Receber o diagnóstico de um tumor ósseo costuma gerar muitas dúvidas e apreensão, especialmente quando se trata de uma condição pouco conhecida, como o encondroma. Embora, na maioria das vezes, não represente uma doença grave, esse tipo de lesão óssea merece atenção e acompanhamento médico adequado.
Em situações específicas, o encondroma pode sofrer transformação maligna. Por isso, compreender o que é essa condição, conhecer os sinais de alerta e saber quando procurar ajuda médica são atitudes fundamentais para garantir segurança e tranquilidade ao paciente.
O que é um encondroma
O encondroma é um tumor ósseo benigno formado por cartilagem, o mesmo tecido responsável por revestir as articulações e permitir a movimentação adequada dos ossos. Ele se desenvolve no interior do osso (região medular) e é mais frequentemente encontrado nas mãos e nos pés, especialmente nas falanges (ossos dos dedos) e nos metacarpos (ossos da região central da mão). Também pode acometer ossos longos, como o úmero e o fêmur, além dos braços e das coxas.
Por ser uma lesão benigna, o encondroma não se espalha para outras partes do corpo e, em geral, apresenta crescimento lento e limitado. Isso significa que, na maioria dos casos, não causa prejuízos significativos à saúde nem ameaça a vida do paciente.
Esse tipo de tumor ocorre com maior frequência em adultos entre 20 e 40 anos e, muitas vezes, não provoca sintomas. Por esse motivo, é comum que seja identificado de forma incidental, durante exames de imagem solicitados por outras razões, como radiografias após traumas.
Apesar de seu caráter benigno, o encondroma deve ser acompanhado por um profissional de saúde, especialmente quando localizado em áreas mais suscetíveis a fraturas ou quando surge em múltiplos ossos, situação conhecida como encondromatose.
Diferença entre encondroma e condrossarcoma
A principal diferença entre o encondroma e o condrossarcoma está no comportamento biológico do tumor. Enquanto o encondroma é benigno, o condrossarcoma é um tumor maligno, ou seja, um tipo de câncer ósseo que também se origina na cartilagem, mas apresenta crescimento mais agressivo.
O condrossarcoma pode invadir tecidos adjacentes, enfraquecer o osso e, em alguns casos, disseminar-se para outras partes do corpo (metástase). Trata-se do segundo tipo mais frequente de câncer ósseo primário, ficando atrás apenas do osteossarcoma.
Clinicamente, o condrossarcoma costuma se manifestar como uma lesão maior e mais sintomática, podendo causar dor persistente e progressiva, inclusive em repouso ou durante a noite, além de aumento de volume local e, eventualmente, deformidade óssea.
O encondroma pode virar câncer?
A transformação maligna do encondroma é bastante rara. Na maioria dos pacientes, ele permanece como uma lesão benigna ao longo da vida, sem evoluir para câncer. Quando ocorre transformação maligna, o encondroma pode dar origem a um condrossarcoma.
Esse risco é maior em situações específicas, principalmente quando há múltiplos encondromas, como nas encondromatoses. Entre os exemplos mais conhecidos estão a síndrome de Ollier e a doença de Maffucci, condições raras associadas a maior probabilidade de degeneração maligna.
Mesmo nesses casos, a transformação para câncer não é regra e continua sendo considerada incomum. Ainda assim, o acompanhamento médico periódico é essencial para detectar alterações suspeitas precocemente e reduzir o risco de complicações.
Sinais de alerta que podem indicar malignidade
Após o diagnóstico de encondroma, é importante que o paciente esteja atento a sintomas novos ou mudanças no comportamento da lesão. Alguns sinais podem indicar a necessidade de investigação mais aprofundada, como:
- dor persistente, especialmente em repouso ou durante a noite;
- aumento rápido do volume no local afetado;
- sensação de fraqueza ou perda de função do membro;
- limitação dos movimentos;
- inchaço ou deformidade óssea visível;
- fraturas recorrentes ou sem causa aparente.
Diante da presença de qualquer um desses sinais ou sintomas, é fundamental procurar um médico ortopedista ou oncologista. A avaliação especializada e o diagnóstico precoce são determinantes para definir a melhor conduta e aumentar as chances de um tratamento eficaz.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


