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Crenças religiosas podem reduzir agressões físicas e sexuais, mas não possuem efeito na prevenção à violência doméstica

Crenças religiosas podem reduzir agressões físicas e sexuais, mas não possuem efeito na prevenção à violência doméstica

Pesquisa revela que espiritualidade pode trazer benefícios sociais e de saúde mental, reduzindo atos violentos fora do ambiente familiar 

A religião é um fenômeno que pode ser norteador para o desenvolvimento de diversas sociedades e culturas, assim como um guia para decisões pessoais na vida de muitos indivíduos. Há diferentes maneiras de se relacionar com a religião, ou até de não se relacionar com ela, contudo, estudos científicos comprovam cada vez mais que uma conexão espiritual está associada a diversos benefícios sociais e de saúde mental. 

Levando isso em consideração, um novo estudo com participação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) buscou entender se a conexão espiritual possui alguma relação com a redução de violência interpessoal, que é aquela onde a agressão é física e direcionada a outra pessoa. Para aprofundar o tema, os autores buscaram mais de 12 mil artigos publicados em inglês, português e espanhol, que tinham como objeto de pesquisa a relação entre religião e violência, selecionando aqueles que falavam especificamente de agressões físicas e sexuais ou de violência doméstica. A pesquisa foi publicada no Brazilian Journal of Psychiatry. 

Diferentes relações com a religião 

A pesquisa comenta que não é uma religião em si que traz a redução de violência, mas sim a espiritualidade. Enquanto a religião consiste em uma organização com práticas e dogmas estabelecidos, a espiritualidade é a conexão com propósitos profundos na vida, explorando questões existenciais ou até transcendentais, que não necessariamente seguem uma série de ensinamentos. É possível ser ateu e possuir espiritualidade – também é possível ser ateu e fazer parte de uma religião não-teísta, como o budismo –, como é possível ser religioso e ter (ou não) a espiritualidade desenvolvida. 

Na maioria das vezes, estar ligado a uma religião favorece a conexão com propósitos morais, contudo, algumas pessoas também podem aderir a uma religião de forma menos benéfica, fomentando violências como a intolerância religiosa e o fundamentalismo. No estudo atual, os autores tiveram como alvo específico a religião relacionada à espiritualidade e seus impactos na redução de comportamentos violentos. 

Conexão espiritual promove bem-estar e reduz a violência 

Dos mais de 12 mil artigos analisados, 43 mostraram seguir o tema exato e o padrão de qualidade de dados exigido pelo estudo. Destes, mais de 80% estavam associados à agressão física, enquanto os outros tinham enfoque em agressões sexuais ou violência doméstica. 

As publicações analisadas demonstraram que a religiosidade/espiritualidade está relacionada a maior bem-estar psicológico, satisfação, felicidade e menores sintomas de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático. Na maioria dos estudos analisados, a religião/espiritualidade também agia como um efeito protetor em situações de conflito, evitando que indivíduos praticassem ações violentas. 

As explicações para essa relação são diversas, pois as pessoas podem estar sujeitas tanto a crenças de punição – como não poder ir para o reino dos céus após cometer um pecado grave como a violência –, como podem estar vivendo em um ambiente que promove bem-estar social, que aumenta a empatia e o sentimento de pertencimento dos participantes, reduzindo a agressividade. Em comunidades religiosas, é comum se sentir incluído em um grupo social que também oferece apoio emocional em diversas situações. Também há um maior controle social exigido pelo meio, reduzindo as chances de membros do grupo praticarem ações indesejadas por medo da reprovação da comunidade. 

Moral da religião não impede violência doméstica 

Embora a conexão com a religião/espiritualidade tenha se mostrado redutora na prática de violências física e sexuais, os autores da análise ficaram surpresos em constatar que esse efeito era completamente nulo quando o assunto se tratava da violência doméstica. 

Os cientistas argumentam que a razão para a falta de impacto benéfico da religião em casos de violência doméstica é principalmente cultural, como é o caso de algumas religiões que são tolerantes à agressão doméstica para minimizar a ruptura das unidades familiares, permissividade que é muitas vezes apoiada pelo líder espiritual da comunidade. Estudos utilizados na análise reiteram essa hipótese, revelando que o medo do ostracismo pode fazer com que mulheres permaneçam em relacionamentos perigosos e violentos sem denunciar o parceiro.  

