Tumores cerebrais são variados em tipo, em gravidade, em local afetado, em dificuldade de tratamento, entre outros. Eles podem ser benignos ou malignos, e seu diagnóstico e tratamento depende do tipo de célula e região do cérebro que ele está afetando.
- Tumor é o nome que damos para o crescimento anormal, acelerado e desordenado de células no organismo, e seu nome científico é neoplasia.
- Nem todo tumor é um câncer, ou seja, um tumor pode ser benigno. Mas todo câncer é um tumor maligno.
- Especificamente no caso dos tumores que aparecem no cérebro, eles tendem a ser mais malignos do que benignos.
Quais são os sintomas de um tumor cerebral?
De um modo geral, os sintomas estão relacionados à região do cérebro afetada pelo tumor. Por exemplo, se ele estiver localizado na área do cérebro que controla a linguagem, o paciente pode ter dificuldade de falar ou se comunicar de forma incompreensível. Se estiver na área de função motora, ele pode ter dificuldade de controlar os movimentos do corpo.
Mas os sintomas gerais mais comuns de um tumor cerebral são dores de cabeça fortes, acompanhada de náuseas e vômitos; convulsões; perda do equilíbrio, da audição, de sensibilidade ao calor e frio, por exemplo. São comuns também as mudanças de humor e de personalidade, e algumas alterações visuais, como ver luzes brilhantes e flashes repentinos.
Se você está apresentando algum destes sintomas, procure um médico rapidamente para avaliação, diagnóstico e orientação de tratamento.
Quais as causas e os tipos de tumor cerebral?
A ciência ainda não identificou uma causa única para o desenvolvimento de um tumor cerebral, mas uma das causas pode ser uma predisposição genética nos pacientes que desenvolvem a doença.
Mas a origem mais comum da maioria dos tumores cerebrais é a metástase de um câncer que está em outra parte do corpo do paciente. E ao contrário, outros tipos de tumor cerebral cuja origem está totalmente no cérebro ou nas meninges do paciente não costumam a se espalhar pelo resto do corpo.
Os tumores cerebrais são um grupo heterogêneo, que podem ser tanto benignos quanto malignos, e podem acometer o encéfalo (cérebro, cerebelo, mesencéfalo e tronco) e a medula espinhal. Os tumores malignos do sistema nervoso central correspondem a 2-4% de todas as neoplasias malignas.
O local mais comum para o aparecimento de tumores cerebrais malignos, ou seja, o câncer cerebral, é o próprio cérebro, sendo o tipo mais comum os chamados gliomas. Outro tipo maligno de tumor cerebral é o meduloblastoma, que são mais comuns de aparecer na infância.
Já o tipo de tumor benigno mais frequente é o meningioma, que se forma nas células da membrana que reveste o cérebro e a medula. Mas mesmo sendo benigno este tipo de tumor pode causar sintomas que necessitem de tratamento. Outros tipos são os tumores do plexo coroide, tumores embrionários, tumores de células germinativas, tumores de glândula pineal, tumores nervosos e tumores da hipófise.
Como é o diagnóstico e o tratamento de tumores e do câncer cerebral
O diagnóstico envolve investigação dos sintomas através de exame clínico e exames de imagem. Entre os exames, a ressonância magnética com contraste é o método de investigação mais sensível e preferido, mas também pode ser utilizada a tomografia computadorizada, especialmente em emergência. Quando o tumor primário não foi identificado ainda, o PET-CT pode auxiliar na investigação. E nos casos sem diagnóstico oncológico prévio, pode ser necessária a biópsia da lesão cerebral para confirmação.
O tratamento do câncer cerebral tem como objetivos controlar a doença, aliviar sintomas e garantir a qualidade de vida do paciente. Os principais tratamentos incluem:
- Cirurgia: para casos de metástases únicas, acessíveis, com efeito de massa significativo
- Radioterapia: para conter e diminuir metástases múltiplas ou difusas
- Radiocirurgia estereotáxica: no caso de lesões únicas e em pouca quantidade
- Quimioterapia: depende da capacidade da medicação atravessar a barreira hematoencefálica;
- Imunoterapia e terapias-alvo: indicadas em tumores com biomarcadores específicos
- Tratamento sintomático: com uso de corticosteroides (como a dexametasona) para reduzir o edema cerebral e anticonvulsivantes para controle de crises epilépticas.
O melhor plano de tratamento envolve uma equipe multidisciplinar: oncologistas, neurocirurgiões, radioterapeutas, fisioterapeutas, psicólogos e vários outros profissionais da saúde atuam de forma integrada para oferecer o melhor cuidado, levando em conta as particularidades de cada paciente.
O diagnóstico precoce e as chances de cura
No caso do tumor cerebral benigno, a possibilidade de cura existe considerando vários fatores: tipo, grau de agressividade, localização, extensão da doença e presença de metástases e o estado de saúde geral do paciente. Tumores benignos primários e acessíveis cirurgicamente tem boa probabilidade de cura com cirurgia isolada ou combinada com outros tratamentos.
A possibilidade de cura do câncer cerebral também depende de múltiplos fatores, como o tipo, a quantidade, o tamanho e o controle do câncer primário, o fato de haver ou não metástases em outras partes do corpo, a reação do paciente ao tratamento e seu estado geral de saúde. Quando há uma única lesão cerebral e o câncer primário está controlado, o tratamento de cura pode ter chances. Avanços recentes na radiocirurgia e imunoterapia têm melhorado essa chance em certos grupos de pacientes. Mas na maioria dos casos o foco é o controle da doença e a garantia da qualidade de vida do paciente.
Assim, a chave do melhor tratamento é detectar o tumor em fase inicial. Por isso, é fundamental cuidar da saúde com consultas médicas regulares e se importar atentamente com sintomas persistentes. O primeiro sinal a ser considerado é a alteração no padrão de dores de cabeça. Depois, crises convulsivas, déficits progressivos como perda visual, alterações da fala, raciocínio lento ou qualquer sintoma neurológico novo e persistente são sinais de alerta e devem ser respondidos com uma consulta médica.
O diagnóstico precoce permite tratamentos menos invasivos, preservação de função neurológica, mais chance de cura e melhor sobrevida.
