O carcinoma do plexo coroide é um tipo raro e agressivo de tumor cerebral maligno. Ele se origina das células epiteliais do plexo coroide, uma estrutura localizada no interior dos ventrículos cerebrais, responsável pela produção da maior parte do líquido cefalorraquidiano (líquor). Esse tumor ocorre predominantemente em bebês e crianças pequenas, especialmente nos primeiros anos de vida, embora também possa acometer adultos, de forma menos frequente.
Por se tratar de um câncer de crescimento rápido e comportamento agressivo, o carcinoma do plexo coroide costuma provocar sintomas precoces e exige tratamento especializado em centros com experiência em neuro-oncologia. Diferentemente de tumores benignos da mesma região, como o papiloma do plexo coroide, ele apresenta maior capacidade de invasão local e maior risco de disseminação pelo sistema nervoso central, especialmente por meio do líquor, o que torna o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico contínuo fundamentais.
Sinais e sintomas
As manifestações do carcinoma do plexo coroide estão, em grande parte, relacionadas ao aumento da pressão intracraniana. Isso ocorre porque o tumor pode obstruir a circulação do líquido cefalorraquidiano ou aumentar sua produção, levando ao acúmulo desse líquido no interior dos ventrículos cerebrais, condição conhecida como hidrocefalia.
Entre os sinais e sintomas mais comuns estão:
- Dor de cabeça persistente;
- Náuseas e vômitos;
- Fadiga intensa;
- Sonolência excessiva;
- Irritabilidade;
- Dormência ou fraqueza nos membros;
- Visão turva ou dupla;
- Alterações no equilíbrio e na coordenação;
- Convulsões.
Em bebês e crianças pequenas, podem surgir sinais adicionais, como aumento progressivo do perímetro cefálico, moleira mais tensa ou abaulada, choro frequente e dificuldade para se alimentar.
Como esses sinais e sintomas podem se assemelhar aos de outras condições neurológicas, é fundamental procurar avaliação médica diante de alterações persistentes ou progressivas. O diagnóstico precoce permite o início mais rápido do tratamento, o que pode influenciar de forma significativa o prognóstico.
Prognóstico do carcinoma do plexo coroide
O prognóstico, ou seja, a estimativa da evolução da doença ao longo do tempo, varia amplamente entre os pacientes. O carcinoma do plexo coroide é classificado como um tumor de alto grau (grau 3 pela Organização Mundial da Saúde), mas os desfechos dependem de diversos fatores, como a idade do paciente, a extensão da doença no momento do diagnóstico, a presença ou ausência de disseminação pelo líquor e a possibilidade de remoção cirúrgica completa do tumor.
De forma geral, estudos clínicos indicam que cerca de 40% a 60% dos pacientes conseguem alcançar pelo menos cinco anos de sobrevida após o diagnóstico. Os melhores resultados costumam ser observados nos casos em que o tumor é diagnosticado precocemente e quando é possível realizar a ressecção cirúrgica total da lesão, associada ao tratamento complementar adequado.
É importante ressaltar que cada caso apresenta características próprias. Por isso, o prognóstico deve ser discutido individualmente com a equipe médica responsável, que poderá considerar todas as variáveis clínicas, radiológicas e patológicas envolvidas.
O carcinoma do plexo coroide tem cura?
A possibilidade de cura existe, mas depende de múltiplos fatores. Trata-se de um tumor agressivo, o que torna o tratamento complexo e desafiador. Ainda assim, com diagnóstico precoce e abordagem terapêutica adequada, alguns pacientes podem alcançar controle duradouro da doença e, em determinados casos, remissão completa.
O fator mais fortemente associado à chance de cura é a remoção cirúrgica completa do tumor. Quando a cirurgia consegue retirar toda a lesão visível, os desfechos tendem a ser mais favoráveis. No entanto, isso nem sempre é possível, especialmente quando o tumor está localizado em áreas críticas do cérebro ou quando já há disseminação pelo sistema nervoso central no momento do diagnóstico.
Além da cirurgia, o tratamento geralmente inclui quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. Essas terapias adjuvantes têm como objetivo reduzir o risco de recorrência e tratar possíveis células tumorais residuais. Em crianças muito pequenas, a radioterapia costuma ser evitada ou adiada sempre que possível, devido ao risco de efeitos adversos sobre o desenvolvimento neurológico.
Assim, embora o carcinoma do plexo coroide seja uma doença grave, os avanços na neurocirurgia, na quimioterapia e no manejo multidisciplinar têm ampliado as opções terapêuticas e melhorado o prognóstico de parte dos pacientes.
Fatores associados ao surgimento da doença
As causas exatas do carcinoma do plexo coroide ainda não são completamente conhecidas, principalmente por se tratar de um tumor raro. Sabe-se, no entanto, que a doença está associada a alterações genéticas que levam ao crescimento anormal e descontrolado das células do plexo coroide.
Um dos principais fatores associados é a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária causada por mutações no gene TP53, que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo tumores cerebrais como o carcinoma do plexo coroide.
Até o momento, não há evidências científicas consistentes que relacionem fatores ambientais, hábitos de vida ou exposições externas ao surgimento desse tumor. Como não existem fatores de risco modificáveis bem estabelecidos, também não há medidas específicas de prevenção.
Dessa forma, o reconhecimento precoce dos sintomas e a busca por avaliação médica especializada diante de qualquer alteração neurológica persistente são essenciais para possibilitar o diagnóstico precoce e aumentar as chances de um melhor desfecho clínico.
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