Diante de sintomas como infecções frequentes, febre persistente e um cansaço fora do comum, muitas pessoas podem receber o diagnóstico de neutropenia, condição que costuma gerar dúvidas e até preocupação. Mas afinal, o que isso significa? Será que está relacionada a algo mais grave, como um câncer?
Neste texto, vamos explicar o que é a neutropenia, suas causas, sinais e sintomas, como é feito o diagnóstico, quais são as opções de tratamento e qual a sua possível relação com doenças oncológicas.
O que é a neutropenia?
A neutropenia é a redução anormal da quantidade de neutrófilos no sangue. Os neutrófilos são um tipo de glóbulo branco fundamental para a defesa do organismo contra infecções, principalmente causadas por bactérias e fungos. Essas células fazem parte do sistema imunológico e são produzidas na medula óssea, estrutura responsável pela fabricação das células sanguíneas.
Quando os níveis de neutrófilos ficam muito baixos, o corpo se torna mais vulnerável a infecções, inclusive aquelas que normalmente não causariam problemas em pessoas com imunidade preservada.
Os valores de referência podem variar conforme o laboratório, idade e sexo, mas em adultos saudáveis os níveis costumam estar entre 1.500 e 8.000 neutrófilos por mm³ de sangue. Considera-se neutropenia quando esse número cai abaixo de 1.500/mm³, sendo classificada como leve, moderada ou grave, dependendo da intensidade da redução.
Neutropenia é câncer?
A neutropenia não é um tipo de câncer. Ela é uma condição hematológica que pode ter diferentes causas. Entretanto, pode ocorrer em pacientes com câncer, seja pela própria doença ou como consequência dos tratamentos utilizados.
Existe alguma relação entre neutropenia e câncer?
Embora não seja um câncer, a neutropenia pode estar associada a algumas doenças oncológicas, principalmente aquelas que comprometem a medula óssea, como leucemias e linfomas. Nessas situações, a produção de células sanguíneas é prejudicada, o que leva à queda dos neutrófilos.
Além disso, a neutropenia é uma complicação relativamente comum em pessoas que fazem quimioterapia ou radioterapia, já que esses tratamentos podem afetar temporariamente a medula óssea.
Por esse motivo, pacientes oncológicos precisam de acompanhamento médico constante, para identificar e tratar episódios de neutropenia precocemente, reduzindo o risco de infecções e complicações.
O que causa a neutropenia?
A neutropenia pode surgir por diversos fatores, que nem sempre indicam algo grave. Entre as principais causas, estão:
- Infecções virais, bacterianas ou parasitárias;
- Doenças da medula óssea ou do sangue (como anemias aplásticas ou síndromes mielodisplásicas);
- Tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia;
- Deficiências nutricionais, principalmente de vitamina B12, ácido fólico e cobre;
- Doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca os próprios neutrófilos;
- Efeitos adversos de alguns medicamentos;
- Traumas graves, como queimaduras extensas ou choque elétrico.
Quais são os sinais e sintomas?
A neutropenia, por si só, geralmente não causa sintomas. O problema está nas infecções que podem surgir devido à baixa imunidade. Nesses casos, o paciente pode apresentar:
- Febre persistente e sem causa aparente;
- Mal-estar generalizado;
- Feridas ou aftas na boca;
- Aumento de linfonodos (ínguas);
- Tosse ou dificuldade para respirar;
- Diarreia ou alterações urinárias.
Qualquer sinal de infecção em pessoas com neutropenia deve ser avaliado com urgência por um médico.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico da neutropenia é feito por meio do hemograma completo, que mede a quantidade de neutrófilos no sangue. Caso o resultado indique níveis baixos, o médico pode solicitar exames adicionais, como biópsia de medula óssea, exames de imagem ou sorologias, dependendo da causa suspeita.
O tratamento varia de acordo com a origem da neutropenia. As opções incluem:
- Uso de antibióticos ou antifúngicos em casos de infecção;
- Suspensão ou ajuste de medicamentos que estejam causando a condição;
- Suplementação de vitaminas e minerais em casos de deficiência nutricional;
- Administração de fatores de crescimento da medula óssea, como o G-CSF (fator estimulador de colônia de granulócitos), para estimular a produção de neutrófilos;
- Tratamento da doença de base, como câncer, doenças autoimunes ou distúrbios hematológicos.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


