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Quimioterapia x radioterapia: entenda as diferenças

O tratamento do câncer evoluiu muito nas últimas décadas, incorporando tecnologias mais precisas e medicamentos cada vez mais eficazes. Entre as abordagens mais conhecidas estão a quimioterapia e a radioterapia, frequentemente citadas juntas, mas que desempenham papéis diferentes dentro do planejamento terapêutico.

Embora ambas tenham o mesmo objetivo, combater as células cancerígenas, elas fazem isso por mecanismos distintos. Continue a leitura para entender melhor.

Qual é a diferença entre quimioterapia e radioterapia?

A quimioterapia utiliza medicamentos que entram na corrente sanguínea e se espalham por todo o organismo. Por isso, é considerada um tratamento sistêmico, indicado principalmente quando existe a possibilidade de células cancerígenas estarem circulando no corpo ou quando a doença já pode ter se disseminado para outras regiões. Esses fármacos atuam destruindo as células tumorais, impedindo sua multiplicação ou retardando o crescimento do tumor.

Já a radioterapia utiliza radiação ionizante de alta energia aplicada diretamente na região onde está o tumor. Trata-se de um tratamento local ou locorregional, que atua em uma área específica do corpo com o objetivo de destruir as células cancerígenas ou reduzir o tamanho do tumor.

Enquanto a quimioterapia atua em todo o organismo, a radioterapia age de forma direcionada. Ambas podem ser utilizadas isoladamente ou em combinação, dependendo de fatores como o tipo de câncer, o estágio da doença e os objetivos do tratamento.

Para entender melhor as diferenças entre essas duas abordagens, veja a tabela comparativa:

Aspecto Quimioterapia Radioterapia
Tipo de ação Sistêmica (atua em todo o corpo) Local ou locorregional (atua em área específica)
Como funciona Medicamentos que destroem ou impedem a multiplicação das células cancerígenas Radiação de alta energia que danifica o DNA das células tumorais
Forma de aplicação Intravenosa, oral, subcutânea ou intramuscular Aparelho externo (radioterapia externa) ou fontes internas (braquiterapia)
Principal indicação Câncer com risco de disseminação ou já disseminado Tumores localizados ou controle local da doença

Como funciona a quimioterapia?

O câncer se desenvolve quando células do corpo passam a crescer e se dividir de forma descontrolada. A quimioterapia atua justamente nesse processo: ela interfere na capacidade de multiplicação das células tumorais, atingindo principalmente aquelas que se dividem rapidamente, uma das características mais comuns das células cancerígenas.

No entanto, algumas células saudáveis do organismo também apresentam alta taxa de renovação, como as da medula óssea, do trato gastrointestinal e dos folículos capilares. Por isso, elas podem ser afetadas pela quimioterapia, o que explica a ocorrência de diversos efeitos colaterais durante o tratamento.

Como os medicamentos entram na circulação sanguínea, a quimioterapia pode alcançar células cancerígenas em diferentes partes do corpo, inclusive aquelas que ainda são microscópicas e não são detectadas em exames de imagem.

Os quimioterápicos podem agir de diferentes maneiras, por exemplo:

  • Danificando o DNA das células cancerígenas;
  • Impedindo que as células consigam se dividir e se multiplicar;
  • Bloqueando mecanismos essenciais para a sobrevivência ou crescimento tumoral.

Existem diversas classes de medicamentos quimioterápicos, e a escolha depende do tipo de câncer, do estágio da doença e das características clínicas de cada paciente.

O tratamento geralmente é realizado em ciclos, que consistem em períodos de administração da medicação seguidos por intervalos de descanso. Essas pausas são importantes para permitir a recuperação do organismo, especialmente da medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, que podem ser afetadas pela quimioterapia.

Leia também: Quimioterapia serve só para o câncer?

Como funciona a radioterapia?

Diferente da quimioterapia, a radioterapia atua de forma local, ou seja, é direcionada para uma região específica do corpo onde está localizado o tumor. A radiação utilizada provoca danos no DNA das células cancerígenas, impedindo que elas continuem se multiplicando. Com o tempo, essas células acabam perdendo sua capacidade de sobrevivência e morrem.

