{"id":31035,"date":"2026-07-22T15:44:03","date_gmt":"2026-07-22T18:44:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ptbr.idor.org\/?p=31035"},"modified":"2026-07-30T15:46:05","modified_gmt":"2026-07-30T18:46:05","slug":"as-conexoes-silenciosas-do-cerebro-e-o-que-elas-dizem-sobre-envelhecer-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rededorsaoluiz.com.br\/instituto\/idor\/as-conexoes-silenciosas-do-cerebro-e-o-que-elas-dizem-sobre-envelhecer-bem\/","title":{"rendered":"As conex\u00f5es silenciosas do c\u00e9rebro e o que elas dizem sobre envelhecer bem"},"content":{"rendered":"<p><em>No Dia Mundial do C\u00e9rebro, uma hip\u00f3tese formulada por pesquisadores do IDOR ajuda a explicar por que algumas mentes resistem melhor ao tempo \u2014 e por que decifrar o c\u00e9rebro segue sendo uma avenida central da ci\u00eancia brasileira.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 um paradoxo no cora\u00e7\u00e3o da neuroci\u00eancia: o instrumento que usamos para entender o mundo \u00e9, ele pr\u00f3prio, o objeto mais dif\u00edcil de compreender. O c\u00e9rebro humano, cerca de 1,4 kg de tecido com bilh\u00f5es de neur\u00f4nios, continua sendo um dos maiores enigmas cient\u00edficos da nossa era.<\/p>\n<p>Neste Dia Mundial do C\u00e9rebro, 22 de julho, vale encarar esse enigma n\u00e3o como um obst\u00e1culo, mas como um convite. Um convite a investigar, a questionar e a colaborar.<\/p>\n<p><strong>Uma avenida que o IDOR percorre desde o come\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Quando o Instituto D&#8217;Or de Pesquisa e Ensino foi fundado, em 2010, a neuroci\u00eancia estava entre suas primeiras \u00e1reas de investiga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o por acaso: entender o sistema nervoso \u00e9 entender as bases de boa parte das doen\u00e7as que mais afetam a qualidade de vida das pessoas, dos transtornos do neurodesenvolvimento \u00e0s doen\u00e7as neurodegenerativas do envelhecimento.<\/p>\n<p>Hoje, mais de uma d\u00e9cada depois, a neuroci\u00eancia segue como um dos pilares-chave do Instituto, que re\u00fane mais de 100 pesquisadores e j\u00e1 ultrapassou 2.000 publica\u00e7\u00f5es em peri\u00f3dicos cient\u00edficos internacionais.<\/p>\n<p><strong>A poupan\u00e7a do c\u00e9rebro<\/strong><\/p>\n<p>Todos conhecemos os dois extremos. De um lado, a pessoa que atravessa os 90 anos com a mem\u00f3ria intacta e a conversa afiada. De outro, aquela cujo decl\u00ednio cognitivo se instala cedo e avan\u00e7a r\u00e1pido. Muitas vezes, exames de imagem revelam algo desconcertante: c\u00e9rebros com danos estruturais parecidos, desfechos completamente diferentes.<\/p>\n<p><strong>O que explica essa diferen\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p>Uma resposta poss\u00edvel acaba de ser formulada por pesquisadores brasileiros. Em artigo publicado na revista <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093\/brain\/awag082\"><em>Brain<\/em><\/a>, os cientistas Roberto Lent e Fernanda Tovar-Moll, do IDOR, em parceria com Diego Szczupak, da Universidade de Pittsburgh, prop\u00f5em o conceito de Reserva Conect\u00f4mica.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 a seguinte: ao longo da vida, o c\u00e9rebro constr\u00f3i e mant\u00e9m um repert\u00f3rio de conex\u00f5es que funciona como uma esp\u00e9cie de reserva estrat\u00e9gica. Quando uma les\u00e3o compromete determinada via, esse substrato neural pode ser mobilizado para compensar a perda e preservar as fun\u00e7\u00f5es cognitivas.<\/p>\n<p>\u00c9 um conceito que reorganiza a forma de pensar a neuroplasticidade \u2014 n\u00e3o como um evento pontual, disparado apenas diante do trauma, mas como um processo cont\u00ednuo de acumula\u00e7\u00e3o e reorganiza\u00e7\u00e3o que acompanha o c\u00e9rebro do nascimento ao envelhecimento.