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Patologia IDOR: Avanço tecnológico a favor da ciência translacional

Patologia IDOR: Avanço tecnológico a favor da ciência translacional

Liderada pelo Dr. Fernando Soares, área conta com infraestrutura para exames moleculares complexos, abrindo espaço para diagnósticos mais precisos e pesquisas fundamentais para um melhor entendimento das doenças

Dentre as especialidades médicas, a patologia é considerada a ciência do diagnóstico. Tendo as doenças como seu principal objeto de estudo, a área examina sangue, líquidos, secreções e tecidos retirados de diferentes órgãos, através de recursos diversos, buscando entender a natureza do problema e auxiliar os demais profissionais de saúde na definição dos diagnósticos. É uma especialidade médica que interage muito com todas as outras, e por isso é também uma área de pesquisa estratégica no Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), essencial para estudos translacionais, que conectam a pesquisa básica e laboratorial com o atendimento aos pacientes. 

Na Rede D’Or, a área de Patologia atua de forma bastante integrada e alinhada às especialidades médicas diretamente envolvidas no cuidado do paciente, modelo que beneficia tanto a pesquisa básica como a pesquisa clínica. Ela também conta com uma das infraestruturas mais completas e tecnológicas do país: o complexo de laboratórios de Anatomia Patológica do IDOR / Rede D’Or, que possui unidades em Brasília, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, sendo a última cidade seu o principal centro e sede do laboratório de Patologia Molecular. 

Trabalhando com a mesma base integrada de dados em todas as unidades, o complexo de laboratórios realiza análises bioquímicas, citológicas, histológicas, imuno-histoquímicas e moleculares para entender a natureza do processo investigado e chegar a um diagnóstico. A recente incorporação dos testes moleculares ao arsenal da patologia transformou profundamente a prática médica, viabilizando a chamada medicina personalizada, na qual o reconhecimento de marcadores que explicam o desenvolvimento da doença permite a orientação de um tratamento mais adequado a cada paciente.  

“A finalidade do laboratório é ser híbrido entre atendimento aos pacientes e apoio à pesquisa. É muito completo, com infraestrutura para atuarmos em todas as áreas da patologia molecular e, em termos de tecnologia, é equiparável aos principais laboratórios do mundo. Mas o grande diferencial desse complexo é estar junto tanto do pesquisador quanto do médico. Isso é medicina personalizada e pesquisa integrada”, comenta o Dr. Fernando Soares, médico patologista e pesquisador que lidera a área de patologia no IDOR e da Rede D’Or. 

O novo laboratório representa uma grande conquista para a assistência, que passa a contar com diagnósticos mais completos, e um salto da pesquisa, que terá como principais objetivos buscar biomarcadores que permitam prever a evolução das doenças e sua resposta aos tratamentos. 

Outro enfoque é entender a relação da etiopatogenia (origem) das doenças, analisando as alterações morfológicas nas células e tecidos para tentar correlacioná-las ao desenvolvimento das patologias. “Um dos nossos objetivos em pesquisa na área de patologia é fazer um estudo translacional que permeie e una as perguntas clínicas às respostas morfológicas e moleculares. Isso passa pelo que chamamos por medicina de precisão”, detalha o pesquisador.

Principais Áreas de Pesquisa do Laboratório de Patologia Molecular  
  1. Painéis moleculares para detecção de variantes de material genético dos tumores (DNA e RNA); 
  2. Painéis para biópsia líquida, buscando identificar material genético de tumores na circulação, para relacionar estes achados à evolução da doença e resposta ao tratamento;  
  3. Painéis de metilação para reconhecimento de alterações epigenéticas e entendimento de sua correlação com a evolução do câncer diagnosticado;  
  4. Análises por biologia espacial, que combinam a análise morfológica do tecido tumoral ao perfil molecular do câncer para caracterização das diferentes populações celulares que formam o tumor; 
  5. Análise de transcriptoma e RNAseq.  
Tecnologias de Destaque do novo Laboratório  

Esse scanner é capaz de digitalizar milhares de amostras por dia, sendo utilizado principalmente para análises de DNA. Algumas linhas de pesquisa do IDOR, como a de Epigenética, utilizam o equipamento para análise de metilação do DNA.

Plataforma de análise de RNA digital e biologia espacial (uma ciência de fronteira da biologia molecular, que estuda tecidos em contextos tridimensionais e em relação com seu próprio ambiente, sendo capaz de identificar aspectos que não são possíveis através de sequenciamento ou outras tecnologias. Tem sido especialmente utilizada em estudos de oncologia e neurobiologia).

Equipamento de Nova Geração que executa o sequenciamento de todo o genoma, exoma (doenças hereditárias), sequenciamento de larga escala do RNA, entre outros.

