A pele amarelada, conhecida como icterícia, é um sinal de que algo não está funcionando adequadamente no organismo, especialmente no fígado, no pâncreas ou nas vias biliares. Essa alteração ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina no sangue, um pigmento produzido pela degradação das hemácias (glóbulos vermelhos).
Entre as causas da icterícia estão doenças hepáticas, pancreáticas e biliares, incluindo alguns tipos de câncer. Como o quadro pode surgir de forma súbita e estar associado a outras alterações sistêmicas, é fundamental buscar avaliação médica para identificar a origem e iniciar o tratamento adequado.
Como ocorre a coloração amarelada
A tonalidade amarelada da pele resulta da hiperbilirrubinemia, condição caracterizada pelo excesso de bilirrubina na circulação. Esse pigmento, proveniente da quebra fisiológica dos glóbulos vermelhos, normalmente é processado pelo fígado, transformado em uma forma solúvel e eliminado pela bile no intestino. Quando esse processo é interrompido ou prejudicado, a bilirrubina acumula-se no sangue e deposita-se nos tecidos e mucosas, especialmente na pele e na esclera (parte branca dos olhos).
Tipos de câncer que podem causar pele amarelada
Embora a icterícia tenha diversas causas, alguns tipos de câncer estão diretamente relacionados a esse sinal clínico. Entre eles:
- Câncer de fígado (hepatocarcinoma);
- Câncer de pâncreas;
- Colangiocarcinoma (câncer das vias biliares).
Nesses casos, o tumor pode obstruir os canais biliares ou comprometer o funcionamento do fígado, levando ao acúmulo de bilirrubina.
Outras condições associadas à icterícia
Além dos tumores malignos, diversas doenças podem desencadear a icterícia, afetando o fígado, as vias biliares, o pâncreas ou o metabolismo das hemácias. Entre as principais, destacam-se:
- Hepatites (virais, alcoólicas ou autoimunes);
- Cirrose hepática;
- Cálculos biliares (colelitíase);
- Pancreatite;
- Estenoses ou obstruções biliares benignas;
- Doenças hematológicas (como algumas formas de anemia hemolítica).
É importante reforçar que a icterícia é um sinal clínico, não uma doença em si. Sua presença deve sempre motivar investigação médica.
Diagnóstico
A avaliação diagnóstica inclui exame clínico detalhado e exames laboratoriais e/ou de imagem, de acordo com a suspeita inicial. O médico costuma investigar a evolução dos sintomas, histórico de doenças hepáticas, uso de medicamentos, consumo de álcool, viagens recentes e possíveis infecções.
Entre os exames laboratoriais solicitados estão:
- Dosagem de bilirrubina total e frações;
- Enzimas hepáticas (TGO, TGP, fosfatase alcalina, gama-GT);
- Hemograma completo;
- Tempo de coagulação;
- Marcadores virais e/ou autoimunes, quando indicados.
Quanto aos exames de imagem, a ultrassonografia abdominal é geralmente o primeiro método para avaliar fígado, vesícula e vias biliares. Dependendo do caso, podem ser solicitadas tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
Tratamento
O tratamento da icterícia depende da causa subjacente. Não existe uma intervenção única, sendo necessário tratar a doença de base.
- Em casos de infecção bacteriana, podem ser indicados antibióticos.
- Para obstruções biliares, procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos podem ser necessários.
Quando associada a câncer, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou cuidados paliativos, de acordo com o tipo do tumor e o estágio da doença.
Qual especialista buscar
Inicialmente, a avaliação pode ser feita por um clínico geral, que avaliará a necessidade de encaminhar o paciente ao especialista mais adequado conforme a suspeita clínica. Entre os especialistas envolvidos no diagnóstico e tratamento da icterícia estão:
- Gastroenterologista;
- Hepatologista;
- Oncologista;
- Hematologista;
- Infectologista.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


