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Proteja-se para o retorno ao trabalho

11/05/2020

A flexibilização da quarentena está em pauta no mundo todo. Até o momento, o distanciamento social se mostrou uma das principais medidas de proteção contra a COVID-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cautela no relaxamento do isolamento social e de outras restrições à movimentação das pessoas até que as transmissões do coronavírus estejam controladas.

Embora não exista uma data estabelecida para o fim do distanciamento social no Brasil, governos avaliam o afrouxamento das regras de confinamento, de olho no aquecimento da economia.

O pesquisador Fernando Bozza, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e o infectologista Rodrigo Amancio, do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), que desenvolve estudos sobre a COVID-19, dão dicas de medidas de proteção a quem precisa sair às ruas para compromissos inevitáveis, como dirigir-se ao trabalho.

 

 

Quais cuidados devo tomar ao utilizar metrô, ônibus ou táxi?

Até o momento, o recomendado é a manutenção do isolamento social. Caso seja necessário sair de casa, deve-se:

  • Utilizar máscara;
  • Evitar transportes coletivos com capacidade plena;
  • Em táxis, sentar-se atrás do banco do carona a fim de manter a maior distância possível do motorista.

 

Quando preciso usar máscara

Sempre que sair de casa. Lembre-se de ter cuidado com o manuseio para não tocar na máscara e no rosto, por exemplo.

Máscaras de pano, não descartáveis, precisam ser higienizadas sempre que estiverem úmidas ou uma vez por dia. Elas devem ser colocadas de molho, por 10 a 20 minutos, em uma solução de 10 ml (uma colher de sobremesa) de água sanitária para meio litro de água.

Quem apresentar sintomas de gripe, como tosse e espirros, deve utilizar máscaras cirúrgicas, descartáveis.

 

O que devo mudar na rotina de convívio com colegas de trabalho?

Temos que evitar locais coletivos e aglomerações. O trabalho presencial só deve ocorrer se for categorizado como essencial.

Quem precisar sair para trabalhar, deve manter a distância mínima de um metro dos colegas, utilizar máscara e manter os ambientes abertos e ventilados.

 

Como devo me proteger na rua com o aumento da circulação de pessoas?

Quanto menor a exposição a um possível contágio, menores são os riscos. Portanto:

  • Evite lugares cheios e use máscara;
  • Não saia de casa desnecessariamente;
  • Não permaneça em filas longas e demoradas.

 

Na volta às aulas, meu filho estará seguro?

É difícil termos 100% de garantia. De qualquer maneira, a atitude mais segura é obedecermos às recomendações das autoridades locais.

As dicas de prevenção à COVID-19 continuam as mesmas na escola: usar máscara, não tocar o rosto sem lavar as mãos, afastar-se de lugares cheios de gente.

Além de cobrar das escolas medidas de segurança, os pais também devem ensinar os seus filhos medidas de higiene essenciais, adaptando a mensagem à capacidade de compreensão da criança.

 

Se eu já peguei o novo coronavírus, tenho risco de me contaminar novamente?

Ainda não temos tempo de pandemia suficiente para nos certificarmos se uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez.

Normalmente, o organismo produz anticorpos ao ter contato com um vírus. Desenvolvemos anticorpos específicos, IgG e IgM, que geralmente conferem imunidade prolongada, principalmente o IgG. Desse modo, estaríamos imunes ao vírus e não nos contaminaríamos novamente.

No entanto, por se tratar de uma doença nova, de comportamento desconhecido, ainda não temos como afirmar, com certeza absoluta, sobre a possibilidade de uma reinfecção.

 

A flexibilização significa que os riscos de transmissão do novo coronavírus diminuíram?

Sim. O momento da flexibilização é uma decisão que passa pela avaliação das autoridades sanitárias para que só ocorra quando os riscos de transmissão se reduzirem.

Importante ressaltar que o risco, embora reduzido, ainda existe.

 

Testar mais pessoas traz mais controle à transmissão do vírus?

Testar mais pessoas nos possibilita entender melhor o funcionamento da doença.

Com mais conhecimento do real número de pessoas que tiveram contato com o vírus, adquirimos maior compreensão da gravidade da doença, pois conseguimos diagnosticar também os assintomáticos, ou seja, aquelas pessoas sem queixas, mas que contraíram o novo coronavírus.

Além disso, a testagem pode nos mostrar quem são as pessoas já imunizadas, o que nos auxiliaria no processo de flexibilização da quarentena, pois os pacientes imunizados, em princípio, têm possibilidade reduzida de transmitir o coronavírus.

 

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