<\/p>\n<p>O conceito foi apresentado em primeira m\u00e3o pelo Dr. Roberto Lent durante o <a href=\"https:\/\/www.rededorsaoluiz.com.br\/instituto\/idor\/idor-marca-presenca-no-brain-congress-2026\/\"><em>Brain Congress 2026<\/em><\/a>, e dialoga diretamente com mais de uma d\u00e9cada de investiga\u00e7\u00e3o do Instituto sobre como o c\u00e9rebro se reinventa diante da adversidade.<\/p>\n<p><strong>O c\u00e9rebro que se transforma<\/strong><\/p>\n<p>Boa parte da pesquisa em neuroci\u00eancia do IDOR gira em torno de um conceito fascinante: a plasticidade cerebral, a capacidade que o c\u00e9rebro tem de se reorganizar e criar rotas alternativas diante de adversidades.<\/p>\n<p>Usando t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de neuroimagem, como a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional, os pesquisadores do Instituto mapeiam as conex\u00f5es entre as diferentes regi\u00f5es do c\u00e9rebro, tanto no \u00f3rg\u00e3o saud\u00e1vel quanto em situa\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas. Entre as condi\u00e7\u00f5es estudadas est\u00e3o o acidente vascular cerebral (AVC), a s\u00edndrome do membro fantasma ap\u00f3s amputa\u00e7\u00f5es e malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas como a disgenesia do corpo caloso, a estrutura respons\u00e1vel por conectar os dois hemisf\u00e9rios cerebrais.<\/p>\n<p>O IDOR pesquisa essa condi\u00e7\u00e3o desde sua funda\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1073\/pnas.1400806111\">J\u00e1 em 2014,<\/a> um trabalho liderado pela Dra. Fernanda Tovar-Moll identificou, por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, vias alternativas que o c\u00e9rebro desses pacientes constr\u00f3i para manter os hemisf\u00e9rios em comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2021, o esfor\u00e7o rendeu um avan\u00e7o importante. Publicado no peri\u00f3dico <a href=\"https:\/\/www.rededorsaoluiz.com.br\/instituto\/idor\/pesquisa-do-idor-identifica-diferencas-na-neuroplasticidade-de-pacientes-portadores-de-malformacao-cerebral\/\"><em>Brain Communications<\/em><\/a> em parceria com a Universidade de Pittsburgh, a Fiocruz e a UFRJ, o estudo analisou 11 pacientes e revelou que cada tipo de disgenesia tem uma assinatura pr\u00f3pria de reorganiza\u00e7\u00e3o cerebral. Pacientes com agenesia completa, apesar de terem menos conex\u00f5es, reproduziam padr\u00f5es funcionais pr\u00f3ximos aos de pessoas saud\u00e1veis. J\u00e1 os com hipoplasia mostraram uma reorganiza\u00e7\u00e3o mais extensa, por\u00e9m desordenada, o que ajudaria a explicar por que apresentam sintomas mais graves.<\/p>\n<p>\u201cO corpo caloso hipopl\u00e1sico costuma conectar regi\u00f5es do c\u00e9rebro que n\u00e3o deveria conectar. Em vez de uma plasticidade ben\u00e9fica, essa caracter\u00edstica pode ser um causador de sintomas.&#8221; Dr. Diego Szczupak, primeiro autor do estudo<\/p>\n<p><strong>Treinar o c\u00e9rebro para se transformar<\/strong><\/p>\n<p>Se o c\u00e9rebro se reorganiza sozinho diante da adversidade, seria poss\u00edvel induzir essa transforma\u00e7\u00e3o de forma controlada?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Usando neurofeedback, t\u00e9cnica que mostra ao indiv\u00edduo sua pr\u00f3pria atividade cerebral em tempo real, por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional, para que ele aprenda a control\u00e1-la, pesquisadores do IDOR e da UFRJ chegaram a um resultado surpreendente: menos de uma hora de treinamento j\u00e1 produziu um fortalecimento estrutural do corpo caloso e um aumento na comunica\u00e7\u00e3o funcional entre as \u00e1reas sensitivas e motoras do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>A pesquisa, publicada na revista NeuroImage, coordenada por Dra. Fernanda Tovar-Moll e Dr. Jorge Moll, presidente do conselho do IDOR, com apoio da FAPERJ. O pr\u00f3ximo passo, segundo Tovar-Moll, \u00e9 investigar se pacientes com desordens neurol\u00f3gicas podem se beneficiar da t\u00e9cnica<\/p>\n<p>\u201cSabemos que o c\u00e9rebro tem uma capacidade fant\u00e1stica de modifica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o t\u00ednhamos certeza de que era poss\u00edvel observ\u00e1-la t\u00e3o rapidamente.