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Depois da epidemia, o cuidado

Depois da epidemia, o cuidado

Enquanto, em 2015 e 2016, o aparecimento e o aumento vertiginoso dos casos de zika preocupavam os epidemiologistas, hoje o desafio mudou: com a epidemia controlada, as atenções estão voltadas para os pacientes vitimados por ela, principalmente aqueles que foram infectados ainda no útero materno. Nos dias 29 e 30 de novembro, especialistas estiveram reunidos no Rio de Janeiro para discutir as melhores práticas de diagnóstico e tratamento dos transtornos do desenvolvimento do sistema nervoso, como a infecção congênita de zika e o autismo, por exemplo. Do encontro resultará um relatório com recomendações que serão enviadas a autoridades políticas e científicas no Brasil e no exterior.

Embora tenha sido descoberto pelos cientistas 1947, na África, o vírus zika ficou famoso no Brasil apenas nos últimos anos, por causa da epidemia que atingiu o país. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016 o número de pessoas que contraíram a doença ultrapassou os 200 mil. Um dos efeitos mais nocivos do zika, evidenciado por milhares de casos nas diversas regiões do Brasil, é sua síndrome congênita, caracterizada pela microcefalia em recém-nascidos, entre outras alterações no desenvolvimento do sistema nervoso.

A síndrome congênita do zika, assim como autismo e outras desordens do neurodesenvolvimento, possuem alto impacto socioeconômico, tendo em vista que seus efeitos impedem a correta inserção social das crianças acometidas. Por esse motivo, novas estratégias terapêuticas e diagnósticas são essenciais para a redução de danos causados.

Essa necessidade motivou uma parceria entre a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia Nacional de Medicina (ANM) e a Academia de Ciências Médicas do Reino Unido, que organizaram o workshop “Diagnóstico e tratamento precoce de transtornos neurológicos infantis”, realizado no Rio com a participação de especialistas brasileiros, ingleses e norte-americanos.

Entre eles estiveram Fernanda Tovar-Moll, Stevens Rehen e Fernando Bozza, pesquisadores do Instituto D’Or, que contribuíram para as reflexões sobre áreas prioritárias de pesquisa. Tovar-Moll, vice-presidente do Instituto D’Or e uma das organizadoras do evento, falou sobre como os métodos de imagem por ressonância magnética podem auxiliar na investigação do funcionamento e da estrutura cerebrais, motivo pelo qual são considerados importantes ferramentas para o melhor entendimento e diagnóstico de doenças do neurodesenvolvimento.

Já Rehen, diretor de pesquisa do instituto, debateu alternativas para a melhor caracterização dos transtornos do neurodesenvolvimento. Por fim, Bozza, coordenador de pesquisa em medicina intensiva do Instituto D’Or, falou sobre os aprendizados que a epidemia deixou em termos de saúde pública e avanços científicos.

IDOR e a zika

Durante a epidemia de zika que acometeu o Brasil, diversos pesquisadores brasileiros e estrangeiros uniram esforços para entender melhor a doença e propor alternativas para seu combate e tratamento. Entre eles, pesquisadores do Instituto D’Or, em parceria com instituições nacionais e internacionais, deram importantes passos para o melhor diagnóstico e prevenção da doença, desvendando suas manifestações clínicas e seus mecanismos celulares e moleculares, além de apontar novas abordagens terapêuticas. No total, o Instituto D’Or publicou cerca de 20 estudos sobre o tema desde o início da epidemia.

Um exemplo de destaque é o trabalho de Tovar-Moll e equipe, responsável por caracterizar o amplo espectro de alterações cerebrais causados pela infecção congênita pelo zika. O artigo foi capa da revista Radiology em outubro de 2016 e segue até hoje como líder no ranking dos mais relevantes da revista (Saiba mais aqui).

Publicado na capa da Nature, um artigo de Bozza revelou que o vírus zika circulou pelas Américas muito antes de ser detectado (veja aqui os detalhes do estudo). Os resultados da pesquisa apontaram a importância de políticas de vigilância de doenças infecciosas emergentes, o que poderia evitar novas epidemias.

Na Science, um artigo de Rehen e colaboradores comprovou a capacidade de o vírus invadir e matar neurônios humanos, fornecendo as primeiras evidências de sua direta participação no desenvolvimento da microcefalia. O estudo foi desenvolvido em minicérebros humanos criados em laboratório.

08.12.2017

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