Doença Arterial Coronariana (DAC)

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O que é a doença arterial coronariana (DAC)?

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Dentre suas diversas formas, a doença arterial coronariana (DAC) é a forma mais prevalente e a maior causa de morte nos países desenvolvidos. Além da alta prevalência, a DAC cursa com alta morbidade e alto custo para os sistemas de saúde. Estudos sugerem que, para um adulto de 40 anos de idade, o risco de desenvolver DAC durante a vida é de 49% para homens e 32% para mulheres.

A doença arterial coronariana (DAC) é uma consequência do processo de aterosclerose, no qual há obstrução gradual ou súbita das artérias coronárias por placas de gordura e coágulos. Com isso, há insuficiência das artérias coronárias (vasos sanguíneos encarregados em irrigar o próprio coração), de proporcionarem ao músculo cardíaco (miocárdio), os nutrientes e o oxigênio de que este necessita para manter a sua atividade normal.

A DAC é favorecida por uma série de hábitos, comportamentos e estilos de vida inadequados, como por exemplo, a alimentação desequilibrada, a obesidade (principalmente abdominal), o tabagismo, o sedentarismo e o stress. Não menos importantes são fatores de risco para a aterosclerose, como: hipertensão arterial (“pressão alta”), colesterol elevado (principalmente LDL, o chamado “colesterol ruim”) e diabetes mellitus.

 

Quais são os sintomas da doença coronária?

A doença coronária pode manifestar-se por uma dor no peito passageira relacionada aos esforços ou estresse, denominada de angina de peito ou angina pectoris, que resulta de um déficit transitório na irrigação do miocárdio, resultado de uma obstrução parcial da artéria coronária, onde há um desequilíbrio entre a oferta e demanda de sangue e oxigênio na região “entupida”.

A dor no peito relacionada a doença arterial coronariana, podem ter as seguintes características: 

– Sensação de aperto no coração;
– Dor que se espalha pelo corpo, em regiões como costas, pescoço, nuca, ombros e braços (especialmente o esquerdo);
– Dor recorrente, que dura por alguns minutos, desaparece e retorna, variando sempre de intensidade e
– Pode vir junto com falta de artontura, náuseas.

Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar ajuda especializada o mais rápido possível. Conforme o tempo passa a dor diminui, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. 

 

Quais são os riscos?

Os principais riscos da doença arterial coronariana são:

– Angina de peito (dor aos esforços que pode progredir para dor em repouso), reduzindo a qualidade de vida;
– Infarto agudo do miocárdio que pode levar ao enfraquecimento do músculo cardíaco (insuficiência cardíaca);
– Morte súbita “ataque cardíaco”, devido a arritimias originadas do músculo necrosado (morto) ou sob isquemia (baixa oxigenação) e
– Insuficiência cardíaca.

 

Exames para Diagnóstico

Há várias opções e o seu médico irá avaliar qual indicar, baseado nos riscos e benefícios. Os testes mais usados são:

– Eletrocardiograma;
– Ecocardiograma;
– Teste ergométrico;
– Cintilografia do miocárdio;
– AngioTomografia e
– Coronariografia (“cateterismo”)

 

Como é o tratamento da doença coronária?

O tratamento tem dois objetivos: combater a placa de aterosclerose e melhorar o fluxo sanguíneo pela coronária. Como todas as doenças na cardiologia, a primeira etapa são mudanças de hábitos, sendo as mais recomendadas:

– Dieta com menor teor de gordura e açúcar simples, e maior teor de fibras, castanhas/nozes (nuts), frutas e vegetais;
– Manter peso normal;
– Praticar atividade física regular e
– Para de fumar.

Nas medicações, o médico irá avaliar seu caso e decidir, das opções abaixo, as mais adequadas para você. Ele irá avaliar o benefício do remédio e o risco de efeitos colaterais. As medicações mais usadas são:

– Ácido acetilsalicílico (AAS) e clopidogrel: medicações que reduzem a atividade plaquetária, reduzindo o risco do sangue “entupir, obstruir” a artéria.
– Estatinas (sinvastatina, rosuvastatina, atorvastatina etc): redução do colesterol e redução da inflamação e crescimento da placa de gordura. Esse último efeito ocorre mesmo se o seu colesterol for normal e causa redução no risco da placa obstruir e romper, diminuindo a chance de infarto e derrame.

Além desses remédios para tratar a aterosclerose, será necessário combater os fatores de risco, com medicações para pressão arterial e diabetes.

Por outro lado, se houver uma placa de aterosclerose causando grande obstrução nas coronárias, pode ser necessário “desobstruir” a lesão. Isso pode ser feito de duas formas: por um cateter, semelhante ao cateterismo, chamado de angioplastia, ou pela cirurgia de revascularização do miocárdio, a chamada “ponte safena”.