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Pneumonia: a infecção pulmonar que ainda adoece crianças e idosos, mas tem prevenção

Muitas vezes iniciada como uma simples gripe malcuidada, a pneumonia pode evoluir para um quadro grave em poucos dias, especialmente em crianças pequenas e pessoas idosas. O importante é conhecer os sintomas e as formas de prevenção disponíveis para reduzir os riscos dessa infecção
Por: Rede D'Or
ALT: radiografia de tórax mostra opacidade próxima em ambos os pulmões, sinal de pneumonia nos lobos (parte central da imagem).
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A pneumonia é uma infecção que atinge os alvéolos pulmonares, pequenas estruturas responsáveis pelas trocas de oxigênio no organismo. Quando inflamados, os alvéolos se enchem de secreção, dificultando a respiração e a oxigenação do sangue. Na maioria dos casos, a doença começa de forma discreta, como uma gripe ou resfriado que não foi bem tratado, até que os vírus ou bactérias envolvidas alcancem os pulmões e desencadeiem a inflamação característica da doença.

Embora possa afetar pessoas de qualquer idade, a pneumonia representa um risco particularmente alto para dois grupos: crianças pequenas, cujo sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, e pessoas idosas, cuja imunidade tende a enfraquecer naturalmente com o passar dos anos. Entender os sintomas, os fatores de risco e as opções de prevenção disponíveis atualmente é fundamental para proteger esses grupos mais vulneráveis.

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Quais são os sintomas da pneumonia?

Os sintomas da pneumonia costumam incluir febre, tosse, que pode vir acompanhada de catarro, falta de ar, dor no peito ao respirar ou tossir, calafrios e fadiga intensa. Em muitos casos, o quadro se inicia de forma parecida com uma gripe comum, o que pode atrasar a percepção de que algo mais sério está acontecendo.

Em crianças pequenas e idosos, os sinais podem ser menos evidentes ou se manifestar de forma diferente, incluindo confusão mental, queda do estado geral, respiração rápida e superficial, ou recusa alimentar, no caso de bebês e crianças. Por isso, mudanças sutis de comportamento nesses grupos, especialmente após um quadro gripal recente, merecem atenção redobrada.

Diante de sintomas persistentes, febre alta que não cede, ou piora progressiva da respiração, a orientação é buscar avaliação médica sem demora. Quanto mais cedo à pneumonia é identificada e tratada, menores são as chances de complicações.

Quais são os tipos e as causas da pneumonia?

A pneumonia pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos, e também pode ocorrer pela aspiração de vômito, alimentos, líquidos ou ácido do estômago para dentro dos pulmões, pelo uso de ventilação mecânica ou pela exposição a substâncias tóxicas. A causa influencia diretamente o tipo de tratamento indicado, o que torna importante a investigação cuidadosa pelo médico.

Os quatro principais tipos de pneumonia são: a pneumonia bacteriana, a pneumonia viral, a pneumonia fúngica, e a pneumonia adquirida no hospital. Essa última se desenvolve em pacientes hospitalizados após 48 horas de internação, geralmente causada por bactérias mais resistentes a antibióticos, comuns em ambientes hospitalares. Assim como a pneumonia adquirida no hospital, há outras relacionadas ao local onde a infecção foi adquirida, com nomes específicos de pneumonia adquirida na comunidade e a pneumonia nosocomial.

A broncopneumonia é outro tipo específico, caracterizada por afetar múltiplos focos espalhados pelos pulmões, comprometendo tanto os brônquios quanto os alvéolos. Pode ser especialmente grave em idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas, exigindo atenção médica próxima.

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Quem tem mais risco de desenvolver pneumonia?

Crianças menores de 5 anos e adultos com mais de 60 anos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves de pneumonia, já que o sistema imunológico nessas faixas etárias costuma ser menos eficiente no combate a infecções respiratórias. Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas ou doença pulmonar preexistente, também apresentam risco elevado.

Outros fatores que aumentam a vulnerabilidade incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, sistema imunológico enfraquecido por doenças ou tratamentos médicos, internação hospitalar prolongada e uso de ventilação mecânica. A exposição frequente a ambientes fechados e aglomerados, comum em creches, escolas e instituições de longa permanência para idosos, também favorece a transmissão dos agentes causadores da doença.

Reconhecer esses fatores de risco é importante não apenas para a prevenção individual, mas também para orientar quais grupos devem receber atenção prioritária em estratégias de vacinação e cuidados preventivos, como os idosos acima de 80 anos, que apresentam as taxas mais altas de hospitalização e mortalidade pela doença.

Como é feito o diagnóstico da pneumonia?

O diagnóstico da pneumonia é feito por um pneumologista, infectologista ou clínico geral, por meio da avaliação dos sintomas, do histórico de saúde do paciente e do exame físico, que inclui a ausculta dos pulmões em busca de ruídos característicos da inflamação.

Exames de imagem, como o raio-X de tórax, são fundamentais para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do comprometimento pulmonar. Exames laboratoriais, como hemograma completo e teste de escarro, também costumam ser solicitados, assim como a tomografia computadorizada em casos que exigem uma avaliação mais detalhada.

Para identificar rapidamente o agente causador da infecção, seja bactéria ou vírus, pode ser solicitado o painel de pneumonia com diagnóstico molecular, exame que detecta diferentes patógenos ao mesmo tempo, ajudando o médico a direcionar o tratamento correto com mais agilidade, especialmente em recém-nascidos, idosos e pacientes imunocomprometidos.

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Qual é o tratamento e como prevenir a pneumonia?

O tratamento da pneumonia é conduzido pelo pneumologista, infectologista ou clínico geral, com o objetivo de eliminar a infecção, aliviar os sintomas e prevenir complicações. Nos casos mais graves, pode ser necessário internamento hospitalar para administração de medicamentos por via intravenosa e suporte de hidratação, sempre conforme avaliação médica individualizada.

A prevenção da pneumonia passa por medidas simples, como manter a higiene das mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e tratar adequadamente quadros gripais desde o início, para reduzir o risco de complicação.

A vacinação também tem papel central na prevenção das formas mais graves da doença, especialmente as causadas pela bactéria pneumococo. Na Rede D’Or, estão disponíveis diferentes vacinas pneumocócicas, incluindo as versões mais recentes: a Pneumocócica 13 Valente, indicada desde bebês a partir de 2 meses até idosos, a Pneumocócica 15 Valente e a Pneumocócica 20 Valente, que ampliam a cobertura contra mais tipos da bactéria, além da Pneumocócica 23 Valente, recomendada especialmente para pessoas a partir de 60 anos ou com condições clínicas que aumentam o risco de doença pneumocócica. A escolha do esquema vacinal mais adequado deve sempre ser feita em conjunto com o médico.

Diante de sintomas respiratórios que persistem ou pioram, especialmente em crianças pequenas ou pessoas idosas, a orientação é não esperar para buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado continuam sendo os fatores mais importantes para uma recuperação completa da pneumonia.

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