O ependimoma é um tumor raro que se origina nas células ependimárias, responsáveis por revestir os ventrículos do cérebro e o canal central da medula espinhal. Pertence ao grupo dos gliomas e pode acometer tanto crianças quanto adultos.
Embora incomum, o ependimoma merece atenção porque pode provocar sintomas debilitantes, que dependem sobretudo do grau e da localização do tumor. Como outros tumores do sistema nervoso, sua evolução é heterogênea: alguns crescem lentamente e permanecem estáveis por anos, enquanto outros apresentam comportamento mais agressivo.
Ependimoma é câncer?
Nem todo ependimoma é classificado como “alto risco” ou agressivo, mas é importante entender a nomenclatura usada pelos médicos. Os tumores são descritos por graus (I, II ou III) e, mais recentemente, por subgrupos moleculares que ajudam a prever o comportamento e orientar o tratamento. Algumas formas historicamente consideradas de “baixo grau” permanecem com prognóstico mais favorável, enquanto outras são mais agressivas. A classificação atual da Organização Mundial da Saúde (WHO) incorporou características moleculares e anatômicas que influenciam essa avaliação.
Os ependimomas são classificados em diferentes graus:
- Grau I — geralmente tumores de crescimento muito lento (por exemplo, subependimoma).
- Grau II — incluem o ependimoma “convencional” e, em revisões recentes, o myxopapillary ependymoma passou a ser tipicamente considerado grau II (isto é, de comportamento de baixo a intermediário grau, mas com potencial de recidiva em alguns casos).
- Grau III — são os ependimomas anaplásicos (mais agressivos), com maior tendência a crescimento rápido e disseminação.
Mesmo tumores de baixo grau exigem acompanhamento, porque a localização dentro do sistema nervoso central pode causar déficits significativos dependendo de estruturas comprimidas.
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O que causa a doença?
As causas do ependimoma ainda não são totalmente conhecidas. Na maioria dos casos surge de forma espontânea, sem fator claramente identificável. Em alguns pacientes, doenças genéticas raras aumentam a predisposição a tumores do sistema nervoso central, e a presença de alterações moleculares específicas pode influenciar o tipo de ependimoma.
Quais são os sintomas?
Os sintomas variam conforme a localização (cérebro supratentorial ou fossa posterior ou medula espinhal) e o tamanho da lesão. Por comprimirem estruturas neurais, os ependimomas costumam causar sinais relacionados à pressão local, tais como:
- alterações visuais;
- problemas de equilíbrio e coordenação;
- cefaleia (dor de cabeça);
- tontura;
- dormência ou formigamento nos braços ou pernas;
- fraqueza muscular;
- alterações de humor;
- incontinência urinária;
- convulsões;
- náuseas e vômitos.
Esses sintomas não são específicos do ependimoma e merecem investigação médica quando persistentes ou progressivos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com a avaliação clínica e exames de imagem, a ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para caracterizar a lesão, sua relação com estruturas vizinhas e a extensão. Em alguns casos, a tomografia computadorizada também é útil. O diagnóstico definitivo depende de biópsia ou da análise do tecido retirado na cirurgia, que permite identificar o subtipo e o grau histológico; exames de líquor (punção lombar) podem ser indicados quando há suspeita de disseminação pela via liquórica.
Ependimoma tem cura?
A possibilidade de cura varia conforme o grau, a localização e a possibilidade de ressecção cirúrgica completa. Quando é possível remover todo o tumor cirurgicamente, especialmente em lesões de baixo grau, as chances de controle a longo prazo são maiores. Em tumores de grau mais alto ou quando a remoção completa não é viável por risco neurológico, existe maior risco de recidiva, e tratamentos adicionais são frequentemente necessários.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento é individualizado. As estratégias principais são:
- Cirurgia — objetivo de ressecção máxima segura; é o pilar inicial do tratamento sempre que possível.
- Radioterapia — frequentemente indicada após cirurgia quando há resíduo, em tumores de grau elevado ou em casos pediátricos cuidadosamente ponderados. A radioterapia focal ao leito tumoral é uma prática comum para reduzir risco de recidiva.
- Quimioterapia — tem papel limitado e resultados variáveis; é mais utilizada em crianças muito jovens (para adiar radioterapia) ou em contextos de recorrência/refratariedade.
- Imunoterapia e terapias alvo — ainda em estudo; não são hoje tratamentos padronizados para a maioria dos ependimomas e fazem parte de ensaios clínicos ou abordagens experimentais.
- Cuidados de suporte — fisioterapia, terapia ocupacional, controle de sintomas e reabilitação são essenciais para manter qualidade de vida.
A decisão terapêutica considera idade, estado neurológico, risco de déficits por cirurgia e características moleculares do tumor.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


