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Como identificar o câncer de pele? Cinco sinais para observar

Aprenda a realizar o autoexame da pele, saiba quais manchas merecem atenção e quando é hora de procurar um médico.

Como identificar o câncer de pele? Cinco sinais para observar

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, com mais de 229 mil novos casos estimados por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Ele pode surgir de forma discreta, por meio de pequenas alterações que muitas vezes passam despercebidas, como manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam.

Saber como o câncer de pele se manifesta e reconhecer seus sinais iniciais é essencial para o diagnóstico precoce e para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Este texto traz orientações práticas para identificar possíveis lesões, realizar o autoexame e conhecer os principais fatores de risco e formas de prevenção.

O que é um câncer de pele?

O câncer de pele é um tipo de tumor maligno resultante do crescimento anormal e descontrolado das células cutâneas. Ele é classificado em dois grandes grupos:

  • Melanoma: é o tipo mais agressivo, porém menos frequente. Origina-se nos melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina — pigmento que confere cor à pele. Apesar de representar uma menor proporção dos casos, tem maior potencial de metástase e letalidade.
  • Não melanoma: inclui os carcinomas basocelular e espinocelular, que correspondem à grande maioria dos casos. Geralmente apresentam crescimento mais lento e altas taxas de cura quando diagnosticados precocemente.

Quais são os sinais do câncer de pele?

Os sinais podem variar conforme o subtipo, mas é fundamental estar atento a qualquer alteração cutânea nova ou modificações em lesões pré-existentes. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Manchas que coçam, descamam ou sangram;
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas;
  • Pintas ou sinais com bordas irregulares, coloração variável e/ou crescimento progressivo;
  • Lesões em forma de nódulos, geralmente brilhantes, avermelhados, rosados ou perolados;
  • Áreas ásperas, com crostas ou escamas, especialmente em regiões expostas ao sol.

Diante de qualquer uma dessas alterações, é imprescindível consultar um dermatologista.

Como fazer o autoexame da pele?

O autoexame da pele é uma prática simples, segura e recomendada por entidades como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Seu objetivo é facilitar a detecção precoce de lesões suspeitas pelo próprio paciente. Veja como realizá-lo:

  • Escolha um local bem iluminado e utilize um espelho grande. Para áreas de difícil visualização, recorra a um espelho de mão ou peça ajuda a outra pessoa;
  • Observe atentamente todo o corpo: rosto, orelhas, couro cabeludo (com auxílio de um pente), pescoço, tórax, costas, ombros, braços, mãos, unhas, nádegas, pernas, pés (inclusive plantas dos pés) e entre os dedos;
  • Procure por lesões novas ou alterações em pintas e manchas já existentes.

Durante a observação, utilize a regra do ABCDE para avaliar pintas suspeitas:

  • A – Assimetria: uma metade da lesão é diferente da outra;
  • B – Bordas: irregulares, mal definidas ou denteladas;
  • C – Cor: presença de mais de uma cor (preto, marrom, avermelhado, azul, branco);
  • D – Diâmetro: maior que 6 mm (embora melanomas menores também possam existir);
  • E – Evolução: mudanças recentes no tamanho, forma, cor ou sintomas (como coceira ou sangramento).

Essas características funcionam como sinais de alerta para identificar lesões suspeitas. Caso alguma delas seja observada, é fundamental procurar um dermatologista para avaliação especializada.

Como saber se tenho câncer de pele?

O diagnóstico definitivo só pode ser feito por um médico, geralmente por meio de avaliação clínica e confirmação histopatológica após biópsia da lesão suspeita. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de cura — especialmente nos casos de melanoma, que pode evoluir rapidamente.

O que pode aumentar as chances de desenvolver a doença?

Diversos fatores estão associados ao aumento do risco de câncer de pele. Entre os principais, destacam-se:

  • Exposição solar prolongada e repetida sem proteção adequada;
  • Histórico de queimaduras solares, especialmente na infância;
  • Pele, olhos e cabelos claros;
  • Grande número de nevos (pintas) no corpo;
  • Histórico familiar de câncer de pele, principalmente melanoma;
  • Imunossupressão (como em pacientes transplantados ou com doenças autoimunes);
  • Uso de câmaras de bronzeamento artificial (proibidas no Brasil, mas ainda associadas ao risco).

Como prevenir o câncer de pele?

A principal forma de prevenção está nos cuidados com a exposição solar. Algumas orientações incluem:

  • Aplicar protetor solar com FPS 30 ou superior todos os dias, inclusive em dias nublados;
  • Reaplicar o protetor a cada 2 horas ou após transpiração excessiva e contato com água;
  • Evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h;
  • Utilizar roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção contra radiação ultravioleta;
  • Optar por barracas de algodão ou lona, que oferecem melhor proteção solar do que as de nylon, quando em ambientes como praia ou piscina.

Além disso, é recomendada a consulta anual ao dermatologista para uma avaliação completa da pele, mesmo na ausência de sintomas.

Se precisar, pode contar com a Oncologia D'Or!

A Oncologia D’Or transforma o cuidado com o câncer por meio de uma rede integrada de clínicas e centros de tratamento presentes em diversos estados do país. Com um corpo clínico especializado e equipes multidisciplinares dedicadas, proporcionamos uma jornada de atendimento que une tecnologia avançada, diagnóstico ágil e tratamentos personalizados.

Como parte da Rede D’Or, a maior rede de saúde da América Latina, garantimos acesso às estruturas hospitalares mais modernas e aos avanços científicos que fazem a diferença na vida dos pacientes.

Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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