Um outro problema cultural é a naturalização do direito do homem sobre o corpo feminino. Outros estudos levantados pela atual pesquisa relataram que, em algumas culturas orientais, tanto homens como mulheres concordam que o homem pode agredir sua companheira se ela recusar sexo ou retaliar durante uma briga.  

Da mesma forma, nas culturas ocidentais, o castigo corporal para disciplinar crianças também é validado por algumas religiões, deixando o ambiente íntimo, que deveria ser o mais seguro, desprotegido do efeito benéfico que a religião promove em situações externas. 

Os autores comentaram ainda que 6 dos estudos analisados relataram casos em que a religião era um fator de risco para que alguns indivíduos cometessem atos de violência, e 5 desses estudos eram sobre violência doméstica. Geralmente nesses casos a relação dos agressores com a religião não é do tipo benéfica, pois a internalização de doutrinas religiosas pode não ocorrer de forma autêntica e espiritualizada, mas sim incutidas por pressões internas ou externas, como medo, culpa ou expectativas sociais. Esse dado preocupante aponta que há necessidade de políticas públicas e profissionais de saúde atentos à vulnerabilidade das vítimas em situações de abuso doméstico. 

Religião pode apoiar práticas clínicas 

Apesar de sua ineficácia em situações de violência doméstica, o conhecimento de que a religiosidade/espiritualidade reduz taxas de agressões físicas e sexuais pode ser de extrema importância para os profissionais da saúde. Muitos estudos já definiram protocolos sobre como médicos e psicólogos podem abordar esse conteúdo com seus pacientes durante as práticas clínicas, mas no momento essa abordagem encontra maior utilização em pacientes terminais, o que aponta a falta de treinamento apropriado de esquipes de saúde na ampla utilização desse recurso. 

O treinamento também prevê a importância de se analisar os valores e crenças do paciente, se há interesse dele nessa abordagem, além da avaliação sobre suas tendências e impactos a respeito do assunto, pois os efeitos podem ser positivos ou negativos de acordo com a maneira que cada pessoa se relaciona com a religião. 

Este estudo foi a primeira revisão sistemática a analisar pesquisas que relacionam a religião/espiritualidade com diferentes formas de violência interpessoal, concluindo que a conexão espiritual é geralmente benéfica para a saúde mental dos indivíduos e para a redução de atos agressivos, com exceção da violência doméstica, que precisa de campanhas à parte para a desconstrução cultural do problema. Apesar desse último ponto, os autores afirmam que os achados positivos possuem grande potencial para as intervenções clínicas, e não devem ser ignorados por profissionais da saúde, especialmente aqueles que trabalham na área da saúde mental. 

Psicoterapia ajuda vítimas na superação do trauma 

Todos nós passamos por momentos de grande dificuldade na vida. Essas situações nos impactam e muitas vezes deixam marcas em nosso inconsciente. Quando essa dificuldade provém de situações de abuso, seja físico, sexual ou psicológico, as sequelas costumam ser mais graves, fomentando transtornos mentais sem aparentar uma relação direta. 

Para pessoas que sofrem ou sofreram com abuso, admitir, lembrar ou conversar sobre o acontecimento pode ser muito difícil, por isso é importante um atendimento profissional para que o assunto seja abordado com cautela e respeitando os limites do paciente. Esse é o papel da psicoterapia: oferecer um ambiente neutro e seguro para que possamos abrir nossa mente e trabalhar questões que nos causam desconforto, mesmo quando não consideramos esse desconforto um problema grave. 

Existem mais de uma dúzia de psicoterapias, e cada uma delas tem um direcionamento que pode ser mais interessante para o paciente. Na Graduação em Psicologia do IDOR, os alunos são apresentados à verdadeira abrangência de seu futuro profissional, abordando inclusive temas pouco aprofundados em outros cursos, como a psicologia hospitalar, que é focada no atendimento psicológico a pacientes internados em clínicas e outros centros de saúde. 

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Escrito por Maria Eduarda Ledo de Abreu.

22.01.2024

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