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“Me explique como se eu tivesse 4 anos”

“Me explique como se eu tivesse 4 anos”

Marcelo Leite, Colunista da Folha, Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp.

Em palestra no IDOR, jornalista Marcelo Leite compartilhou sua experiência e orientou pesquisadores sobre como divulgar seus trabalhos científicos.

Na semana passada, dia 06 de fevereiro, o IDOR deu início a um ciclo de eventos dedicados à divulgação científica. Como inauguração do tema, o colunista da Folha de S. Paulo, Marcelo Leite, veio compartilhar sua expertise em matérias sobre ciência e sobre como cientistas podem melhor esclarecer suas pesquisas. A palestra teve casa cheia no Centro de Estudos IDOR, com profissionais da comunicação e da saúde como participantes. 

 

No início de sua apresentação, Marcelo Leite falou de sua experiência pessoal com a ciência: o interesse pelas novas descobertas era bem árduo na década de 1980, sem internet e sem revistas brasileiras dedicadas ao tema, o jornalista ia até a biblioteca da Universidade de São Paulo (USP) e agendava o empréstimo da Nature, periódico científico internacional, para ter acesso a uma publicação já ultrapassada das últimas pesquisas de destaque mundial. Segundo ele, foi no fim dessa década que houve uma primeira popularização científica, quando os incêndios na Amazônia tornaram-se manchete mundial e estimularam, alguns anos depois a Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, predecessora da Rio+20, que ocorreu em 2012.

 

A partir de então, as notícias passaram a pautar alguns assuntos científicos, com o apoio do desenvolvimento tecnológico que trouxe o telefax e logo depois a internet, que na década de 1990 não tinha seu uso tão popularizado mas já era ferramenta de contato para jornalistas entrevistarem cientistas nacionais e internacionais sobre clonagem, viagens espaciais, células-tronco e outras grandes pautas da época.

 

A partir da virada do século, porém, o acesso à internet tornou-se algo progressivamente cotidiano e o jornalismo na ciência encontrou um cenário em que todos tinham acessos às mesmas fontes, o que levou a ciência estrangeira a entrar mais no Brasil, perdendo o enfoque nas pesquisas nacionais. O palestrante não argumenta que a ciência é um patrimônio do mundo, mas afirma que as pessoas se esquecem que os resultados científicos advêm primeiro de pesquisas, e que divulgar o que é descoberto e desenvolvido no país é uma forma de firmar a primordialidade do investimento em estudos nacionais.

 

Marcelo Leite também mostrou como a divulgação científica vai muito além de matérias para jornais compartilhando alguns de seus conteúdos de narrativa transmídia, que utilizam de texto, vídeos e imagens e que são disponibilizados digitalmente para leitores cada vez mais conectados. Entre os exemplos estavam seus projetos Crystal Unclear e Floresta Sem Fim, ambas reportagens sobre questões ambientais brasileiras. O palestrante realizou logo depois um exercício com os participantes, uma atividade em que foram distribuídos papéis com as perguntas-guia para justificar a importância do que cada um pesquisava. O jornalista deu então dicas de como valorizar uma pesquisa para a mídia e para o público geral, apostando em alguns aspectos pertinentes de seu estudo, como:

1.Ineditismo da Pesquisa (Alguém já fez isso antes no mundo? E no Brasil?)

 

2.Relevância Científica (Este estudo contribui para novos tratamentos ou novas tecnologias?)

 

3.Aspectos Curiosos (Utilizados com moderação, nunca devem ser o maior valor da sua divulgação)
 

4.Imagens, vídeos e animações (Ter imagens de microscópio, vídeos de ultrassonografia e animações de projetos de engenharia, por exemplo, são conteúdos enriquecedores para sua divulgação)

 

 Marcelo Leite comentou ainda sobre a desconfiança que muitos cientistas têm dos jornalistas quando vão falar de seus projetos, pois acreditam muitas vezes que seus resultados serão distorcidos em troca de sensacionalismo midiático. O palestrante afirma que, como na ciência, o jornalista possui profissionais mais e menos qualificados, e ainda que estimule os pesquisadores a fazerem com as próprias mãos a divulgação de seus projetos, Marcelo afirma que um bom cientista e um bom jornalista têm muito em comum. “No fundo, ambos queremos conhecimentos seguros, provas ou fontes confiáveis para que se possa afirmar algo em determinado momento e para que se possa a partir disso agir no mundo. As notícias, como a ciência, se renovam o tempo todo, o que nos faz estar sempre neste papel de busca e investigação”, comentou, ressaltando mais uma vez a importância da divulgação científica em todo o processo. E se a palestra não ficou clara o suficiente em como divulgar um trabalho científico, Marcelo Leite concluiu demandando: “Me explique sua pesquisa como se eu tivesse 4 anos”.

Escrito por Maria Eduarda Ledo de Abreu.

Você pode conferir a transmissão da palestra clicando aqui.

14.02.2020

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