Com um grande número de pesquisadores inseridos na grade do evento, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) apoiou o XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia (NEURO 2026), realizado entre os dias 6 e 10 de outubro, no Rio de Janeiro. Com o tema central “Neurologia do Futuro”, o evento reuniu especialistas para discutir avanços científicos, desafios clínicos e novas tecnologias aplicadas ao estudo e ao tratamento de doenças neurológicas. 

Os pesquisadores do IDOR integraram a programação científica do evento, contribuindo em discussões sobre  doenças neurodegenerativas, cuidados neurológicos intensivos, saúde mental e neurociências cognitivas. No estande interativo do IDOR, os participantes  entraram em contato com as tecnologias de investigação cerebral e conheceram as iniciativas do IDOR no desenvolvimento de biomarcadores e os programas de ensino. 

Alzheimer e biomarcadores para investigação das doenças neurodegenerativas 

Os avanços na identificação de alterações cerebrais associadas às doenças neurodegenerativas estiveram entre os temas abordados pelos pesquisadores do IDOR ao longo do evento. 

A Dra. Andrea Silveira, pesquisadora do IDOR, e a Dra. Fernanda Tovar-Moll, pesquisadora e presidente do IDOR, participaram de apresentações sobre o diagnóstico da doença de Alzheimer e o uso de biomarcadores de imagem. Essas ferramentas permitem investigar alterações cerebrais associadas à doença e contribuem para aprimorar sua identificação e caracterização. 

O Dr. Roberto Lent, pesquisador do IDOR, abordou o conceito de reserva conectômica, relacionado à capacidade das redes de conexões cerebrais de contribuir para a manutenção das funções cognitivas diante de alterações provocadas pelo envelhecimento e por doenças neurológicas. A apresentação também explorou o papel dos circuitos cerebrais na compreensão das demências. 

Complementando as discussões, o Dr. Felipe Sudo, médico e pesquisador do CNA, apresentou as relações entre depressão, cognição e demência, destacando a importância de compreender como sintomas psiquiátricos e alterações cognitivas podem se relacionar no contexto das doenças neurodegenerativas. 

Neurointensivismo e os desafios do cuidado ao paciente neurocrítico 

O cuidado de pacientes com condições neurológicas graves também integrou a programação científica do congresso. 

Sob coordenação do Dr. Pedro Kurtz, pesquisador do IDOR e médico supervisor do CTI Neurológico do Hospital Copa Star, foram discutidos desafios relacionados ao suporte respiratório e ao manejo de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) em unidades de terapia intensiva. 

A Dra. Juliana Caldas, pesquisadora do IDOR e médica da UTI Neurológica do Hospital São Rafael, abordou estratégias para o manejo da pressão intracraniana elevada, condição que pode comprometer o funcionamento cerebral em pacientes graves. A pesquisadora também discutiu a aplicação de métodos não invasivos de monitorização cerebral na prática clínica. 

AVC, saúde mental e neurociências cognitivas 

As doenças cerebrovasculares foram abordadas pelo Dr. Gabriel de Freitas, neurologista do Hospital Copa Star (?) e pesquisador do IDOR , que conduziu discussões sobre AVC em pacientes jovens, arteriopatias não ateroscleróticas e o papel da inflamação nos mecanismos compartilhados por doenças vasculares e neurodegenerativas. 

Na área de neuropsiquiatria, o Dr. Paulo Mattos, pesquisador do IDOR e diretor clínico do Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), liderou conversas sobre casos clínicos desafiadores de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista (TEA), além de aspectos práticos envolvidos na escolha de antidepressivos. 

A programação também contou com a participação do Dr. Jorge Moll Neto, pesquisador do IDOR, que abordou temas relacionados à neurociência cognitiva, incluindo os mecanismos cerebrais envolvidos em experiências humanas como apego e transcendência. 

Outras contribuições contemplaram a relação entre alterações moleculares e doenças neurológicas. O Dr. Felipe Andreiuolo, pesquisador do IDOR e patologista da Rede D’Or, apresentou discussões sobre metilação do DNA e regulação gênica em tumores do sistema nervoso central, processos que influenciam o funcionamento dos genes e podem contribuir para a compreensão dessas doenças. 

Já a Dra. Eliete Bouskela, pesquisadora do IDOR, participou da coordenação de um painel dedicado às manifestações neurológicas de doenças sistêmicas, que podem afetar diferentes órgãos e também comprometer o sistema nervoso. 

Estande do IDOR aproxima congressistas de tecnologias e pesquisas em neurociências 

Indo além da participação de seus pesquisadores nas sessões científicas, o IDOR trouxe para o evento um estande para apresentar suas iniciativas de pesquisa, ensino e inovação em neurociências. O espaço reuniu demonstrações tecnológicas e conteúdos interativos, permitindo que os participantes conhecessem algumas das ferramentas utilizadas na investigação do cérebro e das doenças neurológicas. 

Entre os destaques esteve a demonstração da espectroscopia funcional por infravermelho próximo (fNIRS), técnica não invasiva que utiliza luz para monitorar alterações na oxigenação sanguínea cerebral associadas à atividade neural. Por ser portátil, a tecnologia permite estudar o funcionamento do cérebro em situações nas quais o uso da ressonância magnética funcional pode ser limitado. 

O estande também apresentou iniciativas relacionadas à investigação de biomarcadores para a doença de Alzheimer, incluindo o p-Tau217, uma forma da proteína tau fosforilada que pode ser medida em amostras biológicas e contribuir para a identificação de alterações associadas à doença. Outra tecnologia apresentada foi a plataforma Olink, utilizada para analisar simultaneamente múltiplas proteínas em amostras biológicas, inclusive quando presentes em concentrações muito baixas. Essa abordagem permite investigar biomarcadores relacionados a diferentes processos biológicos e condições de saúde. 

Para completar a experiência, um totem interativo apresentou a trajetória institucional do IDOR e informações sobre seus programas de ensino em neurociências, aproximando os congressistas das atividades de pesquisa e formação desenvolvidas pelo Instituto. 

A presença dos pesquisadores na programação científica no NEURO 2026 e as atividades realizadas no estande contribuíram para a troca de conhecimentos entre profissionais e instituições, além de ampliar a divulgação das iniciativas científicas e educacionais desenvolvidas pelo Instituto. 

 

16.10.2026