No dia da mulher, IDOR e ABC celebram legado de cientista e agrônoma brasileira

 

Neste dia 8 de março, dia da mulher, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) prestam homenagem ao legado da cientista Veridiana Victoria Rossetti, primeira agrônoma brasileira e pesquisadora especializada em doenças dos citros, plantas da família das laranjeiras. Victoria, como preferia ser chamada, recebeu vários prêmios nacionais e internacionais e identificou a bactéria Xylella fastidiosa, um fitopatógeno, que foi anos depois o primeiro a ser sequenciado no mundo, também por cientistas brasileiros.

Rossetti nasceu em 1917, na cidade de Santa Cruz das Palmeiras (SP). Desenvolveu sua carreira como cientista trabalhando no Instituto Biológico do estado de São Paulo, onde estudou e encontrou a cura para diversas doenças que afetavam e causavam a morte dos laranjais brasileiros na década de 1980, como a tristeza dos citros e o amarelinho, evitando grandes prejuízos sociais e financeiros relacionados à plantação de laranjas.

Os estudos de Victoria Rossetti tiveram grande impacto para o Brasil, que hoje é o principal exportador mundial do suco de laranja. A produção movimentou mais de R$ 5 bilhões em 2019 e a fruta ainda teve alta de procura no início da pandemia. Por esse mercado ser fonte de renda para milhares de famílias, principalmente no interior de São Paulo e Minas Gerais, doenças que afetam os laranjais podem prejudicar a economia do país e a qualidade de vida das pessoas que dependem deste comércio, o que faz da pesquisa um investimento essencial na área agronômica.

Desde 2017, a iniciativa “Ciência Gera Desenvolvimento”, criada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), tem o objetivo de valorizar a ciência nacional através de vídeos curtos de animação, divulgando para um público de todas as idades a história de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e os impactos positivos de suas contribuições para o país. O projeto, que conta com coparticipação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) desde 2019, também destaca a importância da representatividade racial e de gênero na ciência.

Confira o vídeo na página da iniciativa: www.cienciageradesenvolvimento.com

Escrito por Maria Eduarda Ledo de Abreu.
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