&#8221; Dra. Fernanda-Tovar Moll, m\u00e9dica, neurocientista PHD, presidente do IDOR e membro da Academia Nacional de Medicina.<\/p>\n<p><strong>O c\u00e9rebro depois da pandemia<\/strong><\/p>\n<p>A neuroci\u00eancia do IDOR tamb\u00e9m se voltou para uma quest\u00e3o urgente: o que a covid-19 deixa no c\u00e9rebro. Um estudo do Instituto publicado na Brain, Behavior and Immunity, com participa\u00e7\u00e3o da UFRJ e de outras institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, reuniu evid\u00eancias de que dificuldades de mem\u00f3ria, sintomas depressivos e altera\u00e7\u00f5es estruturais no c\u00e9rebro podem ser consequ\u00eancia de uma atividade inflamat\u00f3ria persistente no sistema nervoso ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outra frente, uma parceria entre IDOR, Unicamp e USP publicada na PNAS \u2014 coordenada, entre outros, pelo Dr. Daniel Martins-de-Souza, pesquisador do IDOR e professor da Unicamp \u2014 mostrou que o SARS-CoV-2 pode causar danos f\u00edsicos em estruturas cerebrais ligadas \u00e0 mem\u00f3ria e ao aprendizado, mesmo em pacientes com quadros leves.<\/p>\n<p><strong>Da gen\u00e9tica ao diagn\u00f3stico precoce<\/strong><\/p>\n<p>Se a neuroimagem permite ao IDOR observar o c\u00e9rebro de fora, uma outra frente de pesquisa do Instituto trabalha na escala oposta: a do pr\u00f3prio c\u00f3digo gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>O pesquisador Dr. Thyago Leal-Calvo, PhD em biologia molecular e gen\u00f4mica, dedica-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica por CRISPR ao tratamento de doen\u00e7as neurodegenerativas \u2014 com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer. A t\u00e9cnica, que permite editar trechos espec\u00edficos do DNA com precis\u00e3o in\u00e9dita, \u00e9 hoje uma das apostas mais promissoras da medicina para condi\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o consideradas intrat\u00e1veis.<\/p>\n<p>Vinculado \u00e0 iniciativa Ci\u00eancia Pioneira, Leal-Calvo conduziu um treinamento avan\u00e7ado no Innovative Genomics Institute (IGI), em Berkeley, sob supervis\u00e3o da equipe da Dra. Jennifer Doudna, ganhadora do Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica pelo desenvolvimento do CRISPR. A colabora\u00e7\u00e3o entre o IDOR e o IGI busca desenvolver tratamentos n\u00e3o apenas inovadores, mas acess\u00edveis, uma preocupa\u00e7\u00e3o central quando se trata de terapias g\u00eanicas cujos custos, hoje, s\u00e3o proibitivos para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa do IDOR tamb\u00e9m tem contribu\u00eddo para tornar o diagn\u00f3stico das doen\u00e7as neurodegenerativas mais preciso e acess\u00edvel. Em estudo publicado na <em>Nature Communications<\/em>, pesquisadores do Instituto, em parceria com a UFRJ, a Neurolife e a Queen&#8217;s University (Canad\u00e1), validaram biomarcadores sangu\u00edneos capazes de identificar altera\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer em pacientes brasileiros. Entre eles, o pTau217 plasm\u00e1tico apresentou acur\u00e1cia de 94% para detectar altera\u00e7\u00f5es cerebrais relacionadas \u00e0 doen\u00e7a, enquanto o pTau181 demonstrou potencial para diferenci\u00e1-la de outros tipos de dem\u00eancia. A expectativa \u00e9 que, com a incorpora\u00e7\u00e3o desses biomarcadores \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica, seja poss\u00edvel ampliar o diagn\u00f3stico precoce e facilitar o acesso de pacientes \u00e0s terapias emergentes.