
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que tem se tornado um grande desafio de saúde pública no Brasil. Para confirmar a suspeita clínica, além da avaliação médica, existem exames laboratoriais. Entre eles, a sorologia é um dos mais utilizados.
Esse exame identifica a presença de anticorpos IgM e IgG produzidos pelo sistema imunológico em resposta ao vírus da dengue.
Como funciona o exame?
- IgM: aparece geralmente a partir do 5º dia de sintomas. Indica infecção recente ou ativa.
- IgG: surge mais tardiamente e pode permanecer por anos. Indica que a pessoa já teve contato com o vírus no passado.
- Antígeno NS1: outro teste complementar, útil nos primeiros dias da doença, antes da produção de anticorpos.
Quando o exame é indicado?
- Pacientes com suspeita clínica de dengue após avaliação médica.
- Pessoas que apresentam sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e mal-estar.
- Em casos de epidemia, para confirmar diagnósticos e auxiliar no controle epidemiológico.
Limitações da sorologia
- Pode haver reação cruzada com outros vírus da mesma família, como zika e chikungunya, dificultando a distinção.
- Não identifica com precisão qual dos quatro sorotipos da dengue causou a infecção.
- O momento da coleta é crucial: se feita muito cedo, os anticorpos podem ainda não estar detectáveis.
Importância do diagnóstico correto
O diagnóstico laboratorial é fundamental para:
- Confirmar a doença e evitar confusões com outras viroses.
- Monitorar surtos e orientar medidas de saúde pública.
- Acompanhar pacientes em risco de complicações, como dengue hemorrágica ou síndrome do choque da dengue.
A sorologia para dengue é um exame seguro e amplamente utilizado, mas deve ser interpretado junto com a história clínica e outros testes, como o NS1 e o RT-PCR. Em tempos de aumento de casos, entender como funciona esse exame ajuda a população a buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado.
