadilhe, explicou aos alunos todo o processo de formação dos minicérebros, que são organoides produzidos no instituto a partir de células-tronco de pluripotência induzida, coletada da urina de pacientes. Os jovens ainda tiveram a oportunidade de realizar uma atividade interativa com o convidado e idealizador de jogos, Alexandre Freire, que criou jogos de tabuleiro baseado na formação celular para que os alunos experienciassem maneiras alternativas de aprendizado na ciência.

Por fim, foi servido um lanche para que os alunos reencontrassem os pesquisadores e tirassem mais dúvidas sobre tudo o que conheceram durante a excursão. O projeto foi o primeiro de outros que virão, buscando não apenas divulgar o trabalho do instituto como também inspirar jovens a ativar sua curiosidade científica em qualquer profissão que desejem seguir, entendendo que a dúvida e o questionamento são qualidades de todo pesquisador, e que as perguntas, afinal, são o que realmente movem a ciência.