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Resumo do conteúdo

  • A elastase fecal é um teste não invasivo que avalia se o pâncreas produz enzimas digestivas suficientes.
  • Valores acima de 200 µg/g são normais, enquanto níveis baixos indicam insuficiência pancreática.

O que é elastase fecal?

A elastase fecal é um exame laboratorial que mede a concentração da enzima elastase-1 nas fezes. Esta enzima é produzida pelo pâncreas e permanece estável durante o trânsito intestinal, tornando-se um marcador confiável da função pancreática.

O exame é indicado para investigar causas de má digestão, como diarreia crônica, dores abdominais e perda de peso sem motivo aparente, ajudando a identificar a insuficiência pancreática.

O resultado mostra se a função do pâncreas está normal ou reduzida, sendo um teste simples, não invasivo e feito com amostra de fezes.

Para que serve o exame de elastase fecal?

O exame de elastase fecal serve para avaliar a função exócrina do pâncreas, ou seja, a capacidade do órgão de produzir enzimas que ajudam na digestão dos alimentos, principalmente gorduras.

Quando o pâncreas não funciona bem, o corpo pode ter dificuldade para absorver nutrientes.

Desta forma, a dosagem de elastase pancreática fecal auxilia no diagnóstico de insuficiência pancreática exócrina e no acompanhamento de doenças que podem comprometer essa função.

Quando o exame de elastase fecal é indicado?

O exame de elastase fecal é indicado quando a pessoa apresenta sintomas como:

  • Diarreia persistente;
  • Fezes volumosas, claras ou com gordura (esteatorreia);
  • Perda de peso sem explicação;
  • Desnutrição;
  • Dor abdominal frequente;
  • Atraso no crescimento ou dificuldade em ganhar peso em crianças.

Além disso, o exame é indicado quando existe suspeita de pancreatite crônica e para acompanhamento de crianças com fibrose cística.

Essas situações levantam a suspeita de alteração na produção de enzimas digestivas, o que justifica a investigação com elastase fecal.

Criança pode fazer exame de elastase fecal?

Sim. O exame é bastante utilizado na investigação de fibrose cística e problemas pancreáticos na infância.

Como deve ser o preparo para o exame de elastase fecal?

O exame de elastase fecal não precisa de preparo especial. No entanto, é recomendado que a coleta seja feita com amostra de fezes sólidas ou pastosas recentes, colocadas em frasco limpo e adequado fornecido pelo laboratório.

A amostra deve ser mantida refrigerada até a entrega, sendo que o ideal é levar ao laboratório preferencialmente em até 2 horas após a coleta, ou conforme a orientação específica do local onde será feito o teste.

Diarreia pode alterar o resultado?

Sim. Fezes muito líquidas podem diluir a enzima e gerar um resultado falso-baixo.

Como é feito o exame elastase fecal?

O exame de elastase fecal é feito a partir de uma única amostra de fezes.

No laboratório, a quantidade de elastase-1 é medida por método imunológico, geralmente por técnica chamada ELISA, que reconhece exclusivamente a enzima de origem humana, garantindo precisão.

Por ser uma enzima que permanece estável durante a passagem pelo intestino, sua dosagem nas fezes reflete de forma confiável a função pancreática.

Qual é o valor normal de elastase fecal?

Como interpretar elastase fecal?

Quanto maior o valor da elastase pancreática fecal, melhor o pâncreas está trabalhando. Se o valor estiver alto (normal), o pâncreas está produzindo enzimas suficientes.

Se o valor estiver baixo, significa que há pouca enzima, o que dificulta a digestão das gorduras e proteínas.

Elastase fecal baixa: o que pode ser?

Quando o exame mostra elastase pancreática fecal baixa, pode indicar redução da função do pâncreas. As principais causas incluem:

  • Pancreatite crônica;
  • Complicações tardias após pancreatite aguda;
  • Fibrose cística;
  • Diabetes, especialmente quando o pâncreas já apresenta alguma alteração ou lesão;
  • Cirurgia pancreática prévia ou cirurgia bariátrica;
  • Tumores pancreáticos;
  • Obstrução do ducto pancreático.

Além disso, alterações genéticas, como a síndrome de Shwachman-Diamond, ou doenças autoimunes, como a pancreatite autoimune, também podem causar elastase fecal baixa.

Em alguns casos, diarreia intensa com fezes muito líquidas pode reduzir artificialmente o valor do exame. Por isso, o resultado deve ser interpretado com cuidado.

Elastase fecal baixa é grave?

Depende do valor e dos sintomas. Valores muito baixos podem indicar insuficiência pancreática significativa e precisam de avaliação médica.

Qual é o tratamento para elastase pancreática baixa?

Quando é confirmada insuficiência pancreática exócrina, o tratamento pode incluir reposição de enzimas pancreáticas e acompanhamento médico especializado. A conduta depende da causa identificada.

Além disso, pode ser recomendada uma dieta específica e a reposição de algumas vitaminas que necessitam de gordura para serem absorvidas.

Elastase fecal alta: o que pode ser?

A elastase fecal alta dentro da faixa normal geralmente indica que o pâncreas está saudável e produzindo a enzima normalmente para a função digestiva.

Os sintomas digestivos que a pessoa sente provavelmente têm outra origem, como intolerâncias alimentares ou síndrome do intestino irritável.

Onde fazer o exame de elastase fecal?

Você pode realizar o seu exame de elastase fecal com total segurança e precisão nas unidades da Rede D’Or. Contamos com laboratórios modernos e profissionais preparados para garantir um atendimento humanizado e resultados confiáveis.

Qual médico pode solicitar o exame de elastase fecal?

O exame pode ser solicitado por gastroenterologistas, que são especialistas em doenças do aparelho digestivo.

Clínicos gerais e pediatras também podem pedir o exame, especialmente quando há suspeita de insuficiência pancreática, fibrose cística ou alterações nutricionais sem causa aparente.

Quais outros exames podem ser solicitados?

Para complementar a investigação, o médico pode solicitar:

  • Dosagem de gordura nas fezes;
  • Amilase e lipase no sangue, para checar inflamações agudas no pâncreas;
  • Ultrassonografia ou tomografia do abdômen, para avaliar o tamanho e o estado do pâncreas;
  • Dosagem de algumas vitaminas no sangue, para checar se há deficiências;
  • Testes genéticos, em casos específicos, como suspeita de fibrose cística.

A combinação dos exames ajuda a esclarecer a causa dos sintomas e orientar o tratamento adequado.

Cuide da sua saúde com especialistas da Rede D’Or!

Problemas digestivos não devem ser ignorados. Se você tem sintomas como diarreia frequente, fezes gordurosas ou perda de peso sem explicação, procure avaliação especializada.

A Rede D’Or conta com médicos experientes e estrutura completa para diagnóstico e acompanhamento. Agende sua consulta e tenha um cuidado seguro e personalizado.

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