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JANEIRO VERDE: Mês de Conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero

A prevenção do câncer de colo do útero começa com informação. O Janeiro Verde é um convite à atenção permanente à saúde feminina. Ao longo do mês, reforçamos a importância do acompanhamento regular, do acesso à informação confiável e da prevenção como parte do cuidado contínuo em todas as fases da vida.

O câncer de colo do útero é uma condição evitável na maioria dos casos e, quando identificado precocemente, tem altas chances de sucesso no tratamento. Por isso, colaborar para a conscientização da população sobre o tema é uma forma de cuidar.

O que é o câncer de colo do útero?

É um dos tipos mais comuns de câncer ginecológico, que se desenvolve na parte inferior do útero, conhecida como colo uterino, responsável pela ligação com a vagina. Na maioria dos casos, ele está relacionado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), um vírus transmitido principalmente por contato sexual.

Cerca de 17 mil novos diagnósticos de câncer de colo do útero são registrados a cada ano no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além da infecção pelo HPV, outros fatores podem estar associados à maior chance de desenvolver a doença, como o tabagismo, início precoce da atividade sexual e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Quais são os sinais e sintomas?

O câncer de colo do útero pode não apresentar sintomas no início. Por isso, é essencial realizar o exame preventivo, também conhecido como Papanicolau, utilizado para detectar lesões precursoras e diagnosticar a doença precocemente.

Quando aparecem, os sinais e sintomas mais comuns são:

  • sangramento vaginal irregular;
  • corrimento vaginal com odor forte;
  • dor durante a relação sexual;
  • dor pélvica persistente;
  • fadiga intensa;
  • perda de peso sem causa aparente;
  • dor lombar;
  • inchaço nas pernas;
  • problemas renais.

Como essas manifestações também podem estar relacionadas a outras condições, é essencial buscar avaliação médica diante de qualquer alteração. A prevenção e o acompanhamento regular são as melhores estratégias para cuidar da saúde.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento depende do estágio da doença e do quadro clínico individual. As principais opções incluem cirurgia para remoção da lesão ou do colo do útero, radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo, isoladas ou combinadas. O acompanhamento médico especializado é fundamental para definir a melhor abordagem terapêutica para cada caso.

Como prevenir a doença?

A boa notícia é que o câncer de colo do útero pode ser evitado em grande parte dos casos. As principais formas de prevenção estão relacionadas à diminuição da chance de contágio pelo HPV, por meio do uso de preservativo em todas as relações sexuais e da vacinação contra o vírus.

Além disso, a realização periódica do exame Papanicolau deve ser iniciada a partir dos 25 anos, caso a pessoa com útero já tenha iniciado a vida sexual.

A partir daí, a frequência ideal depende do histórico de exames anteriores e da presença (ou não) de alterações celulares.

De forma geral, orienta-se a realização do exame anualmente nos dois primeiros anos de vida sexual. Se os resultados forem normais e consecutivos, a periodicidade pode ser ampliada para uma vez a cada três anos.

No entanto, essa recomendação pode variar conforme a avaliação médica individual, principalmente em casos de histórico familiar de câncer, infecções por HPV ou outros fatores.

Mesmo pessoas que não estejam mais sexualmente ativas ou que estejam na menopausa devem realizar o exame regularmente, a menos que seu médico indique o contrário. A prevenção contínua é essencial para assegurar a detecção precoce de possíveis lesões e garantir mais segurança à saúde feminina.

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