Oncologia

O Centro de Oncologia Clínica e Cirúrgica viValle oferece aos pacientes a completa infraestrutura do Hospital e o acompanhamento por uma equipe de assistência multidisciplinar, composta por médicos e enfermeiros especializados em oncologia, psicólogas e nutricionistas

A Oncologia viValle conta com o suporte do Centro Cirúrgico do Hospital viValle, um dos mais bem equipados do Vale do Paraíba, com capacidade para cirurgias de pequeno e grande porte de diferentes especialidades. Caso seja necessário o atendimento emergencial, o Pronto Atendimento viValle oferece a segurança de ter na retaguarda o prontuário e histórico do tratamento do paciente, garantindo um atendimento mais adequado às suas necessidades.

O paciente oncológico tem tratamento diferenciado no Hospital viValle. Para a aplicação da Quimioterapia, há um espaço exclusivo para o conforto dos pacientes, num ambiente tranquilo, separado das outras áreas do Hospital.

Tratamentos:

Quimioterapia
A Quimioterapia é um método que utiliza compostos químicos para o tratamento de doenças que são causadas por agentes biológicos. Quando é utilizada no combate ao câncer, é chamada Quimioterapia Antineoplásica ou Antiblástica. Para o tratamento oncológico, a Quimioterapia pode ser associada com a Radioterapia e Cirurgia.
As aplicações quimioterápicas podem se utilizar de um ou mais agentes químicos combinados de acordo com a finalidade do tratamento, de acordo com a seguinte classificação:

  • Quimioterapia Curativa: usada para obter o controle completo do tumor em casos de Doença de Hodgkin, Leucemias Agudas, Carcinomas de Testículo, Coriocarcinoma gestacional, entre outros
  • Quimioterapia Adjuvante: aplicada após a cirurgia, com o objetivo de esterilizar células residuais e reduzir o risco de metástases à distância, como em casos de câncer de mama
  • Quimioterapia Neoadjuvante ou Prévia: usada para reduzir parcialmente o tumor, para permitir e aumentar a eficácia de tratamentos complementares como a cirurgia e a Radioterapia
  • Quimioterapia Paliativa: tem o objetivo de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente em casos como o Carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão

Os agentes quimioterápicos não agem somente sobre as células cancerígenas, por isso outras células do organismo também sofrem os efeitos do tratamento. Esse efeito é conhecido como toxicidade do tratamento.

As estruturas corporais que são renovadas com mais frequência são mais atingidas pelo tratamento. Medula óssea, pelos e a mucosa do tubo digestivo são afetadas pela ação dos agentes químicos. Mas os efeitos tóxicos do tratamento variam de acordo com o tempo de exposição e das concentrações dos agentes aplicados. Mas é importante esclarecer que nem todos os quimioterápicos causam efeitos colaterais como a perda de cabelos ou alterações gastrintestinais.

Imunobiológicos
Os medicamentos imunobiológicos tem como ações esperadas a redução dos sinais e sintomas da Psoríase, Artrite Reumatóide e da Doença de Crohn. Essa medicação inibe a atividade funcional do TNFα em vários bioensaios in vitro, e a ação nos pacientes é de melhora considerável do quadro clínico.

A Doença de Crohn, durante o tratamento com imunobiológicos, está associada à redução substancial dos marcadores inflamatórios comumente elevados. Já na Artrite Reumatóide, reduz a infiltração de células inflamatórias nas articulações afetadas.

Artrite Reumatóide
A administração de imunobiológicos é uma Terapia Anti-Reumática Controladora da Doença (DCART – Disease Controlling Anti-Rheumatic Theraphy, em inglês) indicada para:

  • Redução dos sinais e sintomas
  • Prevenção de lesão articular estrutural (erosões e estreitamento do espaço articular)
  • Melhora do desempenho físico em pacientes com doença ativa, apesar de tratamento com metotrexato

Doença de Crohn
A terapia com imunobiológicos é indicada no tratamento da Doença de Crohn, em casos de moderados a graves, para a redução dos sinais e sintomas em pacientes com resposta inadequada às terapias convencionais. É indicado, ainda, no tratamento das fístulas enterocutâneas, com drenagem em pacientes com Doença de Crohn fistulizante.