As células saudáveis próximas ao tumor também podem sofrer algum grau de exposição à radiação. No entanto, em geral, elas têm maior capacidade de reparo dos danos quando comparadas às células tumorais.

Além disso, as técnicas modernas de radioterapia são altamente precisas, permitindo direcionar a radiação com grande exatidão para a área tumoral e reduzir ao máximo a exposição dos tecidos normais ao redor.

Antes de iniciar o tratamento, é realizado um planejamento detalhado chamado planejamento radioterápico. Nessa etapa são utilizados exames de imagem, como tomografia computadorizada e, em alguns casos, ressonância magnética ou PET-CT, para delimitar com precisão a área que será tratada e calcular a dose ideal de radiação.

O número de sessões varia de acordo com o tipo de câncer, o tamanho do tumor, a região do corpo afetada e o objetivo do tratamento. Em muitos casos, a radioterapia é realizada cinco vezes por semana, durante várias semanas, embora esquemas mais curtos também possam ser utilizados em determinadas situações.

Quando a quimioterapia e a radioterapia são indicadas?

Tanto a quimioterapia quanto a radioterapia podem ser indicadas com diferentes objetivos no tratamento do câncer:

  • Curativo: quando existe a possibilidade de eliminar completamente o tumor;
  • Adjuvante: após cirurgia ou outro tratamento principal, para reduzir o risco de recidiva da doença;
  • Neoadjuvante: antes da cirurgia, com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor e facilitar sua remoção;
  • Paliativo: quando o objetivo é controlar a doença, aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida.

A indicação de quimioterapia, radioterapia ou da combinação entre ambas depende de diversos fatores, como o tipo de câncer, o estágio da doença, a localização do tumor e as condições clínicas do paciente. Por isso, não existe uma regra única: cada caso é avaliado individualmente pela equipe oncológica.

Em muitos casos, os dois tratamentos podem ser utilizados de forma complementar. Essa associação é chamada de quimiorradioterapia e pode aumentar a eficácia do tratamento, especialmente em tumores localmente avançados, como alguns cânceres de cabeça e pescoço, pulmão, colo do útero e reto.

Você pode gostar: Quanto tempo depois da quimioterapia começa a radioterapia?

Quais são os principais efeitos colaterais?

Os efeitos adversos variam de acordo com o tipo de tratamento, as doses utilizadas, a duração da terapia e as características individuais do paciente. De modo geral, eles ocorrem porque, além de atingir células tumorais, os tratamentos também podem afetar células saudáveis do organismo.

Efeitos colaterais da quimioterapia

Como a quimioterapia é um tratamento sistêmico, seus efeitos podem atingir diferentes partes do corpo. Entre os mais comuns estão:

  • Queda de cabelo (alopecia);
  • Náuseas e vômitos;
  • Cansaço intenso (fadiga);
  • Redução da imunidade, devido à diminuição dos glóbulos brancos;
  • Anemia e maior risco de sangramentos, quando há redução de outras células do sangue;
  • Alterações gastrointestinais, como diarreia ou constipação;
  • Feridas na boca (mucosite).

Efeitos colaterais da radioterapia

A radioterapia, por atuar de forma local, costuma provocar efeitos principalmente na região tratada. Entre os mais frequentes estão:

  • Fadiga;
  • Vermelhidão, ressecamento ou descamação da pele na área irradiada;
  • Queda de cabelo apenas na região tratada;
  • Alterações específicas conforme a área do corpo irradiada, como dificuldade para engolir (quando aplicada na região de cabeça e pescoço) ou alterações intestinais (quando aplicada no abdômen ou pelve).

Na maioria dos casos, os efeitos colaterais são temporários e tendem a melhorar após o término do tratamento. Além disso, a oncologia evoluiu muito nos últimos anos, e atualmente existem medicamentos e estratégias eficazes para prevenir e controlar muitos desses sintomas, tornando o tratamento cada vez mais seguro e tolerável.

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Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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