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Tumor adrenal: o que é, sintomas e tratamentos

As glândulas adrenais são duas pequenas estruturas localizadas acima de cada rim e produzem hormônios essenciais ao organismo, entre eles adrenalina, noradrenalina, cortisol e aldosterona, que regulam o metabolismo, a pressão arterial, a resposta ao estresse e outras funções vitais. Um tumor adrenal é um crescimento anormal dessas glândulas. Muitos são descobertos por acaso em exames de imagem realizados por outros motivos (denominados “incidentalomas adrenal”). A maioria dos achados é benigna, mas alguns tumores podem produzir hormônios em excesso ou, raramente, ser malignos.

Quais são os tipos de tumor adrenal?

Os tumores adrenais podem ser classificados de acordo com duas características principais: se produzem hormônios ou não e se são benignos ou malignos. Abaixo, listamos os tipos mais frequentes:

1. Adenoma adrenal

É o tipo mais comum e, em geral, benigno. Muitos adenomas são não funcionantes e não causam sintomas; outros, porém, liberam hormônios em excesso, por exemplo cortisol (podendo causar síndrome de Cushing), aldosterona (hiperaldosteronismo primário ou síndrome de Conn) ou androgênios, o que gera sinais e sintomas característicos.

2. Feocromocitoma

Tumor da medula adrenal que costuma ser funcionante, produzindo catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). Pode causar hipertensão arterial (crônica ou paroxística), palpitações, sudorese, dor de cabeça intensa e episódios que se assemelham a crises de pânico. Apesar de muitos serem benignos, feocromocitomas exigem diagnóstico e tratamento adequados porque podem provocar complicações cardiovasculares graves.

3. Carcinoma adrenocortical

Tumor maligno raro que se origina no córtex adrenal. Pode ser silencioso nos estágios iniciais ou, com frequência, secretar hormônios (cortisol, androgênios, aldosterona), tornando os sintomas evidentes. É uma neoplasia agressiva que requer manejo especializado e precoce.

4. Metástase adrenal

As adrenais podem ser atingidas por metástases de cânceres primários em outros órgãos (p. ex., pulmão, mama, rim). Essas lesões frequentemente são não funcionantes e são, muitas vezes, identificadas durante a investigação do câncer primário.

Quais são as principais causas?

A maioria dos tumores adrenais surge de forma esporádica, sem uma causa única identificável. Algumas mutações genéticas somáticas nas células adrenais levam à multiplicação anormal. Certas síndromes hereditárias aumentam o risco de tumores adrenais, entre elas, Beckwith–Wiedemann, Li–Fraumeni, síndromes das neoplasias endócrinas múltiplas e a neurofibromatose tipo 1, dependendo do tipo tumoral (por exemplo, feocromocitoma ou carcinoma adrenocortical em crianças). Em muitos casos, contudo, não há um fator de risco identificável.

Quais são os sinais e sintomas?

Os sintomas dependem do tipo de tumor e se ele produz hormônios. Muitos tumores pequenos e não funcionantes são assintomáticos. Quando há produção hormonal excessiva ou efeito de massa, os sinais mais comuns incluem:

  • fraqueza muscular;
  • aumento da pressão arterial (podendo ser resistente ao tratamento);
  • alterações no controle da glicose (hiperglicemia);
  • pele fina, fácil formação de hematomas e estrias arroxeadas (síndrome de Cushing);
  • câimbras e alterações eletrolíticas (no hiperaldosteronismo);
  • palpitações, sudorese intensa, dor de cabeça intensa e ansiedade/pânico (feocromocitoma);
  • dor abdominal ou lombar persistente, sensação de massa abdominal;
  • perda de peso inexplicada e fadiga intensa.

Diante de qualquer sinal sugestivo, procure avaliação médica, o diagnóstico precoce melhora as opções de tratamento e o prognóstico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa pela avaliação clínica e pela investigação laboratorial e por imagem. A conduta habitual inclui:

  • avaliação hormonal: testes para detectar produção excessiva (por exemplo, teste de supressão com dexametasona para cortisol, dosagem de metanefrinas plasmáticas ou urinárias para feocromocitoma, relação aldosterona/atividade da renina quando há hipertensão e/ou hipocalemia).
  • exames de imagem: tomografia computadorizada (TC) de abdome ou ressonância magnética (RM) para caracterizar a lesão; em casos específicos, cintilografia com MIBG ou PET podem ser úteis para localizar ou estadiar tumores catecolaminérgicos ou metastáticos.

Observação importante: a biópsia percutânea geralmente não é recomendada para lesões adrenais suspeitas de carcinoma adrenocortical ou feocromocitoma, porque pode causar complicações e quase nunca altera a conduta inicial; em alguns casos, biópsia só é considerada quando há suspeita de metástase de outro tumor e depois de excluir feocromocitoma.

Tumor adrenal tem cura?

Muitos casos de tumor adrenal têm cura, sobretudo quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento adequado é iniciado de forma rápida. A possibilidade de recuperação completa depende de fatores importantes, como:

  • Tipo do tumor (benigno ou maligno);
  • Produção hormonal (se é funcionante ou não);
  • Tamanho e estágio do tumor;
  • Presença de metástases (no caso dos tumores malignos).

Apenas um médico especialista poderá avaliar cada caso individualmente para determinar com precisão o prognóstico do paciente.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento varia conforme o tipo, a funcionalidade hormonal, o tamanho e a presença de metástases:

  • cirurgia (adrenalectomia) é o tratamento de escolha para tumores funcionantes e para lesões suspeitas de malignidade; pode ser feita por via laparoscópica ou por acesso aberto, dependendo do tamanho e da suspeita de invasão local.
  • para feocromocitoma, a preparação pré-operatória com bloqueadores alfa (seguida às vezes de bloqueadores beta) é obrigatória para reduzir riscos no perioperatório.
  • carcinomas adrenocorticais podem requerer, além da cirurgia, terapias adjuvantes ou paliativas, radioterapia, quimioterapia sistêmica (por exemplo mitotano em regimes específicos) e participação em ensaios clínicos.
  • nos casos de metástase, o tratamento segue o esquema do câncer primário e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapia alvo/imunoterapia, conforme indicação oncológica.

A decisão terapêutica deve ser individualizada e discutida em equipe multidisciplinar (endocrinologista, cirurgião oncologista/urologista, oncologista, radiologista) para garantir a melhor estratégia e segurança.

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A Oncologia D’Or transforma o cuidado com o câncer por meio de uma rede integrada de clínicas e centros de tratamento presentes em diversos estados do país. Com um corpo clínico especializado e equipes multidisciplinares dedicadas, proporcionamos uma jornada de atendimento que une tecnologia avançada, diagnóstico ágil e tratamentos personalizados.

Como parte da Rede D’Or, a maior rede de saúde da América Latina, garantimos acesso às estruturas hospitalares mais modernas e aos avanços científicos que fazem a diferença na vida dos pacientes.

Nosso compromisso é oferecer excelência, conforto e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, promovendo saúde e qualidade de vida.

Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim

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