Fundamental para o avanço da medicina, a pesquisa clínica permite avaliar, de forma rigorosa e segura, novos medicamentos e estratégias de tratamento, gerando evidências que podem transformar a prática clínica e ampliar as possibilidades de cuidado aos pacientes.
No novo episódio da segunda temporada do IDOR Podcast, recebemos a médica oncologista, pesquisadora e diretora de Desenvolvimento Clínico do IDOR, Dra. Camila Venchiarutti, para nos apresentar esse universo.
Ela conversa sobre as novas fronteiras da pesquisa clínica e as perspectivas para uma medicina cada vez mais precisa.
Entre os principais temas está o DNA tumoral circulante (ctDNA), biomarcador que pode ser identificado por meio de um exame de sangue e permite investigar fragmentos de DNA liberados pelas células tumorais. Em estudo com pacientes com tumores relacionados ao HPV, a equipe avaliou a dinâmica do ctDNA durante e após o tratamento. Os resultados iniciais indicaram uma associação entre a persistência do biomarcador e maior risco de recidiva, inclusive com alterações que, em alguns casos, apareceram antes dos exames de imagem.
Questões contemporâneas também foram discutidas, como a medicina de precisão, na qual biomarcadores e alterações moleculares podem orientar a seleção de pacientes e o desenvolvimento de terapias-alvo, e a inteligência artificial, que quando incorporada, terá o poder de analisar grande volume de dados e potencializar modelos de predição.
Como uma das coordenadoras da Pós-Graduação em Pesquisa Clínica Aplicada do IDOR, a Dra. Camila comenta sobre o curso, seu público-alvo e conteúdo pedagógico, e a importância de formar profissionais especializados e com conhecimento sobre desenhos de estudos e metodologias de pesquisa.
Ouça no Spotify o episódio completo.
Assista ao episódio completo:
https://youtu.be/CDZp42iftzk
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