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XI Congresso da Oncologia D’Or: Tecnologia, pesquisa translacional e inovação marcam último dia do Onco in Rio

XI Congresso da Oncologia D’Or: Tecnologia, pesquisa translacional e inovação marcam último dia do Onco in Rio

Segundo e último dia do congresso destacou iniciativas em patologia digital, estudos avançados em oncologia e projetos de pesquisa que integram ciência e prática clínica. 

O segundo e último dia do XI Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio, realizado no sábado (28), foi marcado por discussões sobre tecnologia e inovação na oncologia, destacando desde ferramentas de inteligência artificial para diagnóstico até novas abordagens terapêuticas e grandes projetos de pesquisa clínica e translacional. A programação reuniu especialistas para debater como a integração entre ciência, tecnologia e assistência médica pode transformar o cuidado com pacientes com câncer. 

 

Conectando patologistas de todo o Brasil 

Uma das salas do congresso foi dedicada exclusivamente à patologia, sob coordenação do Dr. Fernando Soares, diretor médico da Anatomia Patológica da Rede D’Or e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), e da Dra. Isabella Werneck, também pesquisadora do IDOR e atual vice-presidente acadêmica da Sociedade Brasileira de Patologia. 

Durante a sessão, a Dra. Werneck apresentou o processo de criação do sistema unificado de patologia da Rede D’Or, concluído em 2025. A iniciativa integrou digitalmente os centros de patologia de 78 hospitais da rede, responsáveis pela análise e escaneamento de mais de 9 mil lâminas de anatomia patológica por dia. 

O projeto representa um avanço do programa Patologia D’Or, iniciativa nacional iniciada em 2018 pelo Dr. Fernando Soares para integrar diagnóstico, pesquisa e tecnologia. Hoje, a Rede D’Or se tornou a única da América Latina com esse nível de integração em patologia digital. 

O sistema utiliza uma plataforma de gerenciamento de imagens desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia PathAI, incorporando algoritmos avançados de inteligência artificial e painéis de biomarcadores para otimizar o fluxo de trabalho dos patologistas. 

Segundo Werneck, a iniciativa também ajuda a enfrentar um desafio estrutural da saúde no país: a escassez e concentração regional de patologistas, especialmente no Sudeste. Para viabilizar o sistema, 126 especialistas de diferentes áreas da patologia — como neuropatologia, hematopatologia, uropatologia e patologia mamária — foram treinados para trabalhar em um modelo padronizado de digitalização e análise das amostras. 

Os resultados para os pacientes apareceram rapidamente. Desde o primeiro mês da integração, mais de 95% dos exames passaram a ser entregues dentro do prazo previsto, fator essencial em diagnósticos sensíveis ao tempo, como os de câncer. 

[Leia também:  Patologia IDOR: Avanço tecnológico a favor da ciência translacional] 

 

Projeto Chemobrain: investigando os efeitos do tratamento no cérebro 

Outro destaque do sábado foi a apresentação do Projeto Chemobrain, discutido em uma mesa coordenada pela presidente do IDOR, Dra. Fernanda Tovar-Moll, e pelo diretor de Pesquisa do instituto, Dr. Luiz Eugênio de Mello. 

O termo chemobrain é utilizado para descrever alterações cognitivas, como dificuldades de memória, atenção e raciocínio, que podem surgir durante ou após o tratamento do câncer. Esses efeitos podem estar associados à quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, cirurgia ou até à própria doença. 

Para investigar esse fenômeno, o IDOR desenvolveu um projeto de grande escala que integra dados de imagem cerebral de pacientes atendidos na Rede D’Or com pesquisas científicas conduzidas no instituto. A iniciativa utiliza equipamentos avançados, como ressonâncias magnéticas de alta potência, além de técnicas laboratoriais de alta sensibilidade para análise de biomarcadores. 

“Neste projeto, estamos explorando a investigação avançada de biomarcadores a partir de imagens de pacientes. Mas, apesar de ser um estudo fase III, também está muito envolvida a pesquisa básica, sendo uma iniciativa translacional. É também uma fusão entre nossas áreas de neurociência e de oncologia, e fiquei muito feliz de ver o IDOR inteiro envolvido, com equipes multiprofissionais e contanto com o apoio de parcerias públicas e privadas. Além de valor para os pacientes, esse projeto também deve resultar em muitas publicações relevantes para a pesquisa”, comentou a Dra. Fernanda Tovar-Moll. 

 

Estudos de fase I e novas tecnologias contra o câncer 

O congresso também abordou desafios e oportunidades no desenvolvimento de estudos clínicos iniciais, fundamentais para testar novas terapias. 

Dra. Clarissa Baldotto, pesquisadora do IDOR, discutiu os obstáculos para a realização de estudos clínicos de fase I conduzidos por investigadores no Brasil. Esse tipo de estudo é responsável pelos primeiros testes de segurança e eficácia de novas terapias em humanos. 

Segundo a pesquisadora, essa área passou por uma grande transformação nos últimos anos com o surgimento de terapias-alvo e imunoterapias, mas ainda enfrenta desafios no país, como limitações de infraestrutura, questões regulatórias e falta de investimento. Para Baldotto, apostar em pesquisa translacional, que conecta descobertas laboratoriais ao desenvolvimento clínico, pode ser uma estratégia importante para ampliar o financiamento dessas iniciativas. 