<\/p>\n<p>\u00c9 uma frente que dialoga diretamente com a pergunta que abre este texto. Se a reserva conect\u00f4mica descreve como o c\u00e9rebro resiste ao tempo, a edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica investiga se \u00e9 poss\u00edvel intervir nos mecanismos moleculares que determinam essa resist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Quando a pesquisa chega ao paciente<\/strong><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do IDOR tamb\u00e9m se reflete na pr\u00e1tica cl\u00ednica por meio do Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA) e o Memory Clinic. O servi\u00e7o integra pesquisa e assist\u00eancia especializada para crian\u00e7as, adolescentes, adultos e idosos com suspeita de transtornos de aprendizagem e aten\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00f5es comportamentais, dificuldades de mem\u00f3ria e outras condi\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas. Al\u00e9m do atendimento multidisciplinar, pesquisadores conduzem estudos sobre transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH) e doen\u00e7a de Alzheimer, contribuindo para o desenvolvimento de novos m\u00e9todos diagn\u00f3sticos e abordagens terap\u00eauticas.<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia que n\u00e3o se faz sozinha<\/strong><\/p>\n<p>Nada disso acontece isoladamente. \u00c0 frente do Instituto est\u00e1 a Dra. Fernanda Tovar-Moll, m\u00e9dica, PHD, neurocientista, refer\u00eancia internacional em conectividade cerebral e neuroplasticidade. Cofundadora do IDOR e membro da Academia Nacional de Medicina, \u00e9 tamb\u00e9m cofundadora e integrante do conselho de governan\u00e7a do IRC \u2014 cons\u00f3rcio internacional dedicado a investigar as causas, consequ\u00eancias e poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es para a disgenesia do corpo caloso e as desordens de conectividade cerebral associadas.<\/p>\n<p>Ao seu lado, uma equipe que inclui o Dr. Jorge Moll, presidente do conselho do IDOR; o Dr. Roberto Lent, que lidera a Rede Nacional Ci\u00eancia para Educa\u00e7\u00e3o; e pesquisadores como Dr. Luiz Eug\u00eanio Mello, Dr. Ronald Fischer, Dr. Leonardo Fontenelle, Dra. Fernanda De Felice, Dr. Sergio Ferreira, Dr. Stevens Rehen, Dr. Paulo Mattos, Dra. Erika Rodrigues, Dr. Felipe, Daniel Martins-de-Souza e todos em seus grupos de pesquisa.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica colaborativa \u00e9 a marca do Instituto: o IDOR mant\u00e9m parcerias com universidades e centros de pesquisa em mais de 80 pa\u00edses, incluindo institui\u00e7\u00f5es como Oxford, Harvard, King&#8217;s College London e a Universidade Monash. \u00c9 assim que a ci\u00eancia brasileira dialoga com as melhores do mundo e contribui para respostas que atravessam fronteiras.<\/p>\n<p><strong>Um convite<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisar o c\u00e9rebro \u00e9 pesquisar o que h\u00e1 de mais humano em n\u00f3s: a mem\u00f3ria, a linguagem, a emo\u00e7\u00e3o, a capacidade de aprender e de se reinventar. \u00c9 um desafio imenso. E \u00e9 exatamente por isso que vale a pena.<\/p>\n<p>Se o c\u00e9rebro guarda uma reserva, a pergunta seguinte \u00e9 inevit\u00e1vel: como fazer para aument\u00e1-la? \u00c9 a\u00ed que a pesquisa continua.<\/p>\n<p>Neste Dia Mundial do C\u00e9rebro, o IDOR renova seu compromisso com essa fronteira. Porque cada pergunta sobre o c\u00e9rebro \u00e9, no fundo, uma pergunta sobre n\u00f3s mesmos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial do C\u00e9rebro, uma hip\u00f3tese formulada por pesquisadores do IDOR ajuda a explicar por que algumas mentes resistem melhor ao tempo \u2014 e por que decifrar o c\u00e9rebro segue sendo uma avenida central da ci\u00eancia brasileira<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":10127,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[210],"tags":[],"class_list":["post-31035","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-institucional"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>As conex\u00f5es silenciosas do c\u00e9rebro e o que elas dizem sobre envelhecer bem - 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