As terapias-alvo são tratamentos que atuam sobre alvos moleculares específicos das células cancerígenas, interferindo em suas vias de crescimento, proliferação e sobrevivência. Essa terapêutica representa uma nova abordagem que visa aumentar a eficácia e diminuir a toxicidade dos tratamentos convencionais, como quimioterapia e transplante de medula óssea.
Em hematologia, a terapia alvo pode ser direcionada para diferentes componentes do sangue ou células do sistema hematopoiético. Por exemplo:
Leucemia: nessa patologia foi onde a terapia-alvo teve seus primeiros resultados promissores. Principalmente na leucemia mielóide crônica que contém um oncogene (BCR-ABL) que pode ser inibido de maneira eficaz por uma medicação conhecida como Imatinibe. Existem ainda outras proteínas específicas presentes nas células leucêmicas, como proteínas de fusão criadas por rearranjos genéticos que cada vez apresentam terapias direcionadas para tal. Inclusive em leucemias agudas com mutações de FLT3, por exemplo.
Linfoma: Existem diferentes tipos de linfoma, e a terapia alvo pode variar de acordo com o subtipo. Existem ao menos seis possibilidades terapêuticas com essa estratégia alvo direcionada para os linfomas em geral.
Mieloma Múltiplo: Terapias alvo, como inibidores do proteassoma (por exemplo, bortezomibe, carfilzomibe e ixazomibe) são medicamentos importantes para o tratamento dessa patologia visando processos específicos nas células tumorais do mieloma. Esses medicamentos agem nas células tumorais quebrando proteínas importantes desregulando a divisão celular e causando morte celular. Eles parecem afetar células tumorais mais do que as células normais.
Conclusão
Os resultados dos estudos clínicos com as terapias-alvo têm mostrado benefícios significativos em termos de resposta, sobrevida e qualidade de vida dos pacientes com cânceres hematológicos, especialmente aqueles com doenças refratárias ou recidivadas. No entanto, as terapias-alvo também apresentam limitações, como o desenvolvimento de resistência, a ocorrência de efeitos adversos bem como seu custo. Por isso, é importante que os pacientes com cânceres hematológicos sejam avaliados individualmente e orientados pelo médico hematologista sobre as melhores opções terapêuticas disponíveis para o seu caso.



