Sarampo volta a preocupar e reforça importância da vacinação

O sarampo voltou ao radar da saúde pública. Em 2025, o Brasil registrou 38 casos da doença e, em 2026, já são dois registros, todos em pessoas infectadas fora do país. Embora os números ainda sejam baixos, o cenário preocupa, já que a circulação do vírus aumentou em outros países e a cobertura vacinal no Brasil segue abaixo do ideal.
- Mais de 15 mil casos de sarampo foram registrados recentemente em outros países, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
- A cobertura vacinal no Brasil ainda não atingiu os 95% necessários para proteção coletiva, segundo o Instituto Butantan.
- O sarampo é altamente contagioso e pode causar complicações graves.
- A vacina tríplice viralé a principal medida preventiva e já está disponível na Rede D’Or.
Histórico recente mostra fragilidade no controle do sarampo
O Brasil havia eliminado o sarampo, mas perdeu o certificado de eliminação da doença em 2019. A reintrodução do vírus no país foi associada à queda na vacinação e à entrada de casos vindos do exterior.
Com o aumento de registros em outros países, o risco volta a crescer. A combinação entre viagens internacionais, presença de pessoas não imunizadas e alta transmissibilidade do vírus favorece novos surtos.
Entenda os riscos do sarampo
O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas. Uma única pessoa pode transmitir o vírus para até 18 pessoas não imunizadas.
Além da alta transmissibilidade, a doença pode evoluir para quadros graves, como:
- pneumonia;
- infecções de ouvido;
- inflamação cerebral;
- complicações que podem levar à internação.
Crianças pequenas, pessoas não vacinadas e indivíduos com baixa imunidade estão entre os mais vulneráveis.
Como identificar os sintomas do sarampo
Os sintomas do sarampo costumam aparecer entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus. No início, podem ser confundidos com outras infecções respiratórias, o que exige atenção aos sinais que surgem em sequência.
Os principais sintomas incluem:
- febre alta;
- tosse seca;
- coriza;
- olhos vermelhos e sensíveis à luz;
- manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo;
- pequenos pontos brancos dentro da boca, conhecidos como manchas de Koplik.
Ao perceber esses sintomas, especialmente em pessoas não vacinadas ou com histórico vacinal incompleto, é importante buscar avaliação médica para confirmação do diagnóstico e orientação adequada.
Cobertura vacinal ainda é o principal desafio
Para impedir a circulação do vírus, é necessário que pelo menos 95% da população esteja vacinada. No Brasil, essa meta ainda não foi alcançada de forma consistente.
A queda na vacinação nos últimos anos contribuiu para a formação de grupos não imunizados, o que aumenta o risco de transmissão caso o vírus volte a circular de forma sustentada.
Outro ponto de atenção são os adultos que não sabem se completaram o esquema vacinal, que também podem contribuir para a cadeia de transmissão sem perceber.
Quem deve se vacinar ou atualizar a caderneta
- Pessoas que não sabem se já foram vacinadas.
- Adultos com esquema incompleto.
- Viajantes para países com circulação do vírus.
- Profissionais de saúde.
- Pais e responsáveis por crianças pequenas.
Vacina contra o sarampo: proteção segura e essencial
A vacina contra o sarampo faz parte da tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Ela é segura, eficaz e fundamental para evitar novos surtos.
O esquema vacinal inclui:
- duas doses para crianças a partir de 12 meses;
- duas doses para adultos até 29 anos;
- uma dose para adultos de 30 a 59 anos.
Além de proteger a própria pessoa, manter a vacinação em dia ajuda a interromper a circulação do vírus na comunidade. Na Rede D’Or, a vacina contra o sarampo está disponível com acompanhamento especializado e estrutura adequada para todas as faixas etárias.