O câncer nas glândulas salivares é um tipo raro de tumor que se desenvolve nos órgãos responsáveis pela produção de saliva. Embora represente uma pequena fração das neoplasias malignas de cabeça e pescoço, é importante estar atento aos seus sinais, já que alguns casos podem apresentar comportamento agressivo e requerer tratamento especializado.
Existem três tipos principais de glândulas salivares: as parótidas, localizadas próximas às orelhas; as submandibulares, situadas abaixo da mandíbula; e as sublinguais, posicionadas sob a língua. Além delas, há centenas de glândulas salivares menores, espalhadas pela mucosa da boca e da garganta. Embora todas possam ser acometidas, a maioria dos tumores ocorre nas glândulas parótidas.
Neste conteúdo, você vai entender melhor o que é esse tipo de câncer, suas causas, sintomas, formas de diagnóstico, chances de cura e as opções de tratamento disponíveis.
Quais são os tipos de câncer nas glândulas salivares?
Diversos tipos de câncer podem surgir nas glândulas salivares, cada um com características e comportamentos distintos. O mais comum é o carcinoma mucoepidermoide, que costuma afetar as glândulas parótidas. Ele pode variar desde formas menos agressivas até variantes mais invasivas, de acordo com o grau histológico do tumor.
Outro tipo relativamente frequente é o carcinoma adenoide cístico, conhecido por seu crescimento lento, mas com tendência a infiltrar nervos e tecidos vizinhos. Essa característica torna o tratamento mais desafiador e aumenta o risco de recorrência local, mesmo após o tratamento inicial.
Juntos, o carcinoma mucoepidermoide e o carcinoma adenoide cístico representam a maior parte dos tumores malignos das glândulas salivares. Outros tipos menos comuns incluem o carcinoma de células acinares, o adenocarcinoma polimorfo e o carcinoma secretor, entre outros subtipos mais raros.
O que causa essas condições?
As causas exatas do câncer nas glândulas salivares ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, pesquisas indicam que seu desenvolvimento pode estar associado a fatores genéticos, ambientais e comportamentais, como:
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Radioterapia prévia na região da cabeça e pescoço;
- Alterações genéticas em genes como PLAG1 e MAML2 (em alguns subtipos);
- Infecções virais, como pelo HPV ou vírus Epstein-Barr (EBV);
- Exposição ocupacional a substâncias como níquel, sílica e amianto.
É importante lembrar que a presença de um ou mais desses fatores não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença, eles apenas aumentam o risco. Muitos pacientes com câncer nas glândulas salivares não apresentam fatores de risco identificáveis.
Quais são os sinais e sintomas?
Os sinais e sintomas do câncer nas glândulas salivares variam conforme o tipo, localização e estágio do tumor. O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo ou massa indolor na região da glândula, mas outros sinais podem incluir:
- Dor, dormência ou formigamento no rosto, mandíbula, pescoço ou boca;
- Dificuldade para mastigar, engolir ou abrir completamente a boca;
- Alterações na simetria facial, como fraqueza ou queda de um lado do rosto;
- Inchaço persistente próximo à orelha, sob o maxilar ou na boca.
Esses sintomas também podem estar relacionados a condições benignas, como infecções ou cistos. Por isso, qualquer alteração que persista por mais de duas semanas deve ser avaliada por um médico. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do câncer nas glândulas salivares envolve avaliação clínica e exames complementares. O primeiro passo é a consulta com um especialista, geralmente um otorrinolaringologista, cirurgião de cabeça e pescoço ou oncologista, que examinará a região e verificará a presença de nódulos ou assimetrias.
Quando há suspeita de tumor, exames de imagem são solicitados, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que ajudam a determinar o tamanho e a extensão da lesão. Para confirmar o diagnóstico, é necessária uma biópsia, na qual uma amostra do tecido é analisada em laboratório.
O exame histopatológico identifica o tipo de tumor e seu grau de agressividade, informações fundamentais para definir o plano terapêutico e prever o comportamento da doença.
Câncer na glândula salivar tem cura?
Sim. O câncer nas glândulas salivares pode ter cura, especialmente quando diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada. As chances de recuperação dependem de fatores como o tipo e grau do tumor, localização, tamanho, extensão da doença e se houve disseminação para linfonodos ou outros órgãos.
Carcinoma mucoepidermoide tem cura?
Sim. O carcinoma mucoepidermoide pode ser curado, principalmente quando é de baixo grau e tratado cirurgicamente. Esses tumores tendem a crescer mais lentamente e apresentam altas taxas de controle após a remoção completa.
Nos casos de alto grau, o crescimento é mais rápido e há maior risco de invasão de tecidos próximos e metástases. Nesses casos, o tratamento pode incluir cirurgia associada à radioterapia, com resultados variáveis conforme o estágio. O diagnóstico precoce continua sendo o principal fator de bom prognóstico.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento do câncer das glândulas salivares é individualizado e definido conforme o tipo histológico, o grau de agressividade, a localização e o estágio da doença, além das condições clínicas do paciente.
Na maioria dos casos, o tratamento principal é a cirurgia, com o objetivo de remover completamente o tumor e, se necessário, parte dos tecidos ao redor. Quando há suspeita de disseminação, pode ser indicada a retirada dos linfonodos do pescoço (esvaziamento cervical).
Após a cirurgia, pode ser indicada radioterapia adjuvante, para eliminar eventuais células malignas remanescentes e reduzir o risco de recidiva. A quimioterapia é menos utilizada, mas pode ser considerada em casos avançados, metastáticos ou quando não é possível realizar cirurgia ou radioterapia.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