Já o pesquisador Dr. Bruno Solano apresentou avanços no uso da tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9, ferramenta capaz de modificar genes de forma precisa, que vem sendo estudada para aplicações na oncologia. 

Segundo ele, estudos clínicos iniciais já investigam o uso dessa tecnologia principalmente em tumores hematológicos, mas também em alguns tumores sólidos. Um dos avanços mais promissores envolve a produção de células imunológicas CAR-T a partir de doadores, chamadas de terapias alogênicas. 

Hoje, a maioria dos tratamentos CAR-T utiliza células T do próprio paciente, o que exige um processo de fabricação demorado. Com a edição genética, torna-se possível produzir células prontas para uso a partir de doadores, reduzindo o tempo de produção e ampliando o acesso dos pacientes ao tratamento. 

O pesquisador também mencionou estudos em desenvolvimento que investigam a produção de células CAR-T diretamente dentro do organismo, tecnologia ainda em fase pré-clínica, mas considerada altamente promissora. 

Na unidade do IDOR em Salvador, segundo Solano, já existem 12 estudos ativos envolvendo terapias CAR-T, e a combinação com técnicas de edição genética deve ampliar ainda mais as possibilidades terapêuticas. 

 

Biologia espacial e o microambiente tumoral 

Outro tema inovador apresentado no congresso foi a biologia espacial aplicada à imuno-oncologia, discutida pelo pesquisador Dr. Rodrigo Nalio. 

Ele destacou o uso do transcriptoma espacial, técnica que permite medir a atividade dos genes dentro de um tecido mantendo a informação de onde cada célula está localizada. Diferentemente do sequenciamento genético tradicional, que exige a dissolução da amostra, essa abordagem preserva a organização do tecido, permitindo estudar como diferentes células interagem entre si. 

A tecnologia ajuda os cientistas a mapear o microambiente tumoral, identificando como células do sistema imunológico infiltram o tumor e como as células cancerosas se comunicam. As análises são realizadas com um Digital Spatial Profiler (DSP), equipamento de alta tecnologia presente na infraestrutura da Rede D’Or. 

Utilizando amostras do banco de tecidos da rede e apoio da patologia digital, Nalio investiga especialmente macrófagos FOLR2+, células do sistema imune que parecem estar associadas à formação de estruturas linfoides terciárias (TLS) — pequenos agrupamentos de células de defesa que surgem em tecidos inflamados e estão associados a melhor prognóstico em alguns tumores. 

Segundo o pesquisador, há indícios de que esses macrófagos possam estar relacionados à formação dessas estruturas antes mesmo do surgimento do câncer, hipótese que pode abrir caminhos para estratégias preventivas. Modelos tridimensionais de tumores também estão em desenvolvimento no IDOR para aprofundar esses estudos. 

[Leia também: Estudo com participação do IDOR muda consenso científico no entendimento do papel de macrófagos no câncer de mama] 

 

Outras apresentações do IDOR 

O último dia do congresso também contou com diversas outras apresentações de pesquisadores do IDOR, abordando temas que vão desde inovação tecnológica até desafios no cuidado clínico. Entre eles: 

  • Maria del Pilar Estevez Diz – Toxicidade financeira e uso racional de recursos em oncologia  
  • Clarissa Baldotto – A relação entre o oncologista e a família do paciente  
  • Olga de Souza – Casos clínicos em cardio-oncologia  
  • Rosana Rodrigues – Inteligência artificial em imaginologia  
  • Antônio Hugo José Froes Marques Campos – IA no diagnóstico de doenças gástricas  
  • Fernando Soares – Inteligência artificial aplicada à patologia da mama  
  • Renata Costa Cangussu, Felipe Sudo, Andrea Silveira de Souza e Renata Colombo Bonadio – diferentes aspectos do projeto Chemobrain  
  • Mariana Petaccia de Macedo – Patologia molecular em oncologia  
  • Abel da Costa Neto – Terapias biespecíficas ou CAR-T na doença refratária  
  • Vanderson Rocha – Imunoterapia com células CAR-T em leucemias pediátricas  
  • Felipe Andreiulo – Correlação entre imagem e patologia molecular em tumores do sistema nervoso central pediátricos  
  • Ana Verena Almeida Mendes, Daniel Wagner de Castro Lima Santos e Gilberto dos Santos Nogueira – Casos clínicos desafiadores em infectologia  

 

Encerramento do congresso 

O encerramento da 11ª edição do Onco in Rio foi conduzido pelo presidente da Oncologia D’Or e pesquisador do IDOR, Dr. Paulo Hoff, ao lado do CEO da Rede D’Or, Paulo Moll. Em suas falas finais, os dirigentes destacaram a importância da colaboração entre pesquisa científica, assistência médica e inovação tecnológica para avançar no tratamento do câncer. 

Durante a cerimônia, também foi lembrada a trajetória da Rede D’Or, que começou como uma iniciativa hospitalar no Rio de Janeiro e se transformou em uma das maiores redes de saúde da América Latina. A ocasião incluiu ainda uma homenagem à médica Dra. Alice Moll, acionista da rede e figura presente em todas as etapas do crescimento da instituição. 

Com dois dias de programação intensa e multidisciplinar, o Onco in Rio 2025 reforçou seu papel como um dos principais fóruns de discussão sobre oncologia no país, reunindo especialistas para compartilhar avanços científicos e discutir caminhos para melhorar o cuidado aos pacientes com câncer. 

06.04.2026

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