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Existe câncer no coração? Entenda os tumores cardíacos

Embora raro, o câncer no coração existe e pode se manifestar de diferentes formas. Saiba mais sobre os sintomas, diagnóstico e tratamento.

Existe câncer no coração? Entenda os tumores cardíacos

Embora raro, o câncer no coração existe e pode ser classificado em dois tipos: primário, quando se origina diretamente no tecido cardíaco, e secundário, quando resulta da disseminação de tumores malignos de outros órgãos. A maioria dos tumores cardíacos é benigna, mas aqueles de natureza maligna podem comprometer gravemente a função do coração e a qualidade de vida do paciente.

O que é câncer no coração?

Os tumores cardíacos primários são extremamente raros, afetando menos de 1 em cada 5.000 pessoas. A maioria deles é benigna, sendo o mixoma o tipo mais comum, responsável por aproximadamente 70% dos casos. Outros tumores benignos incluem fibroelastomas, lipomas e rabdomiomas (estes últimos mais frequentes em crianças).

Por outro lado, os tumores malignos primários do coração são ainda mais raros, com os sarcomas cardíacos representando a maioria dos casos. Outros tipos incluem linfomas cardíacos primários e, mais raramente, mesoteliomas do pericárdio.

Já os tumores cardíacos secundários (metastáticos) são mais comuns e ocorrem quando células cancerígenas de outros órgãos, como pulmão, mama, rim ou melanoma, atingem o coração.

Quais são os principais sintomas de tumores cardíacos?

Os sintomas dos tumores cardíacos variam conforme o tipo, a localização e o tamanho do tumor. Os sinais mais comuns incluem:

  • Falta de ar e desmaios, causados pela obstrução do fluxo sanguíneo.
  • Dor no peito ou tosse, especialmente se o tumor afetar o pericárdio (membrana que reveste o coração).
  • Arritmias e insuficiência cardíaca, quando o tumor interfere na condução elétrica do coração ou na função das válvulas.
  • Perda de peso e febre, mais frequentes em tumores malignos, como linfomas.
  • Edema (inchaço) nos membros e sintomas embólicos, que podem ocorrer quando fragmentos do tumor se desprendem e bloqueiam vasos sanguíneos.

O diagnóstico desses tumores é feito por exames de imagem como ecocardiograma, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). Em casos selecionados, pode ser necessária uma biópsia cardíaca para confirmar o tipo tumoral.

Câncer no coração tem cura?

O prognóstico dos tumores cardíacos depende do tipo e da agressividade da doença. Tumores benignos, como os mixomas, geralmente podem ser curados com cirurgia, desde que sejam completamente removidos. A recidiva é rara quando a ressecção é realizada de forma adequada.

Já os tumores malignos apresentam um prognóstico mais reservado. Sarcomas cardíacos costumam ser diagnosticados tardiamente e têm altas taxas de recorrência. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, mas a resposta é limitada. Estudos recentes investigam o uso de imunoterapia e terapias-alvo, mas ainda sem protocolos consolidados para essas neoplasias raras.

Qual é o prognóstico para quem tem um tumor no coração?

O prognóstico dos tumores cardíacos malignos varia de acordo com fatores como tipo histológico, estágio da doença e resposta ao tratamento. Em geral, esses tumores apresentam uma evolução mais rápida, com elevadas taxas de recorrência e desafios terapêuticos significativos, especialmente nos casos de sarcomas e tumores metastáticos.

Já os tumores benignos, quando completamente removidos por cirurgia, costumam ter um desfecho favorável, permitindo que o paciente retome uma vida normal sem recorrências. No entanto, o acompanhamento médico contínuo é essencial para monitorar possíveis complicações ou novos crescimentos tumorais.

Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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