Tratamento inovador que utiliza as próprias células de defesa do paciente para combater alguns tipos de câncer de sangue.
A terapia CAR-T é realizada a partir dos glóbulos brancos (linfócitos T) que foram geneticamente modificados em laboratório para expressar um receptor artificial chamado CAR (“Chimeric Antigen Receptor”). Essas células modificadas reconhecem e atacam as células tumorais.
As células T são coletadas do próprio paciente por meio de leucaférese – que separa e retira os linfócitos do sangue. Essas células são enviadas para um laboratório especializado no exterior, onde são geneticamente modificadas para expressar o receptor CAR, um processo complexo de biotecnologia que leva de 30 a 45 dias. Após a modificação genética, as células Car-T são reintroduzidas no organismo do paciente por uma infusão intravenosa. No organismo, essas células passam a atuar de forma direcionada para atacar as células tumorais.
Os produtos e as indicações em bula para as terapias celulares CAR-T atualmente aprovadas incluem diferentes tipos de linfomas e leucemias, variando conforme o medicamento:
O paciente passa por uma avaliação clínica rigorosa com um médico hematologista especializado em terapia celular para confirmar a indicação do tratamento e garantir que está apto a recebê-lo. Em seguida, realiza-se a coleta das células T do próprio paciente por leucaférese – que separa e retira os linfócitos do sangue. Esta etapa geralmente envolve um dia de internação.
Essas células são enviadas para um laboratório especializado no exterior, onde são geneticamente modificadas para expressar o receptor CAR. Após a modificação das células, o paciente pode ser internado para receber a quimioterapia de condicionamento (tratamento preparatório), destinada a facilitar a ação das células CAR-T.
As células CAR-T são reintroduzidas no organismo por meio de uma infusão intravenosa. O paciente é monitorado de perto, geralmente em ambiente hospitalar, para detectar possíveis efeitos adversos e avaliar a resposta ao tratamento. O tempo médio de internação total previsto é de três semanas.
O acompanhamento médico continua ao longo dos meses em regime ambulatorial para garantir a eficácia e a segurança da terapia.
As chances de cura após a terapia Car-T dependem do tipo específico de câncer, estágio da doença e resposta individual ao tratamento. O melhor resultado esperado é a remissão completa da doença (especialmente em pacientes que já passaram por múltiplas linhas de tratamento e têm poucas opções terapêuticas disponíveis).
Para linfomas e leucemias, uma parcela significativa dos pacientes pode alcançar remissão duradoura com melhora na qualidade de vida, de acordo com estudos clínicos. Em alguns casos, como linfoma não-hodgkin difuso de grandes células B e leucemia linfoblástica aguda de células B, a terapia CAR-T pode proporcionar taxas de remissão completas superiores a 40–50%. No mieloma múltiplo, há relatos de respostas prolongadas, embora a cura definitiva ainda seja rara. O acompanhamento contínuo é fundamental para avaliar a manutenção da resposta e possíveis recidivas.
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