Em relação aos efeitos colaterais, ensaios clínicos demonstram que 19% dos pacientes podem ter efeitos indesejáveis, como: febre, calafrios, urticária e alguns sintomas cardiopulmonares (dor torácica, hipotensão, hipertensão ou dispnéia).

A interrupção do tratamento ocorreu em 0,3% dos pacientes e todos se recuperaram com ou sem terapia clínica.

Psoríase
Imunobiológicos são indicados para pacientes adultos, com placas grandes, severas e disseminadas por toda a pele, e também para os pacientes com psoríase que têm problemas nas articulações. Os pacientes cuja psoríase moderada ou grave não responde aos outros tratamentos – medicações tópicas, fototerapia, tratamento sistêmico tradicional – podem também se beneficiar com o tratamento.

Este tratamento é importante para a redução dos sinais e sintomas e a melhoria da qualidade de vida.

Terapias Complementares:

Touca Hipotérmica
O tratamento quimioterápico possui efeitos colaterais que variam de paciente para paciente, mas em geral, a perda de cabelo é um fator que gera grande impacto. Por isso, o Hospital viValle investiu em toucas hipotérmicas, que minimizam a queda capilar.

O equipamento deve ser utilizado enquanto o paciente realiza a sessão de quimioterapia e por mais alguns minutos depois do término da aplicação. Ela é elaborada em plástico e “recheada” com gel térmico, que resfria a cabeça a uma temperatura de -20° C. Essa temperatura tem um efeito de congelamento temporário nas raízes dos fios de cabelo, evitando assim que a medicação atue na região e provoque a queda do cabelo.

A touca deve ser trocada a cada 30 minutos, e pacientes que estejam em tratamento contra tumores no couro cabeludo ou com leucemia e linfoma, não podem utilizar o equipamento. Apesar de algum desconforto causado pela baixa temperatura, e alguns cuidados necessários depois da utilização, os resultados são satisfatórios, preservando de 50% a 80% dos fios.

Cromoterapia
A Cromoterapia é uma técnica é baseada tratamentos utilizados por povos antigos como os gregos, egípcios, chineses e indianos, com relatos que remontam a 2800 a.C. Eram utilizadas pedras preciosas e flores para tratar os doentes. A modalidade se baseia na resposta do corpo às vibrações das cores e tonalidades do arco-íris. Com foco na promoção da saúde do paciente e não na doença, a técnica foi reconhecida em 1976 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como terapia complementar.

No Hospital viValle, a aplicação da cromoterapia é feita através da exposição aos espectro solar de lâmpadas coloridas e pela ingestão de sucos colorido. Todos os sucos oferecidos aos pacientes oncológicos são naturais e prensados à vácuo.

Cuidados Paliativos
Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares que encaram diagnósticos de doenças incuráveis ou irreversíveis, os cuidados paliativos envolvem a prevenção e o alívio do sofrimento seja ele físico, psicossocial e espiritual.

Formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos e psicólogos, objetivo da comissão de cuidados paliativos é sistematizar e oferecer mais conforto e apoio aos pacientes. Com foco inicial nos paciente oncológicos ou internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o benefício também está disponível a todos os pacientes do Hospital. Isso é possível porque a comissão pode ser solicitada pelos médicos, e assim trabalhariam em conjunto, avaliando o caso de forma global, e indicando o melhor manejo terapêutico para a dor.

A abordagem dos cuidados paliativos deve ser iniciada assim que um diagnóstico de doença progressiva seja realizado, como por exemplo, o câncer, doenças neurodegenerativas, cardiopatias e nefropatias em estado avançado e SIDA, entre outras. Esse passo inicial pode permitir ao paciente maior autonomia, independência, promovendo uma maior qualidade de vida junto aos familiares e amigos por mais tempo.