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O colesterol alto pode estar prejudicando seu coração sem você perceber

Descubra como essa gordura pode afetar o coração sem causar sintomas e o que fazer para prevenir complicações
Por: Rede D'Or
Homem com dores no peito.
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O funcionamento do nosso corpo depende dos músculos, ossos e gorduras. O colesterol, por exemplo, é uma gordura (lipídio) importante para o corpo, compondo membranas celulares que ajudam na produção de hormônios, ácidos biliares que ajudam na digestão e vitamina D.

  • O colesterol possui diretrizes estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia com valores que ajudam no controle.
  • Segundo a SBAVC-SP (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular), o colesterol alto é uma ameaça silenciosa à saúde das artérias e do coração.
  • De acordo com a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), o controle do colesterol e de fatores de risco é importante para aumentar a qualidade de vida. Esse cuidado deve ser feito por todos acima de 10 anos.

O acompanhamento regular com o cardiologista é o modo de cuidar não só dos níveis de colesterol, mas da saúde do coração.

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O que é colesterol alto?

O colesterol é uma gordura que ajuda no funcionamento do corpo. Ele circula ligado às proteínas chamadas de lipoproteínas, que são:

LDL (Colesterol Ruim): é conhecido dessa forma nas paredes das artérias, formando placas que dificultam o fluxo sanguíneo. Esse processo pode aumentar as chances de problemas mais graves, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e o infarto.

HDL (Colesterol Bom): Faz a limpeza das artérias, removendo o excesso do colesterol, transportando-o de volta para o fígado, local onde é eliminado.

Quais são os sintomas e riscos do colesterol alto?

Na maioria das vezes, o colesterol alto não apresenta sintomas, ou seja, ocorre de forma silenciosa no corpo. Quando ocorrem, podem se manifestar como bolinhas de gordura na pele (Xantomas), ao redor dos olhos (Xantelasma) ou um anel cinza ou esbranquiçado ao redor da íris (Arco corneal).

O grande perigo é a aterosclerose, porque obstrui o fluxo sanguíneo e pode causar doenças cerebrais e cardíacas.

Causas comuns

A hipercolesterolemia (colesterol alto) pode ter as seguintes causas:

  • Fatores genéticos: a predisposição familiar pode afetar a produção hepática.
  • Estilo de vida: consumo excessivo de álcool e sedentarismo.
  • Dieta inadequada: alto consumo de frituras, gorduras e ultraprocessados.
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Qual médico consultar e como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito por um cardiologista ou endocrinologista Esses especialistas solicitam um perfil lipídico ou lipidograma, um exame de sangue que mede as frações de colesterol total, HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos. O exame avalia os seguintes parâmetros:

Colesterol total: é a soma de todos os tipos de colesterol no sangue. Para os adultos, o ideal é manter abaixo de 190 mg/dL.

Colesterol HDL: ajuda na proteção do coração, recolhendo o excesso de gordura. Um bom parâmetro é estar acima de 40 mg/dL.

Colesterol LDL: se acumula nas artérias. O valor de referência pode variar de acordo com o risco cardiovascular individual, por exemplo, abaixo de 70 mg/dL para pessoas com alto risco.

Triglicerídeos: uma gordura usada para energia. Um valor desejável é abaixo de 150 mg/dL.

O médico analisa os números junto ao seu risco cardiovascular. Esse risco depende da idade, se a pessoa fuma ou não, pressão alta e diabetes.

Valores de referência

As metas podem variar conforme o risco cardiovascular individual. Os valores de referência segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia para os adultos são:

  • Baixo risco: < 115 mg/dL.
  • Risco intermediário: < 100 mg/dL.
  • Alto risco:<70 mg/dL.
  • Muito alto risco: < 50 mg/dL.

Como é feito o tratamento de colesterol alto?

O controle e tratamento são focados em reduzir o LDL, prevenindo AVCs e infarto. O processo envolve uma dieta equilibrada, combinada a exercícios físicos regulares, e, dependendo do caso, o uso de medicamento contínuo, receitado pelo médico.

Dieta e alimentação

Evite gorduras ruins: corte o consumo de gorduras trans presentes nas frituras, biscoitos e ultraprocessados. Reduza também as gorduras saturadas nas carnes gordas, embutidos, pele de frango e laticínios).

Gorduras boas: consuma abacate, azeite de oliva e oleaginosas (nozes e castanhas), além de peixes ricos em ômega-3.

Mudanças no estilo de vida

Controle de peso: perder de 5% a 10% do peso corporal já reduz significativamente as taxas de LDL.

Corte o álcool e o cigarro: o álcool em excesso eleva os triglicérides e o tabagismo reduz o colesterol bom e lesiona os vasos.

Exercícios físicos: praticar pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada durante a semana já ajuda a elevar o HDL (colesterol bom).

Medicamentos

Se mesmo com as mudanças de hábitos não for suficiente ou para os pacientes com histórico de doenças cardíacas, o médico pode prescrever medicamentos que auxiliam a atingir o nível de colesterol seguro.

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