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Glândula de Bartholin pode virar câncer?

A glândula de Bartholin é uma pequena estrutura localizada na vulva, próxima à entrada da região durante o contato íntimo. Muitas mulheres têm dúvidas sobre possíveis problemas relacionados a essa glândula — especialmente se ela pode, em algum momento, se transformar em um câncer.

Glândula de Bartholin: quando é preciso se preocupar?

De maneira objetiva, a glândula de Bartholin não “vira” câncer no sentido literal. No entanto, é possível que células dessa glândula passem por alterações genéticas (mutações), o que pode levar à multiplicação desordenada e ao desenvolvimento de um tumor maligno, conhecido como câncer da glândula de Bartholin, uma condição bastante rara, porém existente.

Esse tipo de câncer é chamado de carcinoma da glândula de Bartholin e representa cerca de 1% de todas as neoplasias malignas da vulva, conforme descrito na literatura médica. Ele costuma ocorrer com mais frequência em mulheres com mais de 50 ou 60 anos e pode ter um crescimento lento, frequentemente sem apresentar sintomas claros nas fases iniciais. Sua principal função é produzir uma secreção mucosa que auxilia na lubrificação da vagina.

Quais são os sintomas do câncer da glândula de Bartholin?

Os sinais clínicos podem ser facilmente confundidos com os de cistos ou inflamações benignas da glândula, o que dificulta o diagnóstico precoce. No entanto, alguns sintomas merecem atenção, especialmente em mulheres na pós-menopausa:

  • Presença de um nódulo ou caroço próximo à abertura vaginal, com ou sem dor.
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia).
  • Úlcera, ferida ou lesão persistente na região da vulva que não cicatriza.
  • Vermelhidão, inchaço ou alterações na coloração ou textura da pele vulvar.
  • Sensação de pressão ou desconforto na região da vulva.
  • Alterações na pele ou secreções incomuns

Vale esclarecer: a glândula em si não “vira” câncer. O que pode acontecer é que, em casos pouco comuns, células da glândula passam por mutações genéticas e começam a se multiplicar de forma desordenada, o que caracteriza o surgimento do tumor. No entanto, em mulheres após a menopausa, qualquer alteração volumétrica na área deve ser avaliada com cautela.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do câncer da glândula de Bartholin é feito por meio de um exame clínico minucioso, geralmente seguido de biópsia, que permite confirmar a presença de células cancerígenas e determinar o tipo histológico do tumor.

O carcinoma pode ter diferentes origens celulares, como epitélio escamoso, mucinoso ou transicional, e essa classificação influencia diretamente na escolha terapêutica.

O tratamento pode incluir:

  • Cirurgia, frequentemente com a retirada completa da glândula e do tumor.
  • Radioterapia, indicada especialmente em casos mais avançados ou como complemento cirúrgico.
  • Quimioterapia, em situações selecionadas, dependendo da extensão da doença e da resposta ao tratamento inicial.

O acompanhamento com um especialista em ginecologia oncológica é fundamental para garantir o manejo adequado da condição e aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim

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