Sequenciador de última geração que simplifica e acelera a análise genômica. É utilizado em diversas aplicações em pesquisa, diagnóstico clínico e medicina de precisão.

E esses são apenas alguns dos equipamentos disponíveis para as análises do complexo laboratorial, que ainda tem previsão de expansão para outras cidades brasileiras nos próximos anos.

Construindo um Legado 

Como se o projeto de liderar a montagem do laboratório de patologia não fosse desafiador o suficiente, o Dr. Fernando Soares também lidera a estruturação do Biobanco IDOR / Rede D’Or, isto é, um acervo nacional que irá armazenar amostras biológicas de pacientes para utilização em pesquisas. 

Essa coleta de amostras é de grande relevância não apenas para as pesquisas em patologia, mas para qualquer estudo translacional. No momento, o projeto conta com alguns Núcleos de Processamento de Análises Biológicas (NUPABios) e já está recebendo algumas amostras para armazenamento, coleta que será nacionalizada após o início oficial das atividades do Biobanco. “Depois da aprovação final começaremos o trabalho de formiguinha junto aos hospitais, porque para alimentar um biobanco é necessário um tipo de preparação instrumental. Criar um biobanco é trabalhoso, demorado e um pouco anônimo, pois não retorna com as expectativas de reconhecimento tradicionais, como uma publicação na revista Nature. Contudo, o biobanco permite que você e outros cientistas façam grandes pesquisas – e que surjam grandes publicações – a partir desses dados. O biobanco não é um projeto, mas sim um instrumento essencial de pesquisa”, explica o patologista. 

Ter mais de 500 publicações em artigos internacionais e o currículo de ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia não chegam a envaidecer o Dr. Fernando Soares, que acredita na importância de deixar para seus colegas mais novos e futuros pesquisadores uma melhor estruturação para o desenvolvimento da ciência no Brasil. Além de sua grande contribuição na área de patologia oncológica — sendo o primeiro patologista brasileiro a integrar o comitê permanente da Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificação dos tumores —, o Dr. Soares também possui mais de 25 anos dedicados à construção de infraestruturas como os biobancos, papel que reveza ainda entre as funções de professor da Universidade de São Paulo, patologista da Rede D’Or e pesquisador do IDOR. 

“Minha rotina se fatia em um tripé de assistência, administração e investigação. Além da pesquisa, parte do meu dia é dedicada à atividade médica e auxílio nos diagnósticos, outro pedaço é para a organização administrativa da Rede D’Or, como a organização das bases de dados, e tem ainda o suporte no estudo dos meus alunos de doutorado e residentes”, compartilha o professor, que também é associado ao Doutorado e à Residência em Patologia do IDOR. 

A naturalidade para a gestão e estruturação de seus ambientes de pesquisa é uma assinatura do médico, que manteve esse modus operandi em toda a sua carreira. Quando chegou à rede D’Or, cerca de 5 anos atrás, a área de patologia ainda não encontrava uma base organizada o suficiente para o desenvolvimento de pesquisas com foco translacional, então ele aceitou a missão de fazer essa construção. “O IDOR já era fantástico em pesquisa básica, mas ainda faltava esse desenvolvimento translacional na área de patologia. Eu vim para a patologia do zero, tive que formar equipe, construir estrutura, e esses esforços se coroam com o início das atividades do laboratório de Anatomia Patológica. Hoje tenho arquivos, banco de dados, amostras, profissionais. Sinto que minha função é agregar ainda mais a patologia na possibilidade de pesquisa no IDOR.” 

Quando perguntado sobre a necessidade de deixar, além de suas pesquisas, um legado importante para outros pesquisadores e para a sociedade, o Dr. Fernando Soares acredita que o trabalho coletivo e a construção de um ambiente funcional para o desenvolvimento de pesquisas são estratégias de sucesso para qualquer especialidade. 

“Eu sempre vi com muita tristeza a carreira de alguns pesquisadores excelentes que não deixaram legado. No dia que se aposentam, o laboratório é trancado e nunca mais se produz ali. Eu acho que se o sistema funcionar, eu funciono, porque eu vou surfar também na onda da organização. Quando tudo está organizado, tudo flui, vira quase uma máquina. Talvez minha maior virtude seja organizar as pessoas e dar condições para que elas se desenvolvam e deem o melhor de si. Quem tem talento precisa de uma base por trás, e quando o grupo todo funciona é uma maravilha. O que eu sinto mais orgulho em ouvir é que meu departamento funciona muito bem. O Fernando é passageiro, é uma parte – espero que importante (risos) –, mas que vai passar. E se a estrutura ficar sólida depois dessa passagem, isso é o que interessa”, conclui. 

Escrito por Maria Eduarda Ledo de Abreu. 

04.10.2023

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