Na edição do Fantástico do último dia 17, uma reportagem especial de 14 minutos mostrou ao Brasil o que acontece, ou pode acontecer, com o cérebro quando deixamos de escrever à mão.

A equipe se conectou com uma universidade da Noruega, a NTNU (Norwegian University of Science and Technology), para falar sobre o estudo que mostrou que a escrita manual ativa redes neurais muito mais amplas do que a digitação. Em seguida, veio ao IDOR, no Rio de Janeiro, para realizar um experimento sobre o tema.

Aqui, o neurocientista Lucas Gemal, pesquisador da área da neurociência do IDOR, conduziu em tempo real um experimento de fNIRS (do inglês Functional Near-Infrared Spectroscopy) que avalia a atividade cerebral por meio de espectroscopia com luz infravermelho. com dois universitários. Um escrevendo à mão. O outro digitalizando. A partir dos eletrodos do fNIRs, o estudo monitorou em frente às câmeras a oxigenação cerebral de cada um enquanto escreviam à mão digitavam. O resultado, visível: o cérebro trabalhou de forma mais intensa e ampla quando a caneta está na mão.

Sem entrar na discussão sobre as eventuais vantagens da escrita manual em relação à digitação, o experimento foi capaz de ilustrar como a atividade cerebral pode ser estudada de forma tranquila e não invasiva. O Dr. Roberto Lent, neurocientista sênior do IDOR e membro da Academia Brasileira de Ciências, trouxe o olhar mais abrangente sobre o tema: o que essa evidência significa para a educação brasileira. No IDOR, neurociência e educação não são temas separados. São eixos da mesma missão: Inspirar e transformar vidas por meio da Ciência e da Educação em Saúde.