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Citomegalovírus ainda é risco para pacientes transplantados no Brasil

Citomegalovírus ainda é risco para pacientes transplantados no Brasil

Pesquisa mostra que a infecção continua sendo um desafio para pacientes e hospitais em um cenário de recursos limitados 

Um estudo publicado na revista Transplant Infectious Disease, conduzido por infectologistas transplantadores e outros profissionais da área, com o apoio da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e coautoria do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), destacou um tema ainda pouco debatido no país: a gestão da infecção por citomegalovírus (CMV) em pacientes submetidos a transplantes de órgãos sólidos. 

A pesquisa avaliou programas de transplante em diferentes regiões do Brasil e evidenciou que, embora muitas instituições já adotem estratégias preventivas e protocolos de vigilância, ainda existem lacunas relevantes no monitoramento laboratorial, no acesso a medicamentos antivirais e em exames diagnósticos de maior complexidade. 

Os resultados reforçam a necessidade de políticas integradas e padronização de práticas clínicas para aprimorar o cuidado e reduzir o impacto dessa infecção em pacientes imunossuprimidos no contexto nacional. 

 

Por que o citomegalovírus preocupa após o transplante? 

O citomegalovírus (CMV) é um vírus da família Herpesviridae capaz de causar infecções potencialmente graves, especialmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como os pacientes transplantados. 

Após o transplante, o uso de medicamentos imunossupressores, essenciais para evitar a rejeição do órgão, torna o organismo mais vulnerável à reativação ou à infecção pelo CMV. Essa condição pode comprometer ainda mais as defesas do paciente e levar a complicações clínicas sérias, afetando o enxerto e aumentando o risco de outras infecções oportunistas. 

Em países de alta renda, estudos internacionais já mostram avanços no manejo e na prevenção dessas infecções. No entanto, no Brasil, onde os recursos e as rotinas laboratoriais variam entre os centros, ainda há lacunas importantes de dados, o que dificulta o desenvolvimento de estratégias padronizadas, mais seguras e eficazes para proteger nossos pacientes transplantados. 

 

Como os programas brasileiros lidam com a infecção 

O estudo envolveu 61 programas de transplante, dos quais 97% adotavam alguma estratégia preventiva contra o citomegalovírus (CMV), seja profilaxia ou terapia preemptiva (PET). A profilaxia foi mais usada em doadores IgG+ para receptores IgG–, e a PET, em receptores soropositivos (R+). 

O monitoramento semanal era realizado em apenas 42% dos centros, mais comum onde os testes moleculares tinham resultado ≤72h (p < 0,001). O ganciclovir intravenoso predominou tanto na profilaxia quanto na PET, devido à escassez de valganciclovir. Apenas 13% dos centros tinham testes de resistência e 23% dispunham de tratamentos eficazes para cepas resistentes. 

 

Desafios no acesso a medicamentos 

O estudo também identificou desafios relacionados ao tratamento da infecção por citomegalovírus. O ganciclovir intravenoso foi o fármaco mais utilizado tanto na prevenção quanto na terapia, embora sua administração hospitalar envolva maior complexidade logística. Uma opção mais prática seria o valganciclovir oral, mas muitos centros relataram dificuldade de acesso devido ao custo elevado. Essa limitação explica a preferência pelo uso intravenoso. Medidas governamentais estão em andamento para incorporar o valganciclovir aos programas públicos de transplante, permitindo um manejo mais ambulatorial e redução dos custos de internação. 

 

Resistência e falta de exames avançados 

Outro obstáculo importante identificado foi o acesso limitado a exames capazes de detectar resistência do vírus aos medicamentos. Apenas 13% dos centros relataram dispor desse tipo de teste. Além do alto custo, os testes moleculares apresentam tempo de liberação prolongado, o que pode atrasar o início de uma conduta terapêutica adequada. 

Adicionalmente, menos de um quarto dos programas possuía acesso a novas terapias farmacológicas eficazes contra cepas resistentes, o que significa que, em casos mais graves, muitos pacientes podem não receber o tratamento ideal, com risco aumentado de falência do enxerto ou até óbito. 

 

Caminhos para melhorar o cuidado pós-transplante 

Os resultados do estudo reforçam a necessidade de investimentos em diagnósticos rápidos e no amplo acesso a medicamentos orais, que simplificam o tratamento e reduzem o tempo de internação. Também é essencial investir em capacitação contínua das equipes médicas e em estratégias que superem as barreiras estruturais e econômicas ainda presentes no sistema de saúde brasileiro. 

O trabalho destaca que aperfeiçoar a gestão da infecção por citomegalovírus vai além do aspecto clínico. Trata-se de uma questão de política pública e organização assistencial. Avançar nesse campo é fundamental para garantir maior sobrevida e qualidade de vida aos pacientes que enfrentam a complexa jornada de um transplante de órgão. 

 

[Leia também: IDOR realiza evento sobre Doação e Transplante de Órgãos para os alunos de Enfermagem e Psicologia] 

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