O Dia Mundial de Conscientização sobre o Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado em 27 de julho e tem como objetivo alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessa doença. A data foi instituída pela Federação Internacional das Sociedades de Oncologia de Cabeça e Pescoço (IFHNOS) e é reconhecida mundialmente como um momento de mobilização e disseminação de informação qualificada sobre o tema.
No Brasil, essa iniciativa integra o Julho Verde, mês dedicado à conscientização sobre os cânceres de cabeça e pescoço. Ao longo desse período, instituições de saúde, profissionais da área e organizações da sociedade civil promovem ações educativas, campanhas preventivas e atividades de orientação à população, com foco nos fatores de risco associados à doença e na identificação de seus sinais e sintomas iniciais.
A relevância do tema é especialmente elevada no país. O Brasil figura entre os países com maior número de casos de tumores de cabeça e pescoço no mundo, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Uma parcela significativa desses casos poderia ser evitada por meio da adoção de hábitos de vida mais saudáveis ou tratada com maior sucesso caso o diagnóstico ocorresse em fases iniciais. Por isso, ampliar o conhecimento da população sobre esse tipo de câncer é fundamental.
O que é o câncer de cabeça e pescoço?
O câncer de cabeça e pescoço é um termo que engloba um grupo de tumores malignos que se desenvolvem em aproximadamente 17 regiões anatômicas diferentes, incluindo boca, língua, garganta (faringe), laringe, cavidade nasal, seios da face, glândulas salivares e tireoide. Dessa forma, trata-se de um conjunto heterogêneo de doenças, com características biológicas, comportamentos clínicos e estratégias de tratamento distintas.
Embora sejam menos conhecidos do que outros tipos de câncer, os tumores malignos de cabeça e pescoço representam uma parcela expressiva dos diagnósticos oncológicos. No Brasil, por exemplo, o câncer de boca e o câncer de laringe estão entre os dez tipos mais incidentes na população, de acordo com estimativas do INCA.
Por acometerem estruturas essenciais para funções como fala, mastigação, deglutição e respiração, esses tumores podem impactar significativamente a qualidade de vida do paciente, especialmente quando diagnosticados em estágios mais avançados.
O que causa a doença?
O câncer de cabeça e pescoço está fortemente associado a fatores de risco evitáveis, o que significa que, em muitos casos, pode ser prevenido por meio de mudanças no estilo de vida e cuidados com a saúde.
O tabagismo é o principal fator de risco relacionado à doença. O consumo de cigarro e de outros produtos derivados do tabaco aumenta de forma significativa o risco de tumores na boca, na garganta, na laringe e em outras regiões da cabeça e pescoço.
O consumo de bebidas alcoólicas também exerce papel importante, especialmente quando associado ao tabagismo. O uso combinado de álcool e tabaco potencializa os efeitos carcinogênicos dessas substâncias, elevando o risco de desenvolvimento da doença. Estudos mostram que pessoas que fumam e bebem regularmente podem apresentar um risco até 20 vezes maior em comparação àquelas que não possuem esses hábitos.
Outros fatores associados incluem má higiene bucal, infecção pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente relacionada aos cânceres de orofaringe, exposição solar excessiva e sem proteção (no caso de câncer de lábio), além de exposição ocupacional a agentes carcinogênicos, como amianto, pó de madeira, níquel e outras substâncias químicas.
Quais são os sinais e sintomas?
Os sinais e sintomas do câncer de cabeça e pescoço variam de acordo com a localização do tumor, mas muitos deles podem estar presentes desde as fases iniciais da doença. No entanto, por se assemelharem a manifestações de condições benignas, frequentemente são negligenciados, o que contribui para o atraso no diagnóstico e no início do tratamento.
Dados do INCA, divulgados em 2025, indicam que cerca de 80% dos tumores de cabeça e pescoço diagnosticados no Brasil entre 2000 e 2017 foram identificados em estágios avançados da doença.
O diagnóstico precoce está diretamente relacionado a maiores taxas de sucesso terapêutico, tratamentos menos agressivos, menor risco de sequelas e melhor prognóstico. Por isso, é fundamental estar atento aos principais sinais de alerta, como:
- Feridas na boca ou na língua que não cicatrizam em até 15 dias;
- Manchas brancas ou avermelhadas na mucosa bucal;
- Rouquidão persistente ou alterações na voz;
- Dor ou dificuldade para engolir (odinofagia ou disfagia);
- Sensação de algo preso na garganta;
- Caroços no pescoço (ínguas) que não desaparecem com o tempo;
- Mau hálito persistente, mesmo com higiene bucal adequada;
- Dormência ou formigamento na língua ou em áreas do rosto;
- Sangramentos inexplicáveis pela boca ou pelo nariz;
- Perda de peso não intencional.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço começa com uma avaliação clínica detalhada, realizada por profissionais de saúde capacitados, como dentistas, otorrinolaringologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço e oncologistas. Essa etapa inclui a investigação dos sintomas, do histórico de saúde, dos hábitos de vida e um exame físico minucioso da boca, garganta, pescoço e demais estruturas da região.
Diante da suspeita clínica, podem ser solicitados exames complementares, como endoscopia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que auxiliam na avaliação da extensão da lesão. A biópsia é o exame definitivo para a confirmação do diagnóstico, consistindo na retirada de uma amostra do tecido suspeito para análise anatomopatológica.
Em situações específicas, exames laboratoriais e testes para detecção do HPV também podem ser indicados, sobretudo quando há suspeita de associação do tumor com a infecção viral.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento do câncer de cabeça e pescoço depende de diversos fatores, incluindo o tipo e a localização do tumor, o estágio da doença, as condições clínicas do paciente e a presença ou não de metástases (disseminação para outras partes do corpo). Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada por uma equipe médica especializada.
Entre as principais opções terapêuticas estão:
- Cirurgia;
- Radioterapia;
- Quimioterapia;
- Imunoterapia;
- Terapias-alvo.
O cuidado ao paciente é realizado por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir oncologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, radioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, entre outros profissionais. O objetivo é não apenas tratar o câncer, mas também preservar, sempre que possível, as funções vitais e a qualidade de vida.
Após o término do tratamento, o acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a recuperação, identificar precocemente possíveis recidivas e oferecer suporte contínuo à reabilitação física, funcional e emocional do paciente.
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