
Transplante
O transplante é uma área médica especializada na substituição de um órgão, tecido ou células doentes por um material biológico saudável, visando restaurar funções vitais, prolongar a vida e melhorar a qualidade de vida do paciente. Envolve avaliação rigorosa, seleção criteriosa de doadores e receptores, técnicas cirúrgicas avançadas e acompanhamento clínico contínuo.
O que é Transplante?
O transplante é um procedimento terapêutico complexo no qual um órgão, tecido ou células funcionais substituem estruturas comprometidas por doenças irreversíveis, falência orgânica ou condições crônicas graves. Ele pode ser realizado com órgãos sólidos (rim, fígado, coração, pulmões, pâncreas), tecidos (córneas, ossos), células (medula óssea e células-tronco hematopoéticas) ou segmentos específicos (como ilhotas pancreáticas). É um campo multidisciplinar que integra cirurgia, imunologia, infectologia, nefrologia, hepatologia, cardiologia, hematologia, psicologia e enfermagem especializada.
Que doenças são tratadas pelo Transplante?
O transplante é indicado para condições de falência ou dano irreversível. Entre as principais indicações estão:
- Insuficiência renal crônica terminal;
- Cirrose hepática avançada;
- Hepatites crônicas graves;
- Insuficiência cardíaca em fase terminal;
- Fibrose pulmonar, DPOC avançada ou hipertensão pulmonar grave;
- Diabetes tipo 1 refratário com complicações;
- Doenças hematológicas como leucemias, linfomas, mielodisplasias e aplasia de medula;
- Queimaduras extensas;
- Doenças metabólicas hereditárias;
- Opacidades corneanas severas que impedem a visão.
O que o Transplante trata?
O transplante trata a perda funcional de órgãos ou tecidos que não podem mais ser recuperados por tratamentos convencionais. Seu objetivo é restaurar a função vital perdida, eliminar doenças hematológicas malignas, permitir desintoxicação metabólica, recuperar a visão, restabelecer a produção adequada de células sanguíneas ou corrigir distúrbios metabólicos hereditários. Além disso, o transplante pode reduzir drasticamente a morbidade e mortalidade associadas a doenças avançadas.
Quando procurar um especialista em Transplante?
O paciente deve buscar avaliação quando apresenta sinais de falência orgânica progressiva, diagnóstico de doenças graves com indicação potencial de transplante, complicações frequentes apesar do tratamento máximo, ou orientações de seu médico assistente para iniciar a fase pré-transplante. Também é indicado buscar acompanhamento quando há histórico genético de doenças metabólicas ou hematológicas que possam exigir transplante no futuro.
Qual a diferença entre as áreas de Transplante?
Cada modalidade de transplante é conduzida por equipes específicas:
- Transplante renal: conduzido por nefrologistas e cirurgiões urológicos ou vasculares;
- Transplante hepático: coordenado por hepatologistas e cirurgiões hepatobiliares;
- Transplante cardíaco: sob responsabilidade de cardiologistas especializados e cirurgiões cardíacos;
- Transplante pulmonar: acompanhado por pneumologistas e cirurgiões torácicos;
- Transplante de medula óssea: direcionado por hematologistas;
- Transplante de córnea: realizado por oftalmologistas especializados em cirurgia ocular.
Cada área envolve protocolos distintos, tipos específicos de imunossupressão e critérios rigorosos de seleção.
Como funciona a avaliação prévia no Transplante?
A avaliação inclui exames laboratoriais extensos, testes de compatibilidade, estudos de imagem, avaliação cardiológica, hepática e pulmonar, tipagem HLA, sorologias completas, estudo imunológico, análise nutricional, avaliação psicológica e social, além de reuniões multidisciplinares para determinar o risco-benefício do procedimento. Esse processo define se o paciente está apto, se deve aguardar em lista de transplante ou se precisa de intervenções antes do procedimento.
Quais exames o Transplante pode solicitar?
O acompanhamento envolve ampla gama de exames, como:
- Exames de função orgânica (ureia, creatinina, bilirrubinas, enzimas hepáticas, BNP, gasometria);
- Hemograma e marcadores inflamatórios;
- Sorologias para vírus, bactérias e parasitas;
- Testes de imagem (ultrassom, tomografia, ressonância, ecocardiograma, cintilografia);
- Tipagem sanguínea e HLA;
- Testes de compatibilidade cruzada;
- Biópsias de órgãos e medula;
- Monitorização de imunossupressores;
- Estudos avançados de imunofenotipagem e biologia molecular.