Hospital Santa Helena
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O que é a Metaiodobenzilguanidina (MIBG)?

A Metaiodobenzilguanidina, conhecida como MIBG, é uma substância utilizada na medicina nuclear que se comporta de maneira semelhante à noradrenalina, um neurotransmissor do sistema nervoso simpático. Por causa dessa semelhança, a MIBG é captada por células que possuem transportadores específicos de catecolaminas, permitindo que ela seja usada tanto para diagnóstico quanto para tratamento de determinadas doenças.

Por que a MIBG é considerada um falso neurotransmissor?

A MIBG é considerada um falso neurotransmissor porque ela imita a noradrenalina na forma como entra nas células nervosas, mas não exerce a mesma função biológica. Ela é captada, armazenada e transportada pelas mesmas vias da noradrenalina, porém não participa da transmissão normal dos impulsos nervosos. Isso permite que a MIBG se acumule em tecidos específicos sem desencadear efeitos fisiológicos típicos dos neurotransmissores verdadeiros.

Com quais isótopos de iodo a MIBG é marcada para diagnóstico e para terapia?

Para fins diagnósticos, a MIBG é marcada com os radioisótopos Iodo-123 ou Iodo-131. Para fins terapêuticos, a MIBG é marcada com Iodo-131, que emite radiação capaz de destruir células tumorais, sendo utilizada no tratamento de alguns tipos específicos de câncer.

Para que serve a MIBG na medicina nuclear?

Na medicina nuclear, a MIBG é utilizada para identificar tecidos e tumores que se originam ou estão relacionados ao sistema nervoso simpático. Ela permite localizar lesões, avaliar a extensão da doença e, em alguns casos, tratar o tumor, quando marcada com um isótopo terapêutico.

Quais tipos de tumores a MIBG pode detectar?

A MIBG é especialmente útil na detecção de tumores neuroendócrinos que produzem catecolaminas, como o feocromocitoma, paraganglioma e o neuroblastoma. Estes tumores possuem alta afinidade pela MIBG, o que torna o exame bastante específico.

Em quais doenças neurológicas a MIBG pode ser usada para avaliar disfunção autonômica?

A MIBG também pode ser utilizada para avaliar o sistema nervoso autônomo, especialmente em exames cardíacos. A cintilografia cardíaca com MIBG ajuda a identificar alterações da inervação simpática do coração, sendo útil em doenças como insuficiência cardíaca, doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy.

A MIBG pode ser utilizada como tratamento além do diagnóstico?

Sim. Quando marcada com Iodo-131, a MIBG pode ser utilizada como tratamento. Nesse caso, ela leva radiação diretamente às células tumorais que a captam, promovendo destruição seletiva das células, especialmente em tumores neuroendócrinos avançados ou inoperáveis.

Como a MIBG é administrada ao paciente durante o exame?

A MIBG é administrada por via intravenosa, geralmente em uma injeção única. Após a administração, é necessário aguardar algumas horas ou dias, dependendo do radioisótopo utilizado, para que a substância se distribua no organismo e as imagens possam ser adquiridas.

Quais são as “zonas quentes” observadas no exame de imagem com MIBG?

As chamadas “zonas quentes” são áreas do corpo que apresentam maior captação da MIBG nas imagens. Essas áreas indicam tecidos ou lesões que possuem alta atividade do sistema nervoso simpático ou células tumorais capazes de captar a substância, ajudando a localizar e caracterizar a doença.

Quais cuidados de preparo podem ser necessários antes do exame com MIBG?

Antes do exame com MIBG, pode ser necessário suspender alguns medicamentos que interferem na captação da substância, como certos antidepressivos e medicamentos cardiovasculares. Também é necessário o uso de iodeto para proteger a tireoide da captação do iodo radioativo, especialmente quando se utiliza o Iodo-131. Essas orientações são sempre individualizadas e fornecidas pela equipe médica.

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