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Quando a pandemia do coronavírus vai acabar?

20/05/2020

Nos últimos meses, diversas previsões foram feitas em relação ao fim da pandemia de COVID-19.

Saber quando o contágio do novo coronavírus será reduzido e estará sob controle é algo que intriga a todos – cientistas, governantes, empresários, médicos e, certamente, você.

Veja abaixo o que já se sabe sobre esse assunto.

 

O conteúdo foi desenvolvido com a colaboração do pesquisador Fernando Bozza, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR – http://www.idor.org), e do infectologista Rodrigo Amancio, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Hospital Federal dos Servidores do Estado. Eles trabalham juntos em estudos para prever o avanço do novo coronavírus no Brasil.

 

Dá para prever o fim da pandemia?

Pandemia é o termo usado quando uma epidemia se espalha por diferentes continentes e se sustenta a partir da transmissão de um indivíduo para outro.  Ainda não é possível prever quando a pandemia do novo coronavírus irá acabar. Até que exista uma vacina, os pesquisadores calculam que ela possa persistir por mais 18 meses e chegar até mesmo a dois anos, dependendo da região.

 

O número de casos tende a diminuir ao longo do tempo?

Os cenários apontam para fases de transmissão, as chamadas “ondas”. Ora o número de casos se reduzirá, ora será mais acentuado.

De acordo com os estudos, o desafio será gerenciar a doença ao longo desse período, enquanto ainda não se tem uma vacina.

 

Como serão essas “ondas” da COVID-19?

Especialistas apontam três hipóteses principais, enquanto não há uma vacina.

No primeiro cenário possível, a previsão é que, depois da fase inicial acentuada de casos que estamos atualmente vivendo no Brasil, virão diversos momentos irregulares, em que haverá aumento e queda de casos de contágio, com idas e vindas de momentos de pico.

Em um segundo cenário, o momento em que há grande número de casos será seguido por uma redução acentuada de pessoas infectadas. A doença permanecerá importunando, mas em ondas menores de transmissão, na maioria das vezes. O comportamento do coronavírus, nesta hipótese, seria semelhante ao da pandemia da chamada Gripe Espanhola (1918-1919).

No terceiro cenário, mais otimista, a previsão é que, após o pico do contágio, teremos fases com altos e baixos menos pronunciados, até termos a pandemia sob controle.

 

 

O que é imunidade de rebanho ou imunidade de grupo?

Imunidade de rebanho ou imunidade de grupo ocorre quando a maior parte da população já teve contato com o vírus e produziu anticorpos. Esse grupo, que estaria imune, não transmitiria mais o vírus para outras pessoas, fazendo com que o vírus circule menos na população. Dessa forma, o contágio estaria contido.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda a busca por uma imunidade de rebanho antes da existência de uma vacina. Um dos motivos é que ainda não se sabe se uma pessoa que já foi infectada está imune a um novo contágio do coronavírus.

Também não há consenso sobre quantas pessoas precisariam estar imunes para se chegar a esse ponto – estudos apontam taxas que variam de 55% a 95% da população.

 

O isolamento e o distanciamento social continuam importantes?

Sim. Na falta de uma vacina, o isolamento (separação de pessoas doentes das não doentes) e o distanciamento social (redução da interação entre as pessoas) ainda são os métodos mais eficientes de controle de transmissão do novo coronavírus.

 

Calor reduz a propagação do vírus?

Ainda não existem evidências suficientes que indiquem que a propagação do vírus é desacelerada no verão ou que é mais lenta em países tropicais, como o Brasil.

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