Dengue: cobertura vacinal cresceu no país, mas ainda não é suficiente

Segundo o Ministério da Saúde, os primeiros meses do ano registraram queda de casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado, e a previsão para 2026 é que o Sudeste concentre a maior parte dos casos.
- De janeiro a abril, foram registrados 227,5 mil casos prováveis de dengue no país, abaixo dos 916,4 mil no mesmo período de 2025.
- A queda segue uma tendência observada desde 2025, quando o total de casos foi de 1,7 milhão.
- Em 2024 foram registrados 6,6 milhões casos, o ano com maior número de infecções da história.
Como a dengue é transmitida?
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e já é considerada uma doença endêmica no Brasil, ou seja, ocorre de forma contínua e prevista anualmente. Mas pode se tornar epidêmica em algumas regiões no caso de aumentos inesperados e acima da média. É uma doença comum em muitas partes do mundo, mas com maior foco em regiões tropicais, onde o mosquito é mais encontrado.
O Aedes aegypti se contamina ao picar uma pessoa já infectada com dengue na fase de viremia, quando o vírus circula no sangue. A fêmea precisa de sangue para maturar seus ovos e, ao sugar o sangue infectado, o vírus se instala em seu intestino permitindo a transmissão para outras pessoas. A fêmea infectada pode passar o vírus diretamente para seus ovos, fazendo com que as larvas já nasçam infectadas.
Esses ovos são depositados pela fêmea em água parada, limpa ou suja, que é o criadouro principal do Aedes aegypti, vetor de várias doenças além da Dengue, como a Zika e Chikungunya.
Quais os sintomas da dengue?
Muitas vezes, alguns sintomas iniciais da dengue podem ser confundidos com uma gripe ou virose. Os principais sintomas de dengue são febre alta e repentina, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, olhos vermelhos, dor muscular e nas articulações, perda do apetite, náusea, vômito, diarreia, manchas vermelhas na pele.
Os sintomas surgem geralmente de 4 a 7 dias após a picada do mosquito da dengue. Se estiver com algum destes sintomas, você pode fazer algum dos testes disponíveis na rede privada e procurar um clínico geral ou infectologista. Em casos de dúvidas ou com outros testes negativos, permanecendo os sintomas, o teste mais indicado é o RT-PCR, que pode ser aplicado até o 10º dia de doença, nos casos de infecção primária e até 6º em infecções secundárias.
O importante é, diante de qualquer suspeita, agir rápido para fechar o diagnóstico preciso, iniciar o tratamento e não permitir que a dengue avance.
Prevenção: as principais formas de evitar a dengue
Para se prevenir contra a dengue, as principais medidas são evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti e se vacinar.
Para combater a proliferação do mosquito e a transmissão da dengue, é necessário:
– eliminar criadouros de mosquitos: o mosquito da dengue se reproduz em água parada. Recipientes que podem acumular água precisam ser mantidos de cabeça para baixo, e pneus velhos devem ser mantidos secos ou descartados. Além disso, bebedouros de animais devem ser constantemente limpos. O descarte adequado de lixo, não deixar lixo acumulado em áreas abertas, é também uma forma de combater a formação de criadouros de mosquitos
– se proteger contra picadas de mosquito: usar repelentes especialmente nos horários em que os mosquitos são mais ativos, e roupas que cubram a maior parte do corpo, como mangas compridas e calças
E para evitar o contágio e combater a doença, a principal medida é a vacinação.
Quem pode tomar a vacina da dengue?
A vacina QDenga é a vacina da dengue atualmente disponível para a população. Ela é indicada para a faixa etária dos 4 aos 60 anos, e pode ser usada por pessoas, que já tiveram ou não dengue. O esquema vacinal é de 2 doses com intervalo de 3 meses entre elas, administrada por via subcutânea.
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A vacina da dengue funciona?
Para quem se pergunta se a vacina da dengue funciona, segundo a SBIM e Sociedade Brasileira de Infectologia, um estudo de longo prazo revelou que a vacina QDenga, o imunizante disponível atualmente para a população, mantém a proteção sustentada contra a dengue por até sete anos, com eficácia de 84% na prevenção de hospitalizações e 61% contra casos confirmados após duas doses, sem necessidade de reforço no período.