Também conhecida como trombocitopenia, a plaquetopenia caracteriza-se pela redução no número de plaquetas no sangue células essenciais para a coagulação, que auxiliam na prevenção de hemorragias. Quando os níveis de plaquetas estão abaixo do ideal, o organismo pode apresentar dificuldade para controlar sangramentos, mesmo após pequenos ferimentos. Embora essa condição cause preocupação em muitas pessoas, é importante entender que nem toda plaquetopenia está relacionada a doenças graves. Ela pode ter diversas causas, que vão desde alterações temporárias até patologias que demandam acompanhamento médico especializado.
O que pode causar a plaquetopenia?
A plaquetopenia ocorre quando o corpo produz poucas plaquetas, quando elas são destruídas em excesso ou quando ficam retidas em grande quantidade no baço. Entre os fatores que podem levar a esses quadros, destacam-se:
- Infecções virais;
- Uso de determinados medicamentos;
- Deficiências nutricionais;
- Consumo excessivo de álcool;
- Púrpura trombocitopênica trombótica;
- Síndrome hemolítico-urêmica;
- Distúrbios da medula óssea;
- Aumento do baço (esplenomegalia);
- Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico e hipotireoidismo;
- Leucemias;
- Outros tumores malignos;
- Tratamentos oncológicos.
Plaquetopenia é câncer?
A plaquetopenia não é um câncer, mas pode ser um sinal de doenças oncológicas, como leucemias ou síndromes mielodisplásicas. Por isso, é fundamental realizar exames conforme orientação médica para identificar a causa exata da redução das plaquetas.
É importante destacar que a queda isolada de plaquetas não é suficiente para diagnosticar um câncer. Contudo, quando associada a outros sintomas e alterações laboratoriais, pode indicar a necessidade de uma investigação médica aprofundada.
Quando se preocupar?
É necessário ficar atento a alguns sinais e sintomas que podem indicar uma plaquetopenia grave ou associada a condições malignas:
- Manchas roxas ou púrpuras na pele, sem trauma aparente;
- Sangramentos frequentes e em excesso pelo nariz e/ou gengivas;
- Cansaço excessivo;
- Palidez;
- Febre persistente;
- Dor óssea;
- Perda de peso inexplicada;
- Aumento dos linfonodos (ínguas) pelo corpo ou aumento do baço.
Como é feita a investigação?
O diagnóstico da plaquetopenia inicia-se com um hemograma completo, que avalia a quantidade de plaquetas e de outras células sanguíneas. Conforme o resultado e os sintomas apresentados, o médico pode solicitar exames complementares, tais como:
- Mielograma (exame da medula óssea para avaliar a produção das células sanguíneas);
- Biópsia da medula óssea retirada de um pequeno fragmento da medula óssea para análise microscópica);
- Sorologias para investigação de infecções virais;
- Dosagens de vitaminas (como B12 e ácido fólico);
- Testes imunológicos;
- Exames de imagem, como ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada.
Quais tratamentos o médico pode indicar?
O tratamento depende da causa da plaquetopenia. Por exemplo, se a origem for deficiência nutricional, pode ser indicada a suplementação vitamínica. Em casos de infecções virais, o quadro costuma se resolver espontaneamente. Quando associada ao uso de medicamentos, a suspensão do fármaco pode ser suficiente. Nas doenças autoimunes, como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), podem ser usados corticosteroides ou imunoglobulinas. Já nas doenças hematológicas malignas, como leucemias, as abordagens incluem quimioterapia, imunoterapia e, em alguns casos, transplante de células-tronco hematopoéticas.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


