Nos últimos anos, circularam nas redes sociais alegações de que o protetor solar poderia causar câncer. Essas afirmações, em geral desprovidas de base científica, geram dúvidas e inseguranças em pessoas que desejam proteger a pele de forma adequada. É importante esclarecer: trata-se de um mito amplamente difundido por fake news.
Na realidade, o uso correto e regular do filtro solar é uma das estratégias mais eficazes para prevenir o câncer de pele, especialmente os tipos mais agressivos, como o melanoma. Todos os ingredientes presentes nesses produtos passam por rigorosos testes toxicológicos e de segurança antes de serem aprovados por agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos. Portanto, o protetor solar não causa câncer, ao contrário, ele contribui significativamente para preveni-lo.
Por que o excesso de sol faz mal?
A exposição solar prolongada e sem proteção pode provocar uma série de danos à pele. Os raios ultravioleta (UV), especialmente os tipos UVA e UVB, penetram nas camadas da pele e causam alterações no DNA celular, favorecendo o envelhecimento precoce, o surgimento de manchas e o desenvolvimento de câncer de pele. A literatura mostra que queimaduras solares frequentes, especialmente durante a infância e adolescência, aumentam expressivamente o risco de melanoma.
E os raios ultravioleta do tipo C (UVC)?
Os raios UVC são os mais energéticos e potencialmente mais perigosos do espectro ultravioleta. No entanto, eles são completamente bloqueados pela camada de ozônio e não atingem a superfície da Terra em condições naturais. Por isso, não há risco de exposição à UVC em ambientes abertos ou sob luz solar comum, desde que a camada de ozônio esteja íntegra. Já os raios UVA e UVB, que conseguem ultrapassar a atmosfera, são os principais responsáveis pelos danos à pele, como envelhecimento precoce, queimaduras solares e aumento do risco de câncer de pele.
A exposição a esse tipo de radiação só ocorre em ambientes controlados onde são utilizadas fontes artificiais de UVC, como lâmpadas germicidas, equipamentos hospitalares de desinfecção e certos dispositivos industriais ou laboratoriais. Essas lâmpadas não são comuns no uso doméstico e devem ser manipuladas com cautela, pois a radiação UVC pode causar queimaduras na pele e danos aos olhos se houver exposição direta e desprotegida.
Como o filtro solar protege a pele?
Os filtros solares atuam como uma barreira contra os raios ultravioleta, impedindo ou minimizando sua penetração na pele. Existem dois principais tipos:
- Filtros físicos ou minerais: contêm substâncias como óxido de zinco e dióxido de titânio, que formam uma camada refletora sobre a pele, desviando a radiação UV;
- Filtros químicos: contêm ativos que absorvem os raios UV, transformando-os em calor e evitando danos celulares.
Ambos são eficazes, e a escolha entre eles depende do tipo de pele, da sensibilidade individual e da recomendação médica. Pessoas com pele sensível, por exemplo, podem se beneficiar mais dos filtros físicos, que tendem a causar menos irritações.
Como usar o protetor solar de forma segura?
Para uma proteção eficaz, é importante seguir as seguintes recomendações:
- Aplique a quantidade adequada: cerca de uma colher de chá para rosto, pescoço e orelhas; e aproximadamente três colheres de sopa para todo o corpo;
- Passe o produto pelo menos 15 minutos antes da exposição ao sol;
- Reaplique a cada duas horas, ou sempre que houver suor excessivo, mergulho na água ou uso de toalha;
- Opte por produtos com FPS 30 ou superior, com proteção contra raios UVA e UVB (indicação de “amplo espectro”);
- Use diariamente, inclusive no inverno e em dias nublados, pois os raios UV atravessam as nuvens;
- No skincare diário, o protetor solar deve ser o último produto aplicado antes da maquiagem ou da exposição ao sol.
Quais são os benefícios comprovados do seu uso?
O uso contínuo e adequado do protetor solar oferece diversos benefícios clinicamente comprovados:
- Redução do risco de câncer de pele, incluindo carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma;
- Prevenção de queimaduras solares;
- Diminuição do fotoenvelhecimento, que se manifesta por rugas, flacidez e hiperpigmentações;
- Manutenção da integridade e saúde da pele ao longo do tempo.v
Como potencializar a proteção solar?
Embora o filtro solar seja essencial, outras medidas devem ser adotadas para ampliar a proteção contra os efeitos nocivos da radiação UV:
- Evite a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação;
Utilize roupas com proteção UV, chapéus de abas largas e óculos escuros com filtro contra radiação ultravioleta; - Prefira áreas sombreadas sempre que possível;
- Em ambientes como praia ou piscina, escolha barracas de algodão ou lona, que bloqueiam melhor os raios solares do que as de nylon.
Além disso, recomenda-se realizar uma avaliação dermatológica anual, mesmo na ausência de sintomas ou lesões visíveis. O acompanhamento médico e o uso correto do protetor solar formam uma combinação poderosa na prevenção de danos agudos e cumulativos à pele.
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Revisor científico
Dra. Fernanda Frozoni Antonacio
Oncologista Clínica
Rede D’or – Hospital Vila Nova Star e Hospital São Luiz Itaim


