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O teste genômico pode influenciar a decisão sobre a quimioterapia?

Assinaturas genômicas, como Oncotype DX e MammaPrint, ajudam a avaliar quando a quimioterapia pode ser desnecessária em casos de câncer de mama.

Diante do diagnóstico de câncer, uma das principais dúvidas é se a quimioterapia será realmente necessária. Embora esse tratamento seja fundamental em muitos casos, ele nem sempre oferece o mesmo benefício para todos os pacientes. Por isso, a medicina tem evoluído para decisões cada vez mais individualizadas, considerando não apenas o tipo e o estágio do tumor, mas também seu comportamento biológico.

É nesse contexto que as assinaturas genômicas ganham destaque. Esses testes analisam a expressão de determinados genes no tumor e ajudam a estimar o risco de recorrência da doença e, em alguns casos, a probabilidade de benefício da quimioterapia. Com essas informações, o oncologista consegue avaliar com mais precisão se a quimioterapia tem potencial para trazer benefício significativo ou se pode ser evitada com segurança.

As assinaturas genômicas são utilizadas principalmente em pacientes com câncer de mama inicial, receptor hormonal positivo (RH positivo) e HER2 negativo. Em situações específicas, elas complementam as informações obtidas pela biópsia, pelos exames anatomopatológicos e pelas características clínicas do tumor.

É importante destacar que o teste genômico não substitui a avaliação médica. Trata-se de uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão, permitindo indicar tratamentos de forma mais personalizada. O objetivo é evitar tanto tratamentos desnecessários quanto a falta de terapias potencialmente benéficas, oferecendo uma abordagem mais precisa e alinhada às características de cada paciente.

Preciso fazer quimioterapia no câncer de mama?

Nem toda pessoa com câncer de mama precisa fazer quimioterapia. A indicação depende de uma avaliação individualizada, que considera as características do tumor, os resultados dos exames e as condições clínicas da paciente.

A decisão não deve ser baseada apenas no diagnóstico de câncer de mama, mas no perfil completo da doença, incluindo fatores como:

  • Tamanho do tumor;
  • Grau histológico;
  • Estágio da doença;
  • Presença ou ausência de comprometimento dos linfonodos;
  • Expressão dos receptores hormonais;
  • Status do HER2;
  • Idade e estado menopausal, em algumas situações.

Por isso, a pergunta mais importante não é “tenho câncer de mama, preciso fazer quimioterapia?”, mas sim: “A quimioterapia oferece benefício no meu caso?”

Essa resposta deve ser construída em conjunto com o médico oncologista, com base nas evidências científicas e em uma análise cuidadosa dos riscos e benefícios.

Confira: Todo câncer precisa de quimioterapia?

Quando evitar a quimioterapia no câncer de mama?

A quimioterapia pode ser evitada quando os estudos mostram que o benefício esperado desse tratamento é muito pequeno em relação aos seus possíveis efeitos adversos. Isso não significa deixar de tratar o câncer, mas escolher a estratégia terapêutica mais adequada para cada situação.

Em alguns casos de câncer de mama inicial, especialmente quando o tumor é receptor hormonal positivo (RH positivo) e HER2 negativo, a quimioterapia pode não oferecer benefício adicional significativo. Nesses subtipos, também conhecidos como tumores luminais, a hormonioterapia costuma ser um dos principais pilares do tratamento, reduzindo de forma importante o risco de recorrência.

Entretanto, a decisão de indicar ou evitar a quimioterapia deve ser individualizada e considerar tanto as características clínicas quanto os resultados dos testes genômicos, quando indicados.

Qual é o tratamento do câncer de mama luminal?

O tratamento do câncer de mama luminal depende das características do tumor e do estágio da doença, mas geralmente tem como base a hormonioterapia.

Esse subtipo apresenta receptores hormonais positivos, o que significa que as células tumorais utilizam hormônios, como estrogênio e/ou progesterona, para estimular seu crescimento.

A hormonioterapia atua bloqueando a ação desses hormônios ou reduzindo sua produção no organismo, diminuindo a probabilidade de crescimento e recorrência da doença.

Além da hormonioterapia, o tratamento pode incluir cirurgia para retirada do tumor, radioterapia para reduzir o risco de recidiva local e, em algumas situações, quimioterapia. A necessidade de cada modalidade depende das características individuais da paciente e do tumor.

Quais testes genômicos existem?

Existem diferentes testes genômicos disponíveis para pacientes com câncer de mama inicial. Eles auxiliam na estimativa do risco de recorrência da doença e, em situações específicas, ajudam a avaliar o possível benefício da quimioterapia.

Entre os exames mais conhecidos estão o Oncotype DX e o MammaPrint.

O Oncotype DX analisa a expressão de 21 genes no tecido tumoral e gera um Escore de Recorrência (Recurrence Score®), que auxilia na estimativa do risco de recorrência e do potencial benefício da quimioterapia em pacientes selecionadas.

Já o MammaPrint avalia uma assinatura de 70 genes e classifica o tumor em risco genômico baixo ou alto para recorrência.

Embora utilizem metodologias diferentes, ambos têm o mesmo objetivo: fornecer informações adicionais para apoiar a decisão terapêutica.

A indicação de cada teste depende das características clínicas da paciente, do tumor e das recomendações das diretrizes médicas.

Leia também: O que é Oncotype e MammaPrint?

Benefícios de evitar a quimioterapia quando ela não é necessária

Quando os exames indicam que a quimioterapia provavelmente trará pouco ou nenhum benefício adicional, evitá-la pode preservar a qualidade de vida sem comprometer a eficácia do tratamento.

Nessas situações, a paciente pode apresentar:

  • Menor exposição a efeitos colaterais, como náuseas, fadiga e queda de cabelo;
  • Redução do risco de toxicidades de curto e longo prazo;
  • Menor impacto sobre a rotina pessoal, profissional e familiar;
  • Melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Ainda assim, é importante destacar que evitar a quimioterapia só é seguro quando essa decisão é baseada em critérios clínicos bem estabelecidos e na avaliação do médico oncologista.

Quando indicada, a quimioterapia continua sendo uma das principais estratégias para reduzir o risco de recorrência e aumentar as chances de cura da doença.

Por isso, o objetivo dos testes genômicos não é eliminar a quimioterapia, mas identificar quais pacientes realmente se beneficiam dela.

Como a medicina personalizada atua no câncer de mama?

A medicina personalizada busca adaptar o tratamento às características individuais do paciente e do tumor. Em vez de utilizar uma estratégia única para todos os casos, ela considera fatores como subtipo tumoral, receptores hormonais, status do HER2, estágio da doença, idade, estado menopausal, condições clínicas e risco de recorrência.

No caso das assinaturas genômicas, essa personalização ocorre porque os testes ajudam a compreender melhor o comportamento biológico do tumor e estimar seu potencial de agressividade.

Na prática, a medicina personalizada pode contribuir para:

  • Escolher o tratamento mais adequado para cada perfil tumoral;
  • Evitar tratamentos desnecessários quando o benefício esperado é pequeno;
  • Reduzir efeitos colaterais e toxicidades relacionadas ao tratamento;
  • Identificar pacientes que podem se beneficiar de terapias mais intensivas;
  • Favorecer decisões compartilhadas entre paciente e equipe médica, considerando evidências científicas, riscos, benefícios e preferências individuais.

Assim, o tratamento torna-se mais preciso e individualizado. O objetivo é oferecer a terapia mais adequada para cada paciente, no momento certo, aumentando as chances de sucesso e preservando a qualidade de vida.

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Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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