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Doação de medula óssea: principais dúvidas respondidas

A medula óssea é um tecido esponjoso localizado no interior de ossos como quadril, esterno, fêmur e costelas. Sua principal função é produzir as células sanguíneas: glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio; glóbulos brancos, que atuam na defesa contra infecções; e plaquetas, essenciais para a coagulação e cicatrização.

Quando a medula óssea é comprometida por doenças como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, anemia aplástica grave ou algumas síndromes genéticas, o transplante pode ser a única alternativa de tratamento.

A doação de medula óssea é um gesto voluntário e solidário que pode salvar vidas. No entanto, ainda há muitos mitos sobre o processo, o que leva potenciais doadores a hesitar em se cadastrar. A seguir, respondemos às principais dúvidas.

Para que serve a doação de medula óssea?

A doação de medula óssea é utilizada para substituir uma medula doente ou danificada por células saudáveis, com o objetivo de retomar a produção normal do sangue e fortalecer o sistema imunológico do paciente.

Esse procedimento é indicado principalmente para o tratamento de doenças que afetam a medula óssea ou o sangue, como leucemias, linfomas, mielomas múltiplos, anemia aplástica grave e algumas doenças genéticas, como a talassemia.

Quando a medula óssea não funciona adequadamente, o organismo perde a capacidade de produzir células sanguíneas em quantidade e qualidade suficientes.

Como funciona a doação de medula óssea?

O processo de doação de medula óssea começa com o cadastro do voluntário no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Nesse momento, é coletada uma pequena amostra de sangue, que será analisada para identificar as características genéticas relacionadas à compatibilidade. Esses dados ficam armazenados no banco nacional, que pode ser consultado sempre que houver um paciente à espera de um doador compatível.

Como é feita a coleta de medula óssea?

Quando um doador compatível é identificado, ele passa por exames clínicos adicionais para confirmar se está apto. Existem duas formas de coleta:

1. Punção direta

Realizada em centro cirúrgico, sob anestesia (geral ou peridural). O médico utiliza agulhas especiais para retirar medula óssea do osso da bacia (ilíaco posterior). O procedimento dura cerca de 60 a 90 minutos, e a alta costuma ocorrer no dia seguinte. O doador pode sentir dor ou desconforto local por alguns dias, aliviados com analgésicos simples.

2. Aférese de células-tronco

O doador recebe, durante 4 a 5 dias, um medicamento chamado fator de crescimento hematopoiético (G-CSF), que estimula a liberação das células-tronco da medula para a circulação sanguínea. No dia da coleta, o sangue passa por uma máquina que separa apenas as células-tronco, devolvendo o restante ao organismo. O processo dura de 3 a 4 horas e não requer internação.
Em ambos os métodos, a medula se recompõe naturalmente em 2 a 3 semanas. O procedimento é seguro e não deixa sequelas.

A doação de medula óssea dói?

Durante o procedimento, o doador não sente dor, pois, em ambos os métodos de coleta, há cuidados para garantir o conforto e a segurança como anestesia. Embora possa haver desconforto temporário após a doação, como dor lombar leve ou sintomas semelhantes a uma gripe, mas eles desaparecem em poucos dias e trata-se de um procedimento seguro e geralmente bem tolerado.

Existe algum risco para o doador durante ou após o processo?

A doação de medula óssea é considerada um procedimento seguro, com baixa probabilidade de complicações para o doador. Antes da coleta, o voluntário passa por uma avaliação médica e recebe todas as informações sobre o processo, incluindo eventuais efeitos e cuidados necessários.

Na punção direta, as possíveis complicações são semelhantes às de qualquer procedimento realizado sob anestesia, como reações a medicamentos ou pequenos sangramentos, que são geralmente de fácil controle. Após a coleta, pode haver dor ou desconforto na região da bacia por alguns dias.

Na aférese, os riscos são ainda menores. Algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais do medicamento usado para estimular as células-tronco, como um quadro gripal, que são passageiros e desaparecem em poucos dias.

Quantas vezes posso doar medula óssea?

A medula óssea do doador se regenera completamente em poucas semanas, permitindo que, se houver necessidade e o voluntário estiver de acordo, novas doações possam ser realizadas no futuro. No entanto, conforme as diretrizes do REDOME, é necessário respeitar um intervalo mínimo de 60 dias entre as coletas. Além disso, antes do procedimento, a saúde do doador é avaliada.

No entanto, vale destacar que a probabilidade de encontrar um doador de medula óssea compatível, que não seja um parente de sangue, geralmente é baixa. Dessa forma, dificilmente o mesmo voluntário será chamado para doar mais de uma vez.

O que é a compatibilidade de medula e como ela é verificada?

A compatibilidade de medula óssea é a semelhança entre as características genéticas do doador e do paciente, especialmente no que diz respeito a um conjunto de moléculas chamado antígeno leucocitário humano (HLA). Quanto maior a compatibilidade no HLA, maiores as chances de o transplante ser bem-sucedido e de o organismo do paciente aceitar a nova medula.

Essa compatibilidade é determinada por um exame de sangue simples, realizado no momento do cadastro do voluntário no REDOME. A amostra é analisada em laboratório para identificar o tipo de HLA do doador, e essas informações ficam registradas no banco de dados.

Sempre que um paciente necessita de transplante, o sistema do REDOME faz uma busca para localizar doadores compatíveis. Se houver uma possível correspondência, o voluntário é contatado para realizar testes complementares e confirmar a compatibilidade antes de prosseguir para a doação.

A compatibilidade entre pessoas que não são da mesma família pode ser rara. Por isso, aumentar o número de cadastrados é essencial para oferecer uma nova possibilidade de tratamento a quem precisa.

Quais são os critérios para ser doador de medula óssea?

Segundo o Ministério da Saúde e o INCA, para se cadastrar é necessário:

  • Ter entre 18 e 35 anos (a doação pode ser feita até os 60 anos, mas o cadastro deve ser antes dessa idade);
  • Estar em bom estado de saúde;
  • Não apresentar doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue;
  • Não ter doenças hematológicas, autoimunes ou neoplásicas.

Quem teve câncer pode doar medula óssea?

Pessoas que têm ou já tiveram câncer não podem se cadastrar nem doar, com exceção de casos de carcinoma basocelular (câncer de pele não melanoma) ou câncer de colo de útero tratados exclusivamente com cirurgia. Em todos os casos, a avaliação médica individual é obrigatória antes da autorização para doação.

Se precisar, pode contar com a Oncologia D’Or!

A Oncologia D’Or transforma o cuidado com o câncer por meio de uma rede integrada de clínicas e centros de tratamento presentes em diversos estados do país. Com um corpo clínico especializado e equipes multidisciplinares dedicadas, proporcionamos uma jornada de atendimento que une tecnologia avançada, diagnóstico ágil e tratamentos personalizados.

Como parte da Rede D’Or, a maior rede de saúde da América Latina, garantimos acesso às estruturas hospitalares mais modernas e aos avanços científicos que fazem a diferença na vida dos pacientes.

